GAMES

Bem nas vendas, Nintendo Switch divide opiniões da crítica especializada

GameStoria
Author
GameStoria
Bem nas vendas, Nintendo Switch divide opiniões da crítica especializada

Deve demorar ainda um bom tempo para que tenhamos o Switch à venda de forma oficial no Brasil. Com a Nintendo fora do país desde 2015, quem quiser o aparelho por aqui precisa recorrer a importadores independentes ou, ainda, aproveitar alguma viagem ao exterior e trazer o videogame - ou contar com a boa vontade de amigos ou parentes para isso. Ou seja: colocar as mãos na caixa da foto aqui em cima não é algo tão simples no momento.

Fato é que, em boa parte dos locais onde o Switch foi lançado oficialmente (casos de Estados Unidos, Japão e boa parte da Europa) em 3 de março, o console tem feito um sucesso estrondoso nesse primeira dia de vendas. No Japão, já é o recordista de vendas em um lançamento desde o Wii. Na Europa, é o maior lançamento da história da Nintendo. Nos EUA, ele superou o começo do Wii. 

Há diversas razões para a empolgação, em especial após o tropeço gigante que foi o Wii U. Com o acesso ainda restrito ao aparelho e o alto preço cobrado por ele no Brasil - algumas lojas chegam a pedir R$ 3 mil pelo console, valor muito superior à conversão para reais dos US$ 300 o que daria algo em torno de R$ 930 na data de publicação desse texto -, obter qualquer informação sobre o Switch é útil. E, por enquanto a mídia especializada estrangeira parece ser o melhor caminho para isso. 

De maneira geral, sites como Kotaku, Game Informer, Polygon, Destructoid e GameSpot elogiaram o fator inovação do aparelho - algo no qual a Nintendo é especialista, diga-se -, em especial a possibilidade de utilizá-lo como um portátil ou um console de mesa. 

Essa característica, segundo o Kotaku, abre possibilidades como a criação de redes para partidas multiplayer sem precisar de acesso a Internet para tal - uma vez que o Switch pode formar redes de até oito aparelhos conectados.

A qualidade da tela do aparelho e sua sensação de robustez também foram pontos praticamente unânimes a merecerem elogios pelos jornalistas do exterior.

Nem tudo é perfeito

Os jornalistas que avaliaram o aparelho, porém, não se limitaram a elogios. Entre as principais críticas, o tamanho dos comandos dos controles Joy-Con merece destaque à parte. Com botões próximos e tamanho pequeno, manejar o aparelho por muito tempo tende a ser tarefa cansativa, segundo os jornalistas.

A situação melhor com o suporte que vem junto com o Switch e permite tranformar os dois Joy-Cons em algo mais próximo de um controle padrão. A situação, porém, só é totalmente resolvida com a compra de um Pro-Controller, acessório vendido por salgados US$ 70.

Outro aspecto bastante criticado pelos avaliadores diz respeito à falta de informações sobre os serviços online do videogame e também a ausência, até o momento, de aplicativos como o Netflix, que poderiam dar outros usos ao Switch além dos games.

Por falar em games, ao menos por enquanto a lista do Switch é bastante restrita. Alguns dirão que The Legend of Zelda: Breath of the Wild por si só já basta - e com certa razão, já que o game é fantástico -, mas a falta de uma quantidade considerável de games, em especial de produtoras terceiras, preocupa. Basta lembrar que a falta de apoio das chamadas "third parties" foi uma das principais razões do fracasso do Wii U. 

Por ora, recomendar a compra de um Switch passa por um sonoro "depende". Comprar o aparelho no Brasil tende a sair bem caro neste primeiro momento, sendo que a tendência é que esse valor caia após o furor inicial passar. Por outro lado, quem é fã da Nintendo e está disposto a gastar um pouco mais tende a se divertir de montão com a novidade. Nesse segundo caso, o Switch é compra mais do que certa.