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Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

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Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

Foram dez anos de produção e sete desde o lançamento de Final Fantasy XIII último episódio canônico da série (considerando que Final Fantasy XIV fugiu da tradicional fórmula da franquia). A longa espera por Final Fantasy XV finalmente chegou ao fim em novembro deste ano, quando o game chegou em versões para PlayStation 4 e Xbox One.

A primeira dúvida, neste caso, era: valeu a pena aguardar? Poucas horas de jogo são suficientes para responder à questão com um sonoro "sim". Mais do que um game excelente tecnicamente e com uma boa história, Final Fantasy XV é um verdadeiro recomeço para a série, algo que Final Fantasy XII, de 2006, e Final Fantasy XIII, de 2009, tentaram, mas não conseguiram.

Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

De cara, o game já avisa: "Um Final Fantasy para fãs e novatos". Mais do que uma frase possivelmente pretensiosa, ela resume o conteúdo do game. Há momentos de extrema familiaridade, seja com músicas ou referências, e novidades que refrescam aquela que é, provavelmente, a mais tradicional série de RPG dos videogames.

Por que é bom?

Há vários pontos positivos em Final Fantasy XV, mas dois deles são principais: a capacidade de criar personagens cativantes e a jogabilidade.

No primeiro caso, Noctis, Ignis, Prompto e Gladiolus têm personalidade e trejeitos bem distintos, o que fortalece sua identidade. O clima de amizade entre eles - mesmo com o fato de Noctis ser um príncipe - é presente o tempo inteiro, desde passagens da história até mesmo durante as lutas. 

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Isso gera um efeito interessante no jogador: a sensação de importância. Cada personagem nessa trama importa e, sempre que algo ruim ocorre com um deles, o impacto emocional é inevitável. Este é um ponto no qual Final Fantasy XV quebra a parede que separa o game em si do jogador e isso é fundamental em uma história na qual ocorrem reviravoltas frequentes - as quais não valem ser citadas, uma vez que a graça do jogo é, justamente, descobrir o que ocorrerá em seguida.

Já a jogabilidade, finalmente, se transformou em uma evolução do tradicional sistema da série. A adoção de um mundo aberto fez bem à franquia, pois traz um ambiente rico, com cenários variados, e também abre espaço para que existam missões paralelas à história - nas quais, acredite, você passará muito tempo. Apesar da história, em si, se desenvolver de maneira linear, essas atividades opcionais podem ser realizadas na ordem que o jogador preferir.

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O sistema de batalha, por sua vez, é mais voltado para a ação. Só é possível controlar Noctis, sendo que os demais personagens ficam à cargo da inteligência artificial do jogo - e, por sorte, eles reagem bem na maioria das vezes. Também há um modo estratégico, no qual a ação é pausada sempre que o jogador para de se mover, o que permite trocar de alvo ou, ainda, analisar melhor o cenário da luta. É uma mescla interessante entre o tradicional sistema de turnos dos jogos mais antigos da franquia e o que é visto em RPGs mais modernos.

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Visualmente, o jogo encanta pelo nível de detalhes dos personagens e dos cenários. Já em termos sonoros, além da trilha original do game, todas as músicas dos demais jogos da série podem ser compradas e usadas. 

Falhas pontuais

Final Fantasy XV não está imune a críticas, porém. A maior dela, talvez, seja a câmera do jogo durante as batalhas. Por ela ficar fixada nas costas do jogador, eventualmente elementos do cenário como árvores ou, principalmente, paredes acabam atrapalhando o campo de visão e exigem constantes ajustes da parte do jogador.

Outro detalhe do sistema de luta também incomoda: as magias, que ganharam importância nesta edição do jogo, requerem um cuidado extra em seu uso por também atingir seus companheiros. Diante da ausência de um comando que faça seus amigos pararem de atacar e se afastar de um alvo, elas acabam sendo úteis apenas em momentos específicos de uma luta, como em seu início. 

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Um modo de foto também faz falta: com cenários tão bonitos, é quase um pecado que o jogador dependa de imagens capturadas automaticamente pelo jogo. 

Diante do desequilíbrio (felizmente!) entre pontos positivos e negativos, é possível dizer que Final Fantasy XV é, de longe, o melhor game da série nos últimos dez anos. Ao mostrar respeito aos fãs e se esforçar para conquistar novos admiradores, o jogo marca o retorno e decreta um recomeço de alto nível para a franquia.