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Machismo e preconceito: a vida das mulheres que jogam, infelizmente, não é fácil

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Machismo e preconceito: a vida das mulheres que jogam, infelizmente, não é fácil

Uma reportagem feita pela BBC Brasil deu um panorama mais aterrador da situação enfrentada por garotas que jogam videogame. Entre os casos citados pela reportagem, destaca-se o de Cristina "Olakristal" Santos (31), que em 2013 alcançou o 1º lugar no ranking de Super Street Fighter IV: Arcade Edition. Ao invés de ser parabenizada ou, ainda, de curtir a glória, Cristina foi alvo de ataques dos mais variados e em diversos ambientes, seja em redes sociais ou na vida pessoal.

O caso de Cristina, infelizmente, não é isolado. É comum ver relatos do tipo na mídia especializada, como o caso de Anita Sarkeesian, que teve um perfil publicado no UOL Jogos. Sarkeesian, que luta pela igualdade de gêneros no segmento de games e de cultura pop, já chegou a ser ameaçada de morte.

Na mesma página, é possível ver histórias de superação de preconceitos e também sobre a dificuldade das mulheres para conseguirem iniciar uma carreira nos eSports.

Ambiente nocivo

O ambiente dos games online, independentemente dos sexos envolvidos, costuma ser nocivo. É comum encontrar jogadores gritando palavrões ou se unindo para insultar alguma vítima. A situação, porém, fica mais complicada no caso das mulheres, já que ingredientes como machismo e misoginia acabam entrando em cena.

O resultado disso é, no mínimo, triste. Ainda de acordo com a reportagem da BBC - reproduzindo o resultado de uma pesquisa feita pelo blog PriceCharting -, esses ataques constantes fazem com quem as mulheres passem a adotar algumas atitudes como usar apelidos masculinos enquanto jogam e, em casos mais extremos, darem um tempo do videogame (35% das entrevistadas) ou mudarem de hobby (9% das mulheres ouvidas pelo blog). 

Fato é que videogame nunca foi "coisa de menino" e essa afirmação, hoje, vale ainda mais no Brasil. Aqui, o público feminino já representa 52,6% dos gamers no país, de acordo com informações da Pesquisa Game Brasil 2016. Por mais que não haja uma perspectiva de mudança a curto prazo nessa realidade nociva, a luta das mulheres para ocuparem seu espaço é digna de nota e, aos homens, resta reagir com o que se espera em qualquer relação social: respeito.