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Não quer comprar um Switch? Então fique longe do novo Zelda

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Não quer comprar um Switch? Então fique longe do novo Zelda

Quem curte videogames e fica com a mão coçando sempre que uma novidade aparece nessa área deve estar com o Nintendo Switch no radar há algum tempo. O novo videogame, lançado no dia 3 de março, tem vendido muito bem e se mostra um produto inovador, ainda que tenha alguns tropeços, conforme falamos aqui

Fato é que, entre motivos para comprar ou não o aparelho, em algum momento o nome do game The Legend of Zelda: Breath of the Wild será citado. Isso ocorre por diversas razões, mas as principais têm a ver com o fato de esse ser o game mais relevante da lista de lançamento do Switch e pelo furor que a chegada de um novo Zelda sempre causa.

A questão é: apesar das notas máximas que o jogo colecionou por aí, será que ele, por si só, justifica a compra de um novo videogame? A óbvia resposta é: depende.

O lado bom e que aponta para o "sim" em resposta à pergunta acima é que o novo Zelda é um jogo fantástico. Aqui um breve relato pessoal: joguei ele diariamente por uma semana e a sensação é a de que a versão de Hyrule em um mundo aberto é capaz de surpreender o tempo inteiro. O game faz uma escolha sensata ao não apostar em gráficos de última geração em prol de uma direção de arte caprichada e que torna cenários extremamente bonitos e adiciona dramaticidade a diversos momentos da história.

Há uma dose considerável de liberdade e, fora determinadas missões do início, é possível simplesmente ir ao final do jogo - tanto que já tem jogadores terminando o game em menos de uma hora. (atenção, o vídeo do link contém spoilers)

Quem decide explorar também ganha: a quantidade de segredos, dungeons opcionais e colecionáveis que o jogo possui é enorme, o que pode facilmente entreter o jogador até a chegada de um novo game de peso para o Switch. Ou seja: se a lista inicial de games do console é bem restrita, ao menos um desses jogos tem um vasto conteúdo. 

Em suma, The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um game que mescla pontos cruciais da série com interpretações modernas de um gênero que ela foi a responsável mais direta pela criação, o dos games de aventura e ação com elementos de RPG. 

Se isso tudo é motivo para ter um Switch o quanto antes, por outro lado vale apontar que o game também está disponível para o Wii U e que, ao contrário do que pode parecer, há poucas diferenças em termos de desempenho entre os dois consoles. Tanto que esse meu primeiro (e longo) contato com o jogo aconteceu no console antigo da Nintendo e, salvo alguns momentos com quedas de frames - que também ocorrem no Switch, infelizmente - e um loading mais demorado, não há qualquer razão determinante que torne a versão para o console mais atual efetivamente melhor.

Caso você seja um dono de Wii U e queira jogar o quanto antes o novo Zelda, vale apostar na versão para o console e depois pensar na aquisição de um Switch. A experiência será praticamente idêntica e você ainda economizará uma boa grana caso queira comprar o videogame futuramente - e, provavelmente, com preços mais acessíveis. 

Quem não tem essa opção, porém, corre o sério risco de gastar uma grana com o Switch e antes do que pensava. Especialmente se, como eu, você passar um tempo jogando o game em um console emprestado. Ou seja: é altamente recomendado que aqueles que não planejam comprar um Switch agora fiquem longe de qualquer contato com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, sob risco de ver seus planos mudarem de maneira radical.