GAMES

Novas edições de Nintendinho e Mega Drive são tentações (quase) irresistíveis

GameStoria
Yazar
GameStoria
Novas edições de Nintendinho e Mega Drive são tentações (quase) irresistíveis

Primeiro foi a Nintendo com o anúncio do NES Classic. Depois, a brasileiríssima Tec Toy - que por anos foi sinônimo de Sega no país - veio a público divulgar planos para uma reedição do Mega Drive. Apesar de aparelhos de eras e capacidades distintas, ambos têm algo em comum: eles são muito tentadores para quem começou a vida de gamer entre os anos 1980 e 1990.

Em primeiro lugar, é bom deixar claro: tanto o NES Classic quanto o "novo" Mega Drive são compras puramente emocionais: os jogos continuarão com o aspecto datado e, em alguns casos, a impossibilidade de replicar componentes dos aparelhos feitos naquela época faz com que algumas características, como o som, fique pior do que o original. 

Posto isso, resta a dúvida: o que esses aparelhos são exatamente?

Começaremos a responder essa pergunta pelo NES Classic. Primeiramente, vale deixar claro que esse videogame, na verdade, funciona por meio de emulação. Ou seja: não há praticamente nada de hardware original nele. Obviamente que, por se tratar de um produto original, nenhum dos 30 jogos que acompanham o videogame terão problemas para funcionar.

Por falar em jogos, não há formas de ampliar a biblioteca do NES Classic. A lista, que pode ser vista no site oficial do aparelho (aqui em cima), tende a agradar gregos e troianos, mas considerando um console como o NES e sua vasta biblioteca, é natural que haja ausências. Os controles, por sua vez, são os mesmos - incluindo os conectores - do console original, que fez fama durante os anos 1980. Já a conexão com a TV é feita por meio de cabo HDMI, um dos pontos altos do aparelho.

Há, porém, um lado bem ruim: por ora, o NES Classic não é vendido no Brasil. Você até pode pensar em pedir para aquele conhecido ou parente firmeza que viaja direto para o exterior (em especial os Estados Unidos) trazer um para você, mas aí entra outra notícia ruim. Um misto de sucesso absurdo com poucas unidades disponíveis fizeram com que o aparelho se esgotasse até mesmo por lá. Quando ele voltar a ser vendido, porém, o preço é convidativo: US$ 60.

A volta do Mega Drive

Os gamers brasileiros, por sua vez, terão uma outra opção para relembrar sua infância. Trata-se da reedição do Mega Drive, prevista pela Tec Toy para junho do ano que vem. Ao contrário do NES Classic, esse videogame não funcionará como um emulador, adotando um hardware próprio que nada mais é do que uma versão simplificada do conteúdo do Mega Drive original - é de se esperar, porém, perda de qualidade em som, uma vez que o chip próprio para essa função é impossível de ser replicado e não está incluso no videogame. No momento, o aparelho encontra-se em pré-venda por R$ 400, preço um tanto salgado que ficará ainda maior uma vez que ele for lançado: R$ 450.

O novo Mega, porém, tem alguns trunfos: ele terá 20 jogos na memória - veja no site oficial da Tec Toy, acima -, além de aceitar cartuchos originais (coisa que o NES Classic não faz) e cartões SD. É uma boa oportunidade de achar aquela "fita" perdida no armário, dar uma boa assoprada e reviver os bons tempos. Além disso, ele também acompanha um controle de três botões original do aparelho.

Além do preço salgado, outro lado ruim é que ele não terá saída HDMI, o que melhoraria a qualidade de imagem em TVs modernas. O tradicional - e antiquado - cabo de vídeo composto fará a função de conectar o aparelho à TV.

Vale a pena?

Como dito, tanto NES Classic quanto o novo Mega Drive apelam para o saudosismo dos jogadores e, por mais que se aproximem dos aparelhos originais, tendem a ter uma qualidade um pouco inferior.

Hoje, as alternativas para quem quer jogar games antigos se resumem a duas: comprar um console original - e pagar caro por isso, dada a raridade desses aparelhos - ou utilizar emuladores, o que, via de regra, é ilegal. Basicamente, o que as duas novidades fazem é simplificar o acesso a games antigos e, considerando isso, sua chegada é mais do que bem-vinda.