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Clone de Dark Souls? Nioh vai (muito) além disso

GameStoria
há 8 meses175 visualizações
Clone de Dark Souls? Nioh vai (muito) além disso
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Se nos anos 1990 era comum games serem chamados de "clones" de franquias de sucesso como Doom e Mario, ultimamente isso tem ocorrido com Dark Souls. A fórmula - na verdade consolidada por Demon's Souls, game exclusivo para PlayStation 3 lançado em 2009 - de um RPG de ação, com alta dificuldade, sem concessões ao jogador como progresso salvo por meio de checkpoints e tutoriais para ensinar mecânicas básicas e com sistemas que usam bastante a relação entre risco e recompensa tem sido vista com frequência em games como Lords of the Fallen, Bloodborne, Salt and Sanctuary e, agora, em Nioh.

O game do Team Ninja - o mesmo por trás do reinício da franquia Ninja Gaiden -, é um jogo de ação em terceira pessoa, no qual o jogador encarna William Adams, um inglês que vai ao Japão em busca de uma entidade sobrenatural que o protegia, mas acabou sendo roubada. Lá, ele encontra um Japão feudal em guerra e acaba se envolvendo no conflito. Nós falamos um pouco sobre o game aqui

O game bebe, de fato, na fonte de Dark Souls, ainda que a ação mais rápida e claramente voltada aos combates, somada à história mais palpável o distancie de sua inspiração. Ele porém, vai além e mexe em um ponto, até agora, fundamental do estilo. Essa questão pode ser tratada como, simplesmente, a dificuldade do jogo, mais amena no game de samurais, mas tem mais a ver com a forma com a qual o game trata o jogador. Em suma: Nioh usa a fórmula de Dark Souls, sim, mas acrescenta uma boa dose de empatia pelo jogador.

Um exemplo claro disso é que há raríssimos momentos em Nioh nos quais o jogador se sente "passado para trás". A dificuldade é alta, sim, e alguns confrontos ou porções das missões precisarão de uma boa dose de persistência para serem superados. A grande diferença é que, durante todo o jogo, a sensação de "é impossível eu conseguir isso" é substituída por "ok, essa parte é complicada, mas eu consigo vencer".

O resultado mais imediato dessa abordagem é uma curva de aprendizado mais sutil, em comparação com a verdadeira muralha encontrada pelo jogador nos games da série Dark Souls. Seja pela dinâmica que enfatiza os combates ou por esse ambiente hostil, porém de maneira mais suave, é provável que um jogador tenha mais prazer - ou uma experiência menos traumática - enfrentando os yokai de Nioh do que os mortos-vivos de Dark Souls.

Aqui cabe uma ressalva: em nenhum momento é possível afirmar que um game é melhor do que o outro. Trata-se de duas abordagens possíveis para o mesmo tema, ambas com suas qualidades e defeitos, mas capazes de divertir por horas a fio.

Clone de Dark Souls? Nioh vai (muito) além disso

A julgar pela tendência e fazendo um breve exercício de futurologia, é provável que Dark Souls inspire diversos "filhos bastardos" e venha a ser reconhecido, nos próximos anos, como um game que criou um estilo. Caso isso se confirme, podemos ver em Nioh um game que, mais que copiou uma ideia, a transformou em algo capaz de ser apreciado pelos mais variados tipos de jogadores.

Ao menos até o momento, Nioh é um game exclusivo para PlayStation 4.

Hora da saudade: 5 séries de games que mereciam ser revividas

GameStoria
há 8 meses155 visualizações
Hora da saudade: 5 séries de games que mereciam ser revividas
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Caso você tenha iniciado sua "carreira" gamer no final dos anos 1980 ou durante os anos 1990 é bem provável que tenha algumas séries de jogos queridas, mas que não ganham novidades há anos. 

Nomes para isso não faltam: o período citado foi um dos mais férteis da indústria de games e viu surgir personagens carismáticos e franquias inovadoras. Nós já citamos aqui alguns games que foram criados na época e que receberão novas versões em 2017. Agora, é a vez a de falar daqueles que, infelizmente, não têm qualquer previsão de ganharam novidades. 

Castlevania

A luta dos Belmont contra Drácula rendeu uma boa quantidade de games, incluindo alguns clássicos "de todos os tempos", como Castlevania: Symphony of the Night, originalmente lançado para o primeiro PlayStation. A série teve uma sobrevida em seu formato clássico nos videogames portáteis da Nintendo, além de ser adaptado em uma versão no estilo de God of War com a série Lords of Shadow. Ainda assim, desde 2014, com Castlevania: Lords of Shadow 2, não vemos um game da série tomar forma.

Mega Man

A história do robô azul mais querido do mundo é longa e contempla dezenas de jogos, indo muito além da série principal e da (ainda mais) futurista, Mega Man X. A existência dessa tonelada de versões e universos paralelos talvez seja uma das razões pela ausência do personagem, que não ganha um jogo de sua série principal desde o retrô Mega Man 10, de 2010. É verdade que Mega Man X aparecerá no jogo de luta Marvel vs. Capcom Infinite, mas um novo game da série que é bom, nada. Sacanagem, Capcom!

Prince of Persia

A série de games de aventura começou em 1989 e chamava a atenção pelo visual e pelo desafio. Passou a maior parte dos anos 1990 na geladeira - apesar de um medíocre Prince of Persia 3D ter sido lançado em 1999 - e retornou de maneira gloriosa com "The Sands of Time", game de ação e aventura que incluiu diversos movimentos acrobáticos e uma jogabilidade extremamente agradável. Esse reinício para a franquia durou até 2010, com "The Forgotten Sands". Desde então, nada de inédito aconteceu com a série e nós achamos que já passou da hora de ela retornar. 

Breath of Fire

A clássica série de RPG da Capcom também é outra que teve um destino cruel nas mãos da produtora. Com seu auge entre 1994 (com o lançamento de Breath of Fire II para SNES) e 2000 (ano de Breath of Fire IV, para o primeiro PlayStation), a franquia desceu a ladeira desde então, com os sofríveis Breath of Fire: Dragon Quarter, para PlayStation 2, e Breath of Fire 6, lançado em 2016 para PC e celulares. É uma pena porque a ideia de ter uma série baseada em um protagonista capaz de se transformar diversos dragões diferentes parece legal de mais para ser abandonada. 

Silent Hill

Os fãs de games de terror certamente se lembrarão de Silent Hill como o "Resident Evil que dava mais medo". De fato: em termos de jogabilidade, o estilo de ambas as séries são parecidos. Mas a ênfase no combate é quase que totalmente deixada de lado em Silent Hill, em prol de um terror psicológico e capaz de fazer muita gente não dormir à noite. Efetivamente, a série durou de 1999 a 2012. A tentativa de revivê-la, porém, gerou um caso à parte: Silent Hills, game que teria a direção de Hideo Kojima e participação de figurões como o ator Norman Reedus e o cineasta Guillermo del Toro, chegou a render um teaser jogável em 2014, mas o projeto acabou cancelado em um dos problemas envolvendo a produtora Konami e Kojima. 

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