O mundo dos games
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Feliz ano novo, Xbox One: o que esperar para o console em 2017?

GameStoria
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Feliz ano novo, Xbox One: o que esperar para o console em 2017?
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É inevitável falar da indústria de games sem abordar a disputa ferrenha por número de vendas de consoles travada entre Sony e Microsoft - e as razões para tal, em um mundo capitalista, são óbvias. Considerando isso, também não é novidade que o Xbox One está bem atrás do PlayStation 4 nesse quesito. Apesar da Microsoft não divulgar o número exato de vendas de aparelhos, diversas consultorias apontam que, mundialmente, o PS4 vendeu algo próximo do dobro de seu concorrente.

Essa verdadeira surra, porém, teve um intervalo durante o segundo semestre deste ano - ao menos se considerarmos o mercado norte-americano. Com o lançamento do Xbox One S (que ilustra o início deste texto), versão de porte reduzido e ligeiramente mais poderosa do que o Xbox One padrão, o videogame da Microsoft virou o jogo em casa, superando o concorrente nos EUA entre julho e outubro. A situação, porém, voltou ao que era antes com a chegada do PlayStation 4 Pro em novembro. 

2017: o ano da virada?

Essa fôlego extra obtido pelo Xbox One pode se repetir em 2017.  Ainda que, já respondendo a pergunta acima, seja quase impossível uma virada em termos de vendas mundiais para cima do PlayStation 4, a perspectiva para a Microsoft no próximo ano apontam dias melhores. 

A começar pelos games: uma vez que os games exclusivos de Xbox One possam ser jogados nos PCs, inviabilizando o termo "exclusivo", a lista de jogos previstos para 2017 nessas condições é interessante. Há variedade, incluindo a ação retrô em plataformas de Rise and Shine, a jogabilidade estratégica de Halo Wars 2, o visual de desenho animado de Cuphead, a destruição de Crackdown 3 e chegando ao mundo recheado de monstros de Scalebound. Se não é uma lista com nomes de peso do console, como Forza e Gears of War - que ganharam novas edições recentemente -, ao menos ela traz variedade. E deve complementar bem a lista de jogos multiplataforma prevista para o próximo ano.

A principal cartada da Microsoft para 2017, porém, se chama Project Scorpio. Trata-se de um novo videogame, apresentado de forma superficial durante a E3 deste ano e com especificações consideravelmente mais poderosas do que as vistas nos consoles atuais. As informações ainda são escassas, mas apontam que esse novo videogame teria uma placa de vídeo cerca de seis vezes mais potente do que a encontrada no atual Xbox One e uma memória por volta de quatro vezes mais rápida. 

Feliz ano novo, Xbox One: o que esperar para o console em 2017?

A expectativa é que com esse poder a mais, o Project Scorpio seja capaz de reproduzir games em resolução 4K e também conteúdo em realidade virtual, duas das vedetes tecnológicas do momento. Não há qualquer informação extra e, até o momento, apenas a vaga imagem acima foi divulgada

Entre certezas, quando falamos de games, e especulação, quando o assunto é Project Scorpio, os fãs do Xbox e da Microsoft têm tudo para criar boas expectativas para o próximo ano. A parte chata, como sempre, é esperar para ver o que acontecerá. 

Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

GameStoria
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Foram dez anos de produção e sete desde o lançamento de Final Fantasy XIII último episódio canônico da série (considerando que Final Fantasy XIV fugiu da tradicional fórmula da franquia). A longa espera por Final Fantasy XV finalmente chegou ao fim em novembro deste ano, quando o game chegou em versões para PlayStation 4 e Xbox One.

A primeira dúvida, neste caso, era: valeu a pena aguardar? Poucas horas de jogo são suficientes para responder à questão com um sonoro "sim". Mais do que um game excelente tecnicamente e com uma boa história, Final Fantasy XV é um verdadeiro recomeço para a série, algo que Final Fantasy XII, de 2006, e Final Fantasy XIII, de 2009, tentaram, mas não conseguiram.

Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

De cara, o game já avisa: "Um Final Fantasy para fãs e novatos". Mais do que uma frase possivelmente pretensiosa, ela resume o conteúdo do game. Há momentos de extrema familiaridade, seja com músicas ou referências, e novidades que refrescam aquela que é, provavelmente, a mais tradicional série de RPG dos videogames.

Por que é bom?

Há vários pontos positivos em Final Fantasy XV, mas dois deles são principais: a capacidade de criar personagens cativantes e a jogabilidade.

No primeiro caso, Noctis, Ignis, Prompto e Gladiolus têm personalidade e trejeitos bem distintos, o que fortalece sua identidade. O clima de amizade entre eles - mesmo com o fato de Noctis ser um príncipe - é presente o tempo inteiro, desde passagens da história até mesmo durante as lutas. 

Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

Isso gera um efeito interessante no jogador: a sensação de importância. Cada personagem nessa trama importa e, sempre que algo ruim ocorre com um deles, o impacto emocional é inevitável. Este é um ponto no qual Final Fantasy XV quebra a parede que separa o game em si do jogador e isso é fundamental em uma história na qual ocorrem reviravoltas frequentes - as quais não valem ser citadas, uma vez que a graça do jogo é, justamente, descobrir o que ocorrerá em seguida.

Já a jogabilidade, finalmente, se transformou em uma evolução do tradicional sistema da série. A adoção de um mundo aberto fez bem à franquia, pois traz um ambiente rico, com cenários variados, e também abre espaço para que existam missões paralelas à história - nas quais, acredite, você passará muito tempo. Apesar da história, em si, se desenvolver de maneira linear, essas atividades opcionais podem ser realizadas na ordem que o jogador preferir.

Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

O sistema de batalha, por sua vez, é mais voltado para a ação. Só é possível controlar Noctis, sendo que os demais personagens ficam à cargo da inteligência artificial do jogo - e, por sorte, eles reagem bem na maioria das vezes. Também há um modo estratégico, no qual a ação é pausada sempre que o jogador para de se mover, o que permite trocar de alvo ou, ainda, analisar melhor o cenário da luta. É uma mescla interessante entre o tradicional sistema de turnos dos jogos mais antigos da franquia e o que é visto em RPGs mais modernos.

Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

Visualmente, o jogo encanta pelo nível de detalhes dos personagens e dos cenários. Já em termos sonoros, além da trilha original do game, todas as músicas dos demais jogos da série podem ser compradas e usadas. 

Falhas pontuais

Final Fantasy XV não está imune a críticas, porém. A maior dela, talvez, seja a câmera do jogo durante as batalhas. Por ela ficar fixada nas costas do jogador, eventualmente elementos do cenário como árvores ou, principalmente, paredes acabam atrapalhando o campo de visão e exigem constantes ajustes da parte do jogador.

Outro detalhe do sistema de luta também incomoda: as magias, que ganharam importância nesta edição do jogo, requerem um cuidado extra em seu uso por também atingir seus companheiros. Diante da ausência de um comando que faça seus amigos pararem de atacar e se afastar de um alvo, elas acabam sendo úteis apenas em momentos específicos de uma luta, como em seu início. 

Demorou, mas chegou: Final Fantasy XV é obrigatório para fãs da série

Um modo de foto também faz falta: com cenários tão bonitos, é quase um pecado que o jogador dependa de imagens capturadas automaticamente pelo jogo. 

Diante do desequilíbrio (felizmente!) entre pontos positivos e negativos, é possível dizer que Final Fantasy XV é, de longe, o melhor game da série nos últimos dez anos. Ao mostrar respeito aos fãs e se esforçar para conquistar novos admiradores, o jogo marca o retorno e decreta um recomeço de alto nível para a franquia.

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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