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Persona 5 é imperdível. E nós contamos as razões

GameStoria
há 5 meses154 visualizações
Persona 5 é imperdível. E nós contamos as razões
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Você já ouviu falar da série japonesa de RPG Persona? Caso a resposta seja negativa, não se sinta mal: apesar de ser uma franquia de duas décadas - longeva, portanto -, seus jogos acabaram se tornando um tanto escondidos do grande público no Ocidente. Por aqui, sinônimo de RPG japonês acabou sendo Final Fantasy

A parte boa é que, salvo Persona 2 (que possui dois games conectados entre si), mesmo quem nunca jogou algo da série poderá começar Persona 5 tranquilamente, já que se trata de uma história independente.

Ou seja: não vai rolar aquela sensação de "não joguei nenhum outro e estou perdido" em momento algum das mais de 100 horas de novidades que o jogo oferece.

Não, você não leu errado: sim, chegar ao final de Persona 5 facilmente consumirá mais de 100 horas de sua vida. E elas tendem a ser bem divertidas.

O que é?

Basicamente, Persona 5 é um RPG com combates por turnos e que possui uma boa dose de "simulador social". Isso significa que, para se dar bem no game, é preciso que o jogador evolua aspectos do personagem que vão além de atributos voltados ao combate. 

Inteligência, Charme, Habilidade, Coragem e Bondade são essas características. Além disso, aprimorar relacionamentos com outros personagens é algo que tende a render frutos nas batalhas e fora delas.

O nome do game vem dos "personas", entidades que habitam o corpo do jogador e o dão poderes. Descobrir e capturar novos personas é um dos pontos mais divertidos do game, assim como fundir dois ou mais deles e dar vida a algo totalmente inédito é algo que tende a consumir o tempo dos jogadores. E, claro, quem se dedicar mais a criar um conjunto de personas equilibrado terá menos dificuldade para avançar no jogo.

No game, você encarna um adolescente japonês que acabou sendo acusado de um crime que não cometeu - no caso, ele salvou uma mulher de ser abusada por um figurão poderoso da sociedade, mas essa, por medo, acabou acusando o rapaz e não o real agressor. A ocorrência faz com que ele tenha que sair de casa e fique sob observação da justiça.

Ao entrar na nova escola, ele conhece outros adolescentes que são vítimas de adultos sem caráter e, ao descobrirem uma realidade paralela na qual podem não apenas usar o poder dos personas, mas também fazer com que pessoas más tenham uma mudança de atitude, acabam formando uma espécie de gangue com esse fim.

É uma descrição vaga e o intuito disso é não revelar nada de um dos pontos altos do game: sua história.

Estilo puro

Um dos aspectos mais interessantes de Persona 5 é a sua estética. O uso de cores e traços fortes, somados ao estilo visual de menus e outros tipos de interfaces gráficas fazem com que o game seja único nesse aspecto. 

Persona 5 é imperdível. E nós contamos as razões

Admito que esperava me cansar desse visual carregado após algumas horas de jogo, mas o que ocorre é o contrário: é normal que o jogador passe, com o tempo a descobrir novos aspectos e admirar ainda mais esse visual.

O que impressiona é que tudo parece estar em perfeita harmonia o tempo inteiro. Seja no visual dos palácios, como são chamadas as dungeons do jogo (ou, simplesmente, os locais onde rola a porrada), nas músicas - criações brilhantes e viciantes do compositor Shoji Meguro, que você pode ouvir aqui embaixo e farão você sair cantando por aí - ou na própria atitude e trejeitos dos personagens, a ideia é que Persona 5 seja um jogo "cool".

E a Atlus, desenvolvedora do game, consegue fazer isso com louvor. 

No final das contas, a série, que estava em um hiato desde Persona 4, lançado em 2008, teve um retorno memorável com esse game, que é compra certa para quem tem um PS3 ou PS4 e goste de RPG. Com uma história cativante, sistemas de jogo afiados e, claro, muito estilo, é difícil não colocar Persona 5 entre os melhores games do ano até aqui. 

"Jogo até 120 horas por semana", diz recordista de troféus no PlayStation

GameStoria
há 5 meses400 visualizações
"Jogo até 120 horas por semana", diz recordista de troféus no PlayStation
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Troféus (e conquistas, no caso dos games de Xbox) passam longe de ter seu valor reconhecido por todos os jogadores. Enquanto uns jogam um game para terminar ou até enjoar - admito, é o meu caso -, outros jogadores só se dão por satisfeitos quanto completam todas os desafios propostos pela produtora do jogo. E, alguns deles, claro, exigem um esforço muito acima do que boa parte dos jogadores está disposta a dedicar.

Isso, porém, não é problema algum para o barenita Hakam Karim, mais conhecido no meio gamer por Hakoom. Ele é um dos dois jogadores de PlayStation a ter superado a marca dos 1.200 troféus de Platina. Para quem não sabe, atualmente todos os jogos lançados para PlayStation 4 possui uma lista de troféus, que são desbloqueados conforme o jogador realiza atividades específicas dentro dos jogos. Uma vez que toda a lista de atividades do tipo seja completada, o troféu de platina é obtido. Abaixo é possível ver um vídeo gravado pelo jogador ao conquistar seu 1.200º troféu do tipo.

No caso de Hakoom, ele tem 1.229 troféus do tipo - ou seja, ele fez tudo que tinha que fazer em, pelo menos, 1.229 games. Sim, são MUITOS jogos e, considerando que alguns troféus têm requerimentos absurdos para serem obtidos - como terminar o jogo em um determinado número de horas, não sofrer danos de inimigos e por aí vai -, é de se imaginar que o tempo necessário para obter as 1.229 platinas foi alto. Mais especificamente, algo que pode superar as 100 horas de jogo semanais.

A informação foi divulgada por Hakoom em entrevista ao site Eurogamer. Nela, ele diz que joga entre "70 e 120 horas por semana". 

Esse tempo seria algo relativamente comum para um jogador profissional, mas a parte mais curiosa é que Hakoom, em tese, tem uma vida "normal" e tem nos games um hobby. "Eu vou ao trabalho, volto para casa, me alimento e jogo por algumas horas. Depois, passo um tempo com minha família, saio um pouco e jogo mais antes de dormir". Ele conta que trabalha com o mercado financeiro e, devido à flexibilidade do emprego, consegue tempo para jogar um PlayStation Vita nas horas vagas.

"Jogo até 120 horas por semana", diz recordista de troféus no PlayStation

Ainda assim, parece muito. Ele conta, porém, que usa um truque em jogos cujos troféus dependem de ações repetitivas. "Eu uso um controle com modo turbo e tiro automático. Assim, deixo o videogame ligado enquanto durmo e ele marca pontos para mim".

Pode parecer uma trapaça, mas se considerarmos que há poucos jogos nos quais a tática pode ser usada, o esforço de Hakoom é extremamente válido.

O jogador que mais se aproxima dele quando o assunto é troféu utiliza o apelido Roughdawg4 e, no momento, tem 1.225 troféus de platina. Apesar da rivalidade pelo topo do ranking, tanto ele quanto Hakoom chegam a jogar juntos e obter troféus que exigem ações feitas por mais de um jogador.

Apesar de um currículo invejável entre os jogadores, Hakoom diz que falta um detalhe: reconhecimento da Sony. A empresa, ao contrário da Microsoft que transformou o maior pontuador do Xbox em uma espécie de embaixador da marca, nunca procurou Hakoom para qualquer tipo de ação.

"Jogo até 120 horas por semana", diz recordista de troféus no PlayStation

"Se eu tivesse algum reconhecimento da Sony, talvez que tivesse me divertido mais caçando troféus com o apoio da empresa que eu amo. Mas eles não mostram qualquer apreço pelo seu cliente mais fiel. Apesar de querer parar [a caça aos troféus] todo dia, eu simplesmente sou viciado nisso e não consigo", disse. 

Tanto Hakoom quanto Roughdawg4 estão muito distantes na liderança: o terceiro colocado da lista de troféus do PlayStation tem 1.062 platinas. 

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