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Próximo do lançamento, Resident Evil 7 tem tudo para mudar os rumos da franquia

GameStoria
há 9 meses2 visualizações
Próximo do lançamento, Resident Evil 7 tem tudo para mudar os rumos da franquia
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Já se passaram duas décadas desde o lançamento do primeiro Resident Evil, o que aconteceu em 22 de março de 1996. De lá para cá, a franquia ganhou 26 jogos, considerando games canônicos e também aventuras paralelas. Dentre todos esses, porém, Resident Evil 7 tem potencial para dividir com Resident Evil e Resident Evil 4 o posto de episódios que quebraram paradigmas da série e definiram avanços consideráveis para a franquia. 

O jogo, previsto para sair em 24 de janeiro para PC, PlayStation 4 e Xbox One, já representa, de cara, uma novidade: é o primeiro episódio canônico a ter sua jogabilidade totalmente em primeira pessoa. A decisão em utilizar esse tipo de visão dividiu os fãs de longa data, tradicionalmente avessos a mudanças no conceito da série. A boa notícia é que a última grande mudança da franquia - vista em Resident Evil 4, de 2005 - também gerou um "mimimi" dos tradicionalistas à época. E o resultado é que hoje ele é tido como o melhor episódio da série.

Ou seja: nem sempre os fãs têm razão.

Não basta assustar, tem que assustar bem

Próximo do lançamento, Resident Evil 7 tem tudo para mudar os rumos da franquia

A decisão pela troca do esquema de câmera, tradicionalmente em terceira pessoa, gera impactos imediatos. Quem jogou a versão de demonstração pode notar que o game abandonou o viés mais voltado para ação, algo visto especialmente em Resident Evil 5 e Resident Evil 6, para voltar as raízes e fazer algo que os primeiros games da série eram especialistas: assustar.

O novo ponto de vista cria um clima de tensão constante, remontando aos primórdios da série. Da mesma maneira, é de se esperar que os tiroteios se tornem mais raros. Baseando-se no que foi visto até o momento, isso não quer dizer que o confronto com inimigos tenham sido deixado de lado: eles estão lá e provavelmente irão te surpreender nas horas mais impróprias. 

Outro fator que parece claro é retorno da exigência de se gerenciar muito bem os itens carregados. O fato do protagonista não ser um militar treinado ou algum tipo de agente também contribui para a sensação de que a morte espreita em cada canto da mansão decrépita da família Baker.

E quem, ainda assim, achar que o jogo não assusta, poderá experimentá-lo em realidade virtual. Inicialmente, essa opção só vale para quem tem um PlayStation 4 e o acessório PlayStation VR. A opção deverá chegar ao PC futuramente. Quero ver dormir à noite...

Elementos tradicionais

Resident Evil 7 deverá romper com diversas tradições da série, mas alguns pontos clássicos serão mantidos. A cura do personagem, por exemplo, será feita por meio de ervas. Também existirão salas seguras, nas quais é possível ficar sem ser atacado por inimigos.

Abandonar o excesso de ação visto nos games mais recentes também abre espaço para o retorno de quebra-cabeças. Os games clássicos da série - em especial os três primeiros - envolviam idas e vindas pelo cenário para encontrar meios de abrir portas ou superar obstáculos. É algo que tende a agradar os fãs mais antigos e motivar a exploração e descoberta de segredos pelo cenário.

E a história?

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Esse é o ponto que permanece mais nebuloso. Pouco se sabe sobre a origem do protagonista ou da assustadora e nojenta família Baker, cujos integrantes têm uma espécie de poder obscuro que lhes garante resistência e força sobre-humanas. É de se esperar revelações bombásticas no meio da trama, portanto.

Haverá, claro, uma ligação com os demais acontecimentos da série e a presença de armas biológicas, personificadas por zumbis, ganados, majinis e outras criaturas no decorrer dos anos. Enquadrar os inimigos de Resident Evil 7 em uma dessas categorias ainda é um exercício de futurologia: a Capcom, produtora da série, tem mantido esse tipo de informação sobre total sigilo.

Valerá a pena?

Essa é a pergunta do milhão. Se juntarmos tudo que a Capcom mostrou até o momento, Resident Evil 7 é, no mínimo, promissor. O jogo certamente reunirá críticas, coisas como "Resident Evil morreu" ou o clássico "bom era na minha época" devido às novidades apresentadas, mas tem tudo para divertir - e assustar - quem estiver disposto a encará-lo. No final da conta, com o sucesso comercial ou não do jogo, há de se elogiar a ousadia da Capcom em trazer novidades para esse verdadeiro campo minado que é a série Resident Evil.

Realidade virtual nos games empolga até você ver a conta

GameStoria
há 10 meses1 visualizações
Realidade virtual nos games empolga até você ver a conta
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Uma das grandes lembranças de 2016 entre os gamers será a aguardada chegada da realidade virtual (VR) para PCs e consoles. Após anos ensaiando esse passo, a indústria de games finalmente pode contar com dispositivos capazes de levar a imersão em um game até níveis nunca antes vistos. 

Seguindo o movimento feito pela Samsung no final de 2015 com o lançamento do Gear VR, um visor que utiliza celulares da marca para criar um ambiente em VR, a Oculus lançou seu Oculus Rift em 28 de março deste ano, poucos dias antes da HTC colocar no mercado o Vive, em 5 de abril. Ambos dividiriam a preferência dos usuários de PC interessados em experimentar a nova tecnologia. Posteriormente, em 13 de outubro, seria a vez do PlayStation 4 receber o PlayStation VR, sua versão de óculos de realidade virtual.  

Passados esses meses, restam algumas perguntas "A tecnologia vingou?" ou ainda "Há muitos games que se aproveitam dela?" são duas, mas a principal de todas é: "Vale a pena?".

Prepare o bolso

O primeiro aspecto que chama a atenção desses acessórios é o preço cobrado. No caso do Rift, ele sai por US$ 600 em seu pacote mais simples. O Vive é mais caro: US$ 800, sendo que o adicional é "culpa" de uma quantidade maior de sensores responsáveis por rastrear a posição do usuário.

Como se o preço cobrado pelos dois aparelhos já não fosse suficientemente alto, eles exigem uma máquina considerável para funcionar. Ou seja: qualquer coisa inferior a um PC com processador Intel Core i5, uma placa de vídeo Nvidia GTX 970 ou AMD 290 e uns bons 8 GB de RAM precisará passar por uma boa atualização. E essa configuração citada é a mínima.

Sim, quem quiser desfrutar da realidade virtual terá que ter um PC de ponta e isso, como sabemos, custa caro. Nesse sentido, o PlayStation VR é mais econômico: uma vez que o jogador tenha um PS4 convencional, os US$ 400 cobrados pelo visor de realidade virtual bastam para que ele seja usado. O PS4 Pro ainda oferece um desempenho melhor para esse tipo de uso, porém ele não é, necessariamente, obrigatório para o uso do PS VR.

Ah, e não podemos esquecer de outro ponto: espaço. O PS VR tende a funcionar bem mesmo em espaços reduzidos, mas essa situação se inverte totalmente com o Oculus Rift e, principalmente, o HTC Vive. Ambos exigem uma sala relativamente espaçosa - no caso do aparelho da HTC, é preciso espalhar sensores pelo local.

Resumindo: é uma brincadeira para poucos.

Ainda é limitado

Em um primeiro momento, a realidade virtual empolga pela já citada imersão. É preciso, porém, considerar a sua real utilidade.

Basicamente, jogos que não utilizem visão em primeira pessoa tendem a ter um benefício mínimo dessa tecnologia. Não faria muito sentido jogar um game como Super Mario em VR - a experiência da Nintendo como o portátil 3DS já mostrou que alterações do tipo não agradam a todos. Já games como Resident Evil VII, que terá suporte ao PS VR e, futuramente, ao Oculus Rift, se aproveitam muito melhor dessa imersão extra, fazendo com que o impacto da realidade virtual seja mais sentido.

Essa utilidade limitada acaba se refletindo na oferta de games, igualmente restrita no momento. Ainda não dá para dizer que há games imperdíveis, apesar de existir alguns bons jogos que merecem sua atenção. Abaixo estão listados alguns.

A realidade virtual demorou, mas chegou. O mercado já está cheio de boas opções para o usuário mergulhar nesse mundo. Desde o Oculus Rift até o HTC Vive, passando pelo Playstation VR e incluindo todos

Por ora, a resposta para a pergunta sobre valer ou não a pena investir nessa tecnologia é: depende. É improvável que ela se torne um fiasco, mas ainda encontra-se em um estágio um tanto incipiente e, como é padrão nestes casos, o preço a se pagar ainda é alto. Por ora, ela é indicada para quem é fanático por novidades tecnológicas e, principalmente, está com grana sobrando.

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