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Persona 5 é imperdível. E nós contamos as razões

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Persona 5 é imperdível. E nós contamos as razões

Você já ouviu falar da série japonesa de RPG Persona? Caso a resposta seja negativa, não se sinta mal: apesar de ser uma franquia de duas décadas - longeva, portanto -, seus jogos acabaram se tornando um tanto escondidos do grande público no Ocidente. Por aqui, sinônimo de RPG japonês acabou sendo Final Fantasy

A parte boa é que, salvo Persona 2 (que possui dois games conectados entre si), mesmo quem nunca jogou algo da série poderá começar Persona 5 tranquilamente, já que se trata de uma história independente.

Ou seja: não vai rolar aquela sensação de "não joguei nenhum outro e estou perdido" em momento algum das mais de 100 horas de novidades que o jogo oferece.

Não, você não leu errado: sim, chegar ao final de Persona 5 facilmente consumirá mais de 100 horas de sua vida. E elas tendem a ser bem divertidas.

O que é?

Basicamente, Persona 5 é um RPG com combates por turnos e que possui uma boa dose de "simulador social". Isso significa que, para se dar bem no game, é preciso que o jogador evolua aspectos do personagem que vão além de atributos voltados ao combate. 

Inteligência, Charme, Habilidade, Coragem e Bondade são essas características. Além disso, aprimorar relacionamentos com outros personagens é algo que tende a render frutos nas batalhas e fora delas.

O nome do game vem dos "personas", entidades que habitam o corpo do jogador e o dão poderes. Descobrir e capturar novos personas é um dos pontos mais divertidos do game, assim como fundir dois ou mais deles e dar vida a algo totalmente inédito é algo que tende a consumir o tempo dos jogadores. E, claro, quem se dedicar mais a criar um conjunto de personas equilibrado terá menos dificuldade para avançar no jogo.

No game, você encarna um adolescente japonês que acabou sendo acusado de um crime que não cometeu - no caso, ele salvou uma mulher de ser abusada por um figurão poderoso da sociedade, mas essa, por medo, acabou acusando o rapaz e não o real agressor. A ocorrência faz com que ele tenha que sair de casa e fique sob observação da justiça.

Ao entrar na nova escola, ele conhece outros adolescentes que são vítimas de adultos sem caráter e, ao descobrirem uma realidade paralela na qual podem não apenas usar o poder dos personas, mas também fazer com que pessoas más tenham uma mudança de atitude, acabam formando uma espécie de gangue com esse fim.

É uma descrição vaga e o intuito disso é não revelar nada de um dos pontos altos do game: sua história.

Estilo puro

Um dos aspectos mais interessantes de Persona 5 é a sua estética. O uso de cores e traços fortes, somados ao estilo visual de menus e outros tipos de interfaces gráficas fazem com que o game seja único nesse aspecto. 

Persona 5 é imperdível. E nós contamos as razões

Admito que esperava me cansar desse visual carregado após algumas horas de jogo, mas o que ocorre é o contrário: é normal que o jogador passe, com o tempo a descobrir novos aspectos e admirar ainda mais esse visual.

O que impressiona é que tudo parece estar em perfeita harmonia o tempo inteiro. Seja no visual dos palácios, como são chamadas as dungeons do jogo (ou, simplesmente, os locais onde rola a porrada), nas músicas - criações brilhantes e viciantes do compositor Shoji Meguro, que você pode ouvir aqui embaixo e farão você sair cantando por aí - ou na própria atitude e trejeitos dos personagens, a ideia é que Persona 5 seja um jogo "cool".

E a Atlus, desenvolvedora do game, consegue fazer isso com louvor. 

No final das contas, a série, que estava em um hiato desde Persona 4, lançado em 2008, teve um retorno memorável com esse game, que é compra certa para quem tem um PS3 ou PS4 e goste de RPG. Com uma história cativante, sistemas de jogo afiados e, claro, muito estilo, é difícil não colocar Persona 5 entre os melhores games do ano até aqui.