Minhas Histórias
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Minhas Histórias
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
    • Reportar esta pasta de histórias
Minhas Histórias
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

A HISTÓRIA CANTADA DO ALBÚNS: CANTORIA 1 - ELOMAR, GERALDO AZEVEDO, VITAL FARIAS

Garcia
há 3 meses4 visualizações

Na década de 80, estes quatro músicos brasileiros se juntaram para mostrar suas cantorias e cantigas em concerto realizado no teatro Castro Alves, em Salvador. O registro gravado ao vivo em janeiro de 1984 com Elomar Figueira Mello, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai, foi lançado em disco no mesmo ano com o título de 'Cantoria 1'. O sucesso das apresentações e do LP deu origem à série de discos 'Cantoria'. O projeto se tornou show itinerante dos quatro artistas, percorrendo diversas capitais do país, mostrando a rica música brasileira, simultaneamente erudita e popular.

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Este disco está completo, com as 13 faixas:

1. Desafio do Alto da Catingueira

2. Novena

3. Sete Cantigas Para Voar

4. Cantiga do Boi Incantado

5. Kukukaya (Jogo da Asa da Bruxa)

6. Ai Que Saudade de Ocê

7. Ai D'eu Sodade (O ABC do Preguiçoso)

8. Semente de Adão/Viramundo

9. Cantiga do Estradar

10. Violêro

11. Saga da Amazônia

12. Matança

13. Cantiga de Amigo

Elomar: Vitória da conquista, Fazenda Boa Vista, ali, na velha casa, onde pousaram levas e levas de retirantes flagelados das grandes secas cíclicas do sertão nordestino, aos 21 de dezembro de 1937, nasceu Elomar Figueira Mello. Era de extrema simplicidade a casa da vó, que, sempre rastreada pela pobreza, vivia unicamente de aluguéis do pequeno mangueiro onde morava. Durante a semana, e mais nas sextas e sábados, ali na Boa Vista, pousavam tropeìros e viajantes que vinham para as feiras ou passavam pela cidade. Não havia luz elétrica, nem água encanada. Elomar compunha à luz de fifó. Estas lembranças, estas marcas vivas de todo um passado amargo e alegre, vão permear sua obra por todo o percurso; desde as parcelas e tiranas dos primeiros tempos até as óperas e galopes dos últimos dias. Morador da Casa do Carneiros, pretende concluir sua obra bem longe, bem distante dos mundos urbanos, pois que não só sua obra, como também sua própria pessoa, não é outra coisa senão antagônicos dissidentes irrecuperáveis de sua contemporaneidade tendo em vista sua formação estritamente clássica e regionalista.

Elomar é cantor, compositor, violeiro, iniciou-se na música ainda criança, acompanhando os cantos das festas religiosas, a música dos cantadores, violeiros e repentistas do sertão. Adolescente, gostava de ir às feiras para ver os cantadores, os catingueiros, que eram ridicularizados por falarem de maneira incorreta. Considerando a importância da cultura do sertão e das comunidades interioranas, decidiu que, em suas composições, ligadas ao universo rural, prezaria escrever naquela variação linguística. Vive por opção na região do semi-árido, no sudoeste da Bahia.

Xangai (Eugênio Avelino): É um sobrevivente da música sertaneja no sentido estrito do termo, ' a música do sertão', dotado de uma excelente voz, e bastante habilidoso com o violão, ele acredita na cultura pouco divulgada da música de raiz proveniente do interior do país. Fala da vida no sertão, denunciando a fome, e a péssima distribuição de terras, a cultura do povo sertanejo, seus costumes, festas e conhecimentos, fez diversos discos em parceria com Elomar.

Vital Farias: Paraibano de Taperoá, foi alfabetizado através da literatura de cordel. Autodidata, aprendeu violão e participou de vários grupos musicais em João Pessoa. Pouco depois passou a dar aula de violão e teoria musical no Conservatório de Música de João Pessoa. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez Faculdade de Música. Suas composições destacam-se pelo humor e inventividade, onde se mesclam canções nordestinas, sambas de breque, modinhas, xaxados e outros ritmos. "É importante que se diga para saber que o músico não precisa fazer só música. Ele tem que pensar e também aprender a pensar!''

Geraldo Azevedo, é um dos cantores que, desde os anos 70, mostram a força da música nordestina. Contribuiu inclusive para que criações de outros artistas ficassem conhecidas. Ouvir Geraldo Azevedo, interpretando, fazendo falar as cordas de seu violão, é mergulhar em sons simples que, unidos, formam uma harmonia tal, que são capazes de fazer nossa memória e nossos sentimentos voarem até distâncias juvenis, recordações da maturidade e certezas da brevidade da vida inteira.

A HISTÓRIA CANTADA DO ALBÚNS: CANTORIA 1 - ELOMAR, GERALDO AZEVEDO, VITAL FARIAS
Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar