OUTROS

Conheça a artista por trás das obras da série Ela Quer Tudo, de Spike Lee

Yazar
Conheça a artista por trás das obras da série Ela Quer Tudo, de Spike Lee

Cartazes de Tatyana Fazlalizadeh

Spike Lee andava pelo Brooklyn quando viu um cartaz com os dizeres "Stop Telling Women to Smile" (Parem de dizer às mulheres que sorriam, em tradução livre) e imediatamente ficou curioso para saber de quem era obra. Quando pública a dúvida na internet, teve diversas respostas até finalmente encontrar Tatyana Fazlalizadeh e convidá-la para ser a artista responsável pelos cartazes, desenhos e pinturas exibidos em Ela Quer Tudo.

"É sempre um sentimento maravilhoso ter seu trabalho reconhecido por alguém que você admira", conta a artista em vídeo recentemente divulgado pela Netflix, realizadora da série. Em todas as cenas de Nola criando ou pintando, Tatyana estava presente nos bastidores das gravações, contou a atriz DeWanda Wise, que interpreta a protagonista Nola Darling.

Para Fazlalizadeh a história de Nola é uma espécie de retrato da sua própria biografia: “Ela é uma mulher negra, de 27 anos, no Brooklyn, buscando seu espaço no mundo da arte, e essa foi exatamente a minha vida. Para Nola, ser uma artista, em busca de sua arte e do propósito da sua obra, acho muito poderoso que a gente possa ver isso”, comentou em depoimento no vídeo.

Nascida do Oklahoma e de origem afro-americana e iraniana, Tatyana Fazlalizadeh estudou pintura na Universidade das Artes em Filadélfia. Tornou-se conhecida por ter retratos de Barack Obama incluídos no livro “Arte Para Obama”, editado pelo artista Shepard Fairey. Começou suas inquietações a respeito da mulher e o direito à cidade, em 2011, quando participou da produção do mural The Roots e viu na rua um suporte impactante para o seu trabalho. Inspirada por um projeto organização por Hollaback, um movimento global para acabar com o assédio nas ruas, a artista passou a abordar o tema e criou o projeto que chamou a atenção de Spike Lee, o Stop Telling Women to Smile.

“É esperado das mulheres que tenham um tipo de resposta emocional, de sempre estarem felizes, de sempre serem simpáticas (…) Muitos sentem que tem direito à emoções e expressões das mulheres, particularmente no espaço público. É comum os homens dizerem a uma mulher para sorrir ou iniciarem uma conversa com uma mulher que não quer conversar. Ela não lhes deve nada” contextualiza a artista no site do projeto.