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"Ela quer tudo", série de Spike Lee, já está disponível no Netflix

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"Ela quer tudo", série de Spike Lee, já está disponível no Netflix

Reprodução / Netflix

Uma jovem artista independente, acredita em relacionamentos sem amarras e vive em Nova York em busca de sucesso na carreira em meio às desventuras amorosas. Poderia ser a sinopse de Girls, e da personagem Hannah, mas trata-se da mais nova comédia protagonizada por uma mulher negra, Ela quer tudo (“She’s Gotta Have It”). Criada por Spike Lee para a Netflix, é baseada em seu primeiro filme, de mesmo nome, lançado em 1986 e premiado no Festival de Cannes.

Segunda parceria entre o cineasta e a Netflix, a série já está disponível no catálogo da plataforma de videostream, com todos os dez episódios da temporada. A nova Nola Darling (agora interpretada por DeWanda Wise) é uma artista visual em ascensão. Adepta do poliamor, está simultaneamente envolvida com Jamie (Lyriq Bent), Greer (Cleo Anthony) e Mars (Anthony Ramos). Na versão original, Tracy Camilla Johns deu vida a Nola enquanto o malandro e divertido Mars era interpretado pelo próprio Spike Lee.

Na primeira cena, Nola já diz a que veio: "As pessoas acham que me conhecem, que sabem como sou, mas na verdade não me conhecem. [...] Eu me considero anormal, mas quem quer ser igual a todo mundo? Não eu". É uma personagem complexa, sem obviedades e descolada dos estereótipos. É maravilhoso que a gente tenha acesso a mais uma produção cosmopolita, com personagens profundos e controversos numa série sobre questões contemporâneas como relacionamentos e carreiras protagonizados por um elenco majoritariamente negro, a exemplo de Insecure, da HBO. Nesse caso, de quebra, ainda tem a assinatura primorosa de Spike Lee.

Antes de "Ela quer tudo", Lee dirigiu outra produção original da Netflix, o filme "Rodney King", que retrata por meio do monólogo do ator Roger Guenveur Smith, a história do taxista da cidade de Los Angeles espancado por policiais e se tornou o pivô de uma série de protestos anti racistas em 1992.