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Pernambucana vence concurso mundial de videoclipe da revista Science

Geisa Agricio
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Geisa Agricio
Pernambucana vence concurso mundial de videoclipe da revista Science

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Deus pode até nem ser brasileiro, mas a internet com certeza é. No paraíso dos memes, qualquer disputa é guerra. Qualquer. O Brasil não é nem de longe uma potência científica, e tampouco investe tantos bilhões equivalentes a nações que se dedicam ao desenvolvimento de pesquisas, mas quando se trata de tombar, a gente não faz feio.

Uma cientista pernambucana se tornou o novo orgulho nacional ao vencer a categoria de voto popular da disputa Dance Your PhD, concurso mundial de videoclipe para explicar a tese de doutorado organizado pela Revista Science.

A bióloga Natália Oliveira, aluna da Universidade Federal de Pernambuco, conquistou 78% dos votos no site da revista. Para se ter uma ideia, o segundo lugar recebeu apenas 4% dos cliques. Seu vídeo apresenta e explica em inglês o trabalho sobre biossensores que podem detectar moléculas de sangue mesmo após limpeza de superfície. Ou seja, uma tecnologia que é uma espécie de armadilha C.S.I. a ser usada em pesquisas forenses em cenas de crimes.

Provavelmente, será algo muito útil e significativo para a ciência brasileira, mas o legal mesmo é assistir ao enredo e a coreografia de Natália junto ao do grupo Vogue 4 Recife, passeando por cenários que envolvem o Recife Antigo e o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika). Natália, única brasileira na final, disputou a votação com colegas da França, Índia e Rússia. Como prêmio, vai receber em dinheiro US$2500 e vai a Austin, no Texas (EUA), apresentar seu videoclipe vitorioso no encontro anual de cientistas, em fevereiro de 2018.

Quem sabe a comoção causada pela eleição de Natália inspire e estimule a ciência no Nordeste, de onde ela vem. Se o número de pessoas com doutorado no Brasil já é ínfimo comparado com países desenvolvidos, a região Nordeste tem uma baixa representação no cenário nacional. De acordo com dados do CNPq, a mesorregião da capital paulista tem o mesmo número de doutores do que todo o Nordeste somado ao Tocantins. Natália literalmente rebolou para superar as estatísticas.