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10 paródias musicais de Adnet que te fazem pensar: "Como isso passou na Globo?"

Sheila Vieira
há 2 anos44 visualizações

Demorou quase dois anos, mas o Facebook está finalmente entendendo como o "Tá no Ar" é o melhor programa da TV aberta brasileira, com seus usuários compartilhando em peso as paródias musicais de Marcelo Adnet.

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10 paródias musicais de Adnet que te fazem pensar: "Como isso passou na Globo?"

As músicas, que encerram o programa, nem sempre são a parte mais engraçada ("Jardim Urgente" e o Militante são insuperáveis), mas contêm certos personagens e críticas políticas que você não esperaria de um programa global. 

Aqui estão as 10 paródias musicais de "Tá no Ar" que te fazem pensar "como isso passou na Globo?": 

Jesus Cristo rapper 

Logo no primeiro episódio de "Tá no Ar", em 2014, Adnet já começou a mostrar que a Igreja Católica não estaria isenta de piadas. O humorista se vestiu de Jesus Cristo em um clipe de rap na periferia, dedicando a música "aos seguidores da Cananeia, Faixa de Gaza, Cohab Galileia, Grande Jerusalém, alô Morro do Golã". Mas o melhor verso é "Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono".

Jingle eleitoral sincero

O título é autoexplicativo, então deixo as melhores partes:

"Cercado de assessores, papagaios de pirata e de sua mulher de fachada/ Na verdade ele namora o careca à esquerda atrás do cara de barba com cara emburrada"

"Ele come pela primeira vez no bandejão escolar/E elogia a comida que seus filhos nunca vão provar"

"Câmera lenta, papel picado, abraço forçado/ Uma montagem faz aparecer o vice do seu lado"

"Voz grossa traz credibilidade para proposta falsa número 1"

A série "Crentes"

OH NO YOU DIDN'T. Sim, mexeram com os evangélicos. Foi mais light do que em outros quadros do programa, mas como ignorar o refrão "Pago o dízimo/10% para o pastor" no ritmo de "I'll Be There For You"?

"Hoje a Festa é Sua" sincero

Hoje/ é qualquer dia/ que a gente junta/ um monte de ator

Eu sorrio/ pra quem eu não gosto/ ou nem conheço/ pra aparecer

Quem é de novela/ tem prioridade/lá no fundo/ quem faz humor

Associando o Carnaval a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e turismo sexual

Essa provavelmente foi a que mais me chocou, já que o programa estava claramente detonando e associando crimes graves a um produto importantíssimo da Globo. Mas foi ao ar. Destaques:

Veio da esquina/Do dinheiro da contravenção

Qual foi o bicho que deu?/Explode caça-níquel de emoção

E o tráfico de armas vai bancando o abre-alas

E a comissão de frente/É pura purpurina e pó

Debate Lula x Collor e 'herói reformando carros' com a melodia de "Brasil", do Cazuza 

Não nos colocaram no horário nobre/Porque o nosso galã é o Adnet

Tem que ter anão em programas bizarros/Ou virar herói reformando carros

Eu já vi jogarem bacalhau em pobre/E debate editado pra me convencer

Escancarando a hipocrisia dos cidadãos de bem, ao som de "O Que é, O Que é"

Beber/E ver no twitter onde tem blitz

Já roubaram meu celular achei um absurdo/Comprei outro no cara que arranja de tudo

Não assina a carteira da moça/Que lava a louça e faz o café

Eu dou carteirada/Falsifico meia-entrada

Meu padrinho é forte/Agita até passaporte

Até a PM? Até a PM.

Paródia do RPM, o DVD "ERRA PM" tem policiais cantando sobre plantar provas, culpar um morador por uma bala perdida, receber dinheiro para liberar criminosos e prender trabalhador. Sim, isso passou na Globo.

Adriana Partimpim querendo saber mais sobre política

O projeto infantil de Adriana Calcanhoto também foi trilha sonora de uma paródia um pouco mais crítica ao atual governo, caso você estivesse achando o programa muito PETRALHA. Tem delação premiada, barragens que caem, milhões para o "paraíso", obras que demoram, Lava-Jato, panelaço e a pergunta final: "Por que alguns querem impeachment?"

Chico. Buarque. de. ORLANDO.

Os maiores sucessos da música popular de direita: "Você e o dólar vão ficar de quatro por este lançamento":

A Disney não é a mesma de antes/Agora tá muito povão

Pai/Parcela pra mim esse Nike/Pai

Amanhã vai ter Black Friday

Vai passar/Lá pela fila do Não Declarar

"Abraço pro Lobão, adeus."

#tánoar #marceloadnet #globo #humor

House of Cards disse a que veio na quarta temporada. E isso nos arrepiou a alma

Pilar Magnavita
há 2 anos20 visualizações

Spoilers Alert (alerta de spoiler)!

Spoilers Alert (alerta de spoiler)!

Com o usual salto alto e bolsa em punho, ela caminha para fora do secular casarão branco, morada de tantas primeiras damas como ela, resoluta em deixar o marido, perplexo e atônito. Estavam no meio de uma corrida presidencial. Estavam no meio de uma crise após 30 anos de parceria incondicional. Estavam indivisíveis naquilo que eram e queriam.

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Assim começa a quarta temporada de House of Cards, magnificamente estrelada por Kevin Spacey e Robin Wright, encarnando uma trama tão complexa e inteligente que consegue me arrepiar profundamente. Como um todo, não existe nada tão profundo na TV sobre o ser humano como os questionamentos das personagens Claire e Frank. Talvez só Walking Dead.

Alguns críticos não gostaram dos últimos 13 episódios. Caíram impreterivelmente no erro fatal da comparação com o mundo real.

Não, meus caros senhores... Não é assim. Jamais atribuam valores de uma ficção com base na realidade. A arte de uma narrativa irreal é justamente a caricatura da verossimilhança com aquilo que existe. É o grotesco com poesia, a possibilidade com a impossibilidade, é um mundo onde o demiurgo, longe de ser o justo e misericordioso bom Deus, é um autor de carne e osso, que exprime uma versão improvável de mundo. Isso é arte!

E a quarta temporada de House of Cards, tirando completamente a comparação com qualquer candidato à presidência dos Estados Unidos (porque lá eles já tem um que se gaba em rede nacional do próprio pau e isso é showbiz), é um primor de roteiro, atuação, narrativa e estética. É simplesmente uma bíblia para qualquer estudante de roteiro e direção. Uma aula de ética e moral, abordando os princípios mais simples do maquiavélico livro “O Príncipe”. E nenhuma temporada termina resumindo tão bem a lógica “é melhor ser temido do que amado”, objetivo fundamental dos conselhos de Maquiavel ao duque italiano César Bórgia.

Vemos na quarta temporada uma luta de titãs. Claire, após dissabores pela forma como é tratada por Frank, decide deixá-lo. No primeiro quarto da série, temos uma apresentação de como as personagens estão conduzindo o próprio mundo. Frank na Casa Branca, Claire em Dallas. A novidade é a personagem da canadense Neve Campbell, LeAnn, que foi imaginada para ser uma mulher texana de brios (e a falta de sotaque pesou um pouco para compor essa personagem) e que chega para coordenar uma campanha para Claire conquistar um assento no Congresso. E a outra novidade é a mãe da primeira dama, Elizabeth Hale, interpretada espetacularmente pela premiada Ellen Burstyn. Esta, aliás, é uma das poucas atrizes capazes de fazer tão bem uma mulher no crepúsculo da vida e com tanta carga dramática, de alguém que carrega para o túmulo mais dissabores do que alegrias.

Com esse novo núcleo e tendo a personagem de Wright na condução desta temporada como co-protagonista (e antagonista, até o momento do clímax), posso afirmar, com toda a certeza que nenhuma outra série, feita para o grande público, conseguiu ser tão feminista quanto essa. Mas não se engane: Frank Underwood, apesar de reagir mais às situações da vida do que agir, ainda permanece como o grande líder da série. A personagem de Claire, ainda que tenha ganhado força, é a polaridade feminina do Mr. Underwood, colocada numa posição de igual, de outro. De antagonismo e, ao mesmo tempo, de sábia guru dele. A força e o calcanhar de Aquiles de uma personagem marcante.

Tanto é que foram poucas as vezes que Frank Underwood falou à câmera nesta temporada. Considerado como um recurso mal visto e de roteiristas preguiçosos, nenhum autor e ator conseguiu empregar isso tão bem quanto em House of Cards. Para uma série de política, se tornou fundamental para explicar os meandros desse setor, e, na pele de Spacey, se tornou uma arte capaz de nos envolver e nos tornar cúmplices das tramas e maquinações de Frank Underwood.

House of Cards disse a que veio na quarta temporada. E isso nos arrepiou a alma

Na metade da temporada, no meio do segundo ato e na corrida presidencial bem quente, temos um SUPER clímax, seguido pelo momento de roteiro “top of the mountain” (topo da montanha). Primeiro achamos que tudo está perdido, que a série acabou no meio. Uma das poucas viradas de trama (turning point) tão bem executadas e planejadas. Temos a sensação de que o show desandou, que não o “compramos” pela personagem da Claire, mas, sim, de Frank. E o queremos de volta! Torcemos pela condenação divina dele, ao mesmo tempo que afagamos a esperança da redenção. E isso acontece. Eis que o demiurgo dá nova chance a ele. E de antagonista, Claire, alcançando seus objetivos, volta à destra do marido.

House of Cards disse a que veio na quarta temporada. E isso nos arrepiou a alma

Mas esse perdão divino do autor não vem sem um preço. Política externa: terrorismo. E isso irá marcar a segunda metade da temporada.

Uma personagem perdida nos confins da primeira e segunda temporada volta às telas: é Lucas Goodwin, na pele de Sebastian Arcelus, que passou bom tempo preso pelo ciberterrorismo que nunca praticou. E com ele, todos os esqueletos que Frank enterrou para chegar à Casa Branca parecem ressurgir dos recônditos de um passado oculto.

Tom Hammerschmidt (Boris McGiver), macaco velho e diretor aposentado do Washington Herald, fareja a história de longe, num show de talento jornalístico muito maior do que o mediano Spotlight, e segue as pistas como um verdadeiro repórter. Por meio dele, o roteiro desenvolve para o momento do “all is lost” (tudo está perdido), na passagem do segundo ato para o terceiro ato.

Todos esses elementos acontecem no meio de uma corrida presidencial, durante terrorismo, ataques da Secretária de Estado, Cathy Durant (Jayne Atkynson) diante das tramoias de Frank e de um novo adversário, que assume fracamente o antagonismo, como o candidato à presidência Will Conway (Joel Kinnaman não deu intensidade dramática ao papel), buscando ser um político/celebridade amado. Kevin Spacey engole o cara, da mesma maneira que Frank engole o candidato.

House of Cards disse a que veio na quarta temporada. E isso nos arrepiou a alma

E no meio desse caos no qual o casal presidencial é pego no redemoinho de acusações e problemas, realmente vemos a que vieram Frank e Claire. É quando eles se revelam e quando nós compreendemos para quem, de fato, estivemos torcendo esse tempo todo. Eles viram a mesa.

 É aí, no último segundo da temporada, que vem a pergunta: você se arrepende para quem torceu?

House of Cards disse a que veio na quarta temporada. E isso nos arrepiou a alma

#houseofcards #seriesdetv #kevinspacey #robinwright #temporada4 #entretenimento

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