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5 dicas para a carreira que ninguém te contou

Pilar Magnavita
há 2 anos14 visualizações
5 dicas para a carreira que ninguém te contou
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Enquanto isso, algumas pessoas seguem em frente, performando no trabalho quase como um atleta olímpico. Estão no início dos 30 anos, já ocupando cargos de liderança e de grandes tomadas de decisão. São executivos, ganham muito bem, vivem internacionalmente e parecem que já possuem a vida toda muito bem resolvida na cabeça.

Quem são, o que fazem, como sobrevivem e se reproduzem os yuppies dos novos tempos?

Enquanto esse Globo Repórter ainda não passa na TV, seguem aqui algumas dicas de irmão braddock para te colocar bem na fita no ambiente de trabalho:

#1 Negociação

Minha mãe é um exemplo para mim. Ela entrava nas lojas, de artesanato a concessionárias de automóveis, e pechinchava ao máximo. Parece que tem prazer, porque é capaz de ficar mais de duas horas trocando uma ideia com o vendedor até conseguir abaixar o preço do que quer. Pois mamãe não só alcançou desde cedo um cargo altamente qualificado no trabalho, como também conseguiu fazer algum patrimônio com jornalismo. E o que tem uma coisa a ver com outra? Porque sem o poder de negociação, não dá para conquistar benefícios, aumento de salário, promoção, melhores cargos ou mesmo um novo emprego.

Há tantas coisas na vida que achamos que não são negociáveis que acabamos perdendo muita oportunidade legal de conseguir boas coisas. Uma vez eu mesma participei de uma seleção de emprego que nem estava tão interessada, porque aguardava o resultado de outra oportunidade. Pois levei a vaga, negociei horário e benefícios e, por fim, passei a oportunidade adiante, para desespero dos meus quase ex-futuros empregadores. Ao menos fui honesta com eles desde o princípio. Aliás, ser honesto é fundamental também. Tão importante quanto ser honesto é não ter medo.

#2 Autoconfiança

Aí vem a segunda questão de não ter medo: ter autoconfiança. Acreditar que você consegue e que o Universo conspira ao seu favor. Sabe aquela frase de Paulo Coelho, “Ela não sabia que era impossível, por isso foi lá e fez.”? Pois é por aí. Jamais fique achando que suas habilidades não são suficientes para o cargo que ocupa. E se de fato não são, estude, aprenda e corra atrás para fazer o teu melhor. Acredite que vá conseguir superar-se e lembre-se sempre quando achar que é uma fraude: a fé em si mesmo também remove montanhas.

#3 “Impossível” é uma ilusão

Eu tinha uma colega nos meus estudos para o Itamaraty, quando eu pensava em largar tudo e ir morar em Brasília, que dizia sempre quando nossas notas eram medianas: “só não consegue quem desiste”. Ela estava certa. Depois de três anos, ela passou no concurso para ser diplomata. Já ganhou meio mundo e um belo patrimônio.

No fim, vi que não curtia muito a profissão e acabei me dedicando a viver o que eu queria viver. Mas ficou uma lição: algo bom só acontece se você for buscá-lo. Nada está a mão ou visível: é preciso caminhar muito e trabalhar pesado para buscar o aquilo que você tanto quer. Sem pensar que é impossível. Quer muito alguma coisa? Então vá buscar sem pestanejar. Obama não virou presidente, gente?! É isso aí.

#4 Tenha vontade e não mero desejo

É uma discussão filosófica: desejo é o querer. Vontade é ação racional que você faz para realizar o desejo. Na maioria das vezes as pessoas escolhem profissionais por razões que não são genuínas do espírito ou honestas com o coração delas. Voltam-se muitas vezes para a folha de pagamento, oportunidade de crescimento, número de funcionários… em qualquer profissão, as pessoas que crescem são aquelas que se preocuparam com o trabalho que tinha que ser feito e não a posição que ocupam. O mercado de trabalho é sempre uma competição. Então você tem que realmente estar muito engajado na atividade para mostrar resultados acima da média, sair do lugar comum. Não tem nada a ver com capacidade: tem a ver com o coração, o desejo e a vontade.

#5 Marketing pessoal

Exposure is leverage.” — Gary Vaynerchuk (Em português: "Exposição é poder de barganha")

Não basta fazer bem feito no mundo profissional. Tem que cacarejar que botou o ovo.

Depois de realizar qualquer coisa profissionalmente, vá para o Facebook, LinkedIn e o capeta a quatro escrever sobre isso. Exposição constrói credibilidade. Quanto maior o público que você tem, mais as pessoas vão levá-lo a sério. Muitas vezes o cara que está levando louros não é tão capaz do que você para aquele serviço, mas como ele tem boca, ele vai a Roma, enquanto você ainda fica no seu quadrado.

#dicasprofissionais #dicasdecarreira #carreira #vidaprofissional #profissão

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Pilar Magnavita
há 2 anos10 visualizações
Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho
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Mais da metade da força global em 2050 será de Millennials, mais conhecidos no Brasil como Geração Y. E, no entanto, só o que a gente escuta são críticas severas à aparente imaturidade desses jovens eternos. A galera nascida entre 1980 e 2000 (lá fora é até 1994, pelas tecnologias que já existiam antes lá do que aqui) tem como características comuns a infância analógica e a adolescência digital, no nosso caso brasileiro temos a melhora econômica da última década (ante a crise lá fora) e, principalmente, o fato de estarmos TODOS interligados 24 horas por dia, amando, odiando, rejeitando e louvando as MESMAS coisas no mundo inteiro, por causa das redes sociais. Somos uma juventude global que não aceita bem esse lance de hierarquia. Só isso!

E, por esses fatores, trabalhamos diferente também. Acreditamos que o estagiário deve se relacionar diretamente com o CEO. Vemos com bons olhos trabalhar bastante desde que haja espaço para viver plenamente a vida, como ter horas de lazer no meio do expediente. Só para desafogar a tensão! E por causa dessa visão de vida, vários estereótipos acabam sendo pintados nesses profissionais por quem ainda não pescou a nova filosofia que já chegou com os novos estilos de vida que tecnologias, medicina e mudanças climáticas estão impondo aos novos humanos.

#1 Millennials colocam metas lá em cima porque acham que conquistarão o mundo

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Sabe aquela máxima "ela não sabia que era impossível e foi lá e fez"? A galera Y faz isso sim. Mas não sem muito suor e muita qualificação. O importante é que eles se sintam apaixonados pelo que fazem. Mesmo se isso for fazer brigadeiro e vender de porta em porta. Nenhum millennial acredita que vai fazer muito dinheiro, mas esperam uma vida confortável. Até porque os milionários já fizeram grana inventando aplicativos e redes sociais, enquanto moravam na casa dos pais.

O millennial pensa: "se você estava se escravizado em um emprego que não gosta, pelo menos você pode ter certeza que você estava se sustentando e que, eventualmente, haveria algum retorno do seu trabalho duro". Mas, quando você sabe que todo o dinheiro que você ganha não vai garantir nenhuma segurança mais tarde na vida, então o camarada acaba menos disposto a fazer um trabalho que não é tão bacana. É a ideia do playbour (play + labour), que trabalho deve ser prazeroso.

A Geração Y não se vê como trabalhadora, mas como uma pessoa integral em que sucesso é igual a felicidade.

#2 Geração Y é preguiçosa

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Quando Joel Stein, um jornalista americano e um membro da Geração X, escreveu em 2013 a capa da Time com a matéria "Me Me Me Generation" (Geração do Eu Eu Eu), ele causou um rebuliço. Dizia o seguinte: "Millennials tem tantos troféus de participação ao longo da infância e juventude que um estudo recente mostrou que 40% acreditam que deviam ser promovidos a cada dois anos, independentemente do desempenho."

Como assim, Joel?

Millennials naturalmente veem as coisas ligeiramente diferente. A presença formal em um escritório, sentado oito horas numa cadeira não faz sentido nenhum para as pessoas habituadas a trabalhar com um smartphone e notebooks. Trabalha-se quando acorda, quando toma café, quando dorme, quando caminha para o trabalho e até mesmo em um café com amigos. Não é preguiça: é otimização.

E acho que tanto ouvirem essas críticas, a galera Y acabou acreditando em tudo isso. Em uma pesquisa, 59% dos jovens de 34 anos de 18 a descreveram a própria geração como egocêntrica, 49% disseram que eram um desperdício e 43% descreveram-se como uma geração de gananciosos. Além de tudo isso, apenas 36% da geração do milênio se vêem como trabalhadores e 24% se vêem como pessoas responsáveis.

Que mal, hein?! Os rótulos pegaram mesmo!

#3 Millennials querem trabalhar para viver e não viver para trabalhar

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Para os jovens Y, o equilíbrio entre trabalho e vida não é trabalhar tantas horas dno escritório e depois ir para a casa curtir os momentos de saúde e lazer. Não é assim que funciona. O Y quer estar antenado com o trabalho, ao mesmo tempo que curte o tempo numa boa. Isso porque pensam o trabalho de forma integrada com a vida. É sair de uma prisão e estar integralmente conectado ao mundo todo, o tempo todo. 

A geração Y pensa: "como alguém pode parar de trabalhar às cinco da tarde?". Sabem porquê? Porque elas estão conectadas com o mundo. Muitas trabalham com fuso horários diferentes ou com clientes a qualquer hora pelo smartphone, tablet e notebook. A tecnologia possibilitou ampliar fronteiras, espalhar trabalhadores de um pequeno escritório pelos quatro continentes e deixar o negócio muito mais produtivo funcionando quase que tempo integral.

Essa é uma invenção Millennial, que nasceu com as novas tecnologias: diluir as horas de trabalho ao longo do dia.

#4 Millennials pulam de emprego compulsivamente (compulsive hoppers)

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Desde quando as primeiras pessoas da Geração Y começaram a trabalhar, começaram a se multiplicar uma pilha de literatura para caracterizar o Millennial como, carente, narcisista, iludidos e que não para em um emprego. Há quem diga que a geração Y seja composta dos piores funcionários da História! 

Nem preciso dizer que o camarada autor não foi nada feliz na afirmativa. E, embora seja verdade que muitos entrem em um emprego já pensando em escalar em outro, a Deloitte concluiu em um estudo que dois de cada três Millennials mantêm a esperança de seguir em frente no emprego atual. Mas nem sempre a economia ou o dinamismo do mercado permite e sabemos bem disso, não é?! Aliás, são considerados um tanto fora de mercado quem está em um mesmo emprego há pelo menos cinco anos em determinadas atividades. É como se tivesse ido para a geladeira em dias atuais.

Em geral, se um jovem que acabou de se formar encontrar um emprego que o valorize, certamente ficarão no mesmo local por bom tempo. Do contrário, irão de lugar a lugar até encontrar onde se sintam importantes. Eles acreditam que se a empresa pode mandar uma pessoa com 20 anos de casa embora, porque se importaria com ele, que só tem poucos anos?

Talvez não seja muito óbvio para os gestores, mas outro fato é que os Millennials precisam saber que o trabalho que desempenham significam algo para a vida deles e para a sociedade. E, em geral, nada tem a ver com o capitalismo puro e simples. Eles não querem saber se a empresa está fazendo dinheiro, mas se o dinheiro que a empresa faz traz algum retorno para a sociedade com o produto ou serviço vendido. Entenderam?

#5 Millennials têm pouco tempo para colegas experientes

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Millennials acreditam profundamente que nem todo mundo é tão velho que não possa aprender nada e nem tão novo que não possa ensinar nada. Por isso, acabam se predispondo a trocar conhecimentos com os mais velhos. O problema é que nem sempre os mais velhos estão dispostos a aprender alguma coisa. E isso acontece por vários motivos psicológicos e sociológicos também. Mas sim, isso é possível e muito positivo quando acontece. Toda a empresa deveria estimular essa troca de conhecimentos.

#millennials #emprego #carreira #trabalho #profissão #jovens

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giucarpes
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