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Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Pilar Magnavita
há 2 anos11 visualizações
Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho
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Mais da metade da força global em 2050 será de Millennials, mais conhecidos no Brasil como Geração Y. E, no entanto, só o que a gente escuta são críticas severas à aparente imaturidade desses jovens eternos. A galera nascida entre 1980 e 2000 (lá fora é até 1994, pelas tecnologias que já existiam antes lá do que aqui) tem como características comuns a infância analógica e a adolescência digital, no nosso caso brasileiro temos a melhora econômica da última década (ante a crise lá fora) e, principalmente, o fato de estarmos TODOS interligados 24 horas por dia, amando, odiando, rejeitando e louvando as MESMAS coisas no mundo inteiro, por causa das redes sociais. Somos uma juventude global que não aceita bem esse lance de hierarquia. Só isso!

E, por esses fatores, trabalhamos diferente também. Acreditamos que o estagiário deve se relacionar diretamente com o CEO. Vemos com bons olhos trabalhar bastante desde que haja espaço para viver plenamente a vida, como ter horas de lazer no meio do expediente. Só para desafogar a tensão! E por causa dessa visão de vida, vários estereótipos acabam sendo pintados nesses profissionais por quem ainda não pescou a nova filosofia que já chegou com os novos estilos de vida que tecnologias, medicina e mudanças climáticas estão impondo aos novos humanos.

#1 Millennials colocam metas lá em cima porque acham que conquistarão o mundo

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Sabe aquela máxima "ela não sabia que era impossível e foi lá e fez"? A galera Y faz isso sim. Mas não sem muito suor e muita qualificação. O importante é que eles se sintam apaixonados pelo que fazem. Mesmo se isso for fazer brigadeiro e vender de porta em porta. Nenhum millennial acredita que vai fazer muito dinheiro, mas esperam uma vida confortável. Até porque os milionários já fizeram grana inventando aplicativos e redes sociais, enquanto moravam na casa dos pais.

O millennial pensa: "se você estava se escravizado em um emprego que não gosta, pelo menos você pode ter certeza que você estava se sustentando e que, eventualmente, haveria algum retorno do seu trabalho duro". Mas, quando você sabe que todo o dinheiro que você ganha não vai garantir nenhuma segurança mais tarde na vida, então o camarada acaba menos disposto a fazer um trabalho que não é tão bacana. É a ideia do playbour (play + labour), que trabalho deve ser prazeroso.

A Geração Y não se vê como trabalhadora, mas como uma pessoa integral em que sucesso é igual a felicidade.

#2 Geração Y é preguiçosa

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Quando Joel Stein, um jornalista americano e um membro da Geração X, escreveu em 2013 a capa da Time com a matéria "Me Me Me Generation" (Geração do Eu Eu Eu), ele causou um rebuliço. Dizia o seguinte: "Millennials tem tantos troféus de participação ao longo da infância e juventude que um estudo recente mostrou que 40% acreditam que deviam ser promovidos a cada dois anos, independentemente do desempenho."

Como assim, Joel?

Millennials naturalmente veem as coisas ligeiramente diferente. A presença formal em um escritório, sentado oito horas numa cadeira não faz sentido nenhum para as pessoas habituadas a trabalhar com um smartphone e notebooks. Trabalha-se quando acorda, quando toma café, quando dorme, quando caminha para o trabalho e até mesmo em um café com amigos. Não é preguiça: é otimização.

E acho que tanto ouvirem essas críticas, a galera Y acabou acreditando em tudo isso. Em uma pesquisa, 59% dos jovens de 34 anos de 18 a descreveram a própria geração como egocêntrica, 49% disseram que eram um desperdício e 43% descreveram-se como uma geração de gananciosos. Além de tudo isso, apenas 36% da geração do milênio se vêem como trabalhadores e 24% se vêem como pessoas responsáveis.

Que mal, hein?! Os rótulos pegaram mesmo!

#3 Millennials querem trabalhar para viver e não viver para trabalhar

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Para os jovens Y, o equilíbrio entre trabalho e vida não é trabalhar tantas horas dno escritório e depois ir para a casa curtir os momentos de saúde e lazer. Não é assim que funciona. O Y quer estar antenado com o trabalho, ao mesmo tempo que curte o tempo numa boa. Isso porque pensam o trabalho de forma integrada com a vida. É sair de uma prisão e estar integralmente conectado ao mundo todo, o tempo todo. 

A geração Y pensa: "como alguém pode parar de trabalhar às cinco da tarde?". Sabem porquê? Porque elas estão conectadas com o mundo. Muitas trabalham com fuso horários diferentes ou com clientes a qualquer hora pelo smartphone, tablet e notebook. A tecnologia possibilitou ampliar fronteiras, espalhar trabalhadores de um pequeno escritório pelos quatro continentes e deixar o negócio muito mais produtivo funcionando quase que tempo integral.

Essa é uma invenção Millennial, que nasceu com as novas tecnologias: diluir as horas de trabalho ao longo do dia.

#4 Millennials pulam de emprego compulsivamente (compulsive hoppers)

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Desde quando as primeiras pessoas da Geração Y começaram a trabalhar, começaram a se multiplicar uma pilha de literatura para caracterizar o Millennial como, carente, narcisista, iludidos e que não para em um emprego. Há quem diga que a geração Y seja composta dos piores funcionários da História! 

Nem preciso dizer que o camarada autor não foi nada feliz na afirmativa. E, embora seja verdade que muitos entrem em um emprego já pensando em escalar em outro, a Deloitte concluiu em um estudo que dois de cada três Millennials mantêm a esperança de seguir em frente no emprego atual. Mas nem sempre a economia ou o dinamismo do mercado permite e sabemos bem disso, não é?! Aliás, são considerados um tanto fora de mercado quem está em um mesmo emprego há pelo menos cinco anos em determinadas atividades. É como se tivesse ido para a geladeira em dias atuais.

Em geral, se um jovem que acabou de se formar encontrar um emprego que o valorize, certamente ficarão no mesmo local por bom tempo. Do contrário, irão de lugar a lugar até encontrar onde se sintam importantes. Eles acreditam que se a empresa pode mandar uma pessoa com 20 anos de casa embora, porque se importaria com ele, que só tem poucos anos?

Talvez não seja muito óbvio para os gestores, mas outro fato é que os Millennials precisam saber que o trabalho que desempenham significam algo para a vida deles e para a sociedade. E, em geral, nada tem a ver com o capitalismo puro e simples. Eles não querem saber se a empresa está fazendo dinheiro, mas se o dinheiro que a empresa faz traz algum retorno para a sociedade com o produto ou serviço vendido. Entenderam?

#5 Millennials têm pouco tempo para colegas experientes

Cinco esteriótipos canalhas da geração Y no trabalho

Millennials acreditam profundamente que nem todo mundo é tão velho que não possa aprender nada e nem tão novo que não possa ensinar nada. Por isso, acabam se predispondo a trocar conhecimentos com os mais velhos. O problema é que nem sempre os mais velhos estão dispostos a aprender alguma coisa. E isso acontece por vários motivos psicológicos e sociológicos também. Mas sim, isso é possível e muito positivo quando acontece. Toda a empresa deveria estimular essa troca de conhecimentos.

#millennials #emprego #carreira #trabalho #profissão #jovens

Alerta de emprego dos sonhos (e se candidatar é mais fácil do que você imagina)

Demorei uma meia hora a mais para escrever esse post pois estava me candidatando

Alerta de emprego dos sonhos (e se candidatar é mais fácil do que você imagina)
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Basicamente é o seguinte: alguém ficou doido lá na Netflix. O pessoal de lá está querendo pagar alguns sortudos para passar duas semanas viajando pela Europa e Oriente Médio e fotografando os bastidores de algumas das séries produzidas por eles para postar no Instagram. Eles arcam com todos os custos da viagem e ainda te pagam a migalha de dois mil dólares por semana.

Achou pouco? Tá achando que é um saco para se inscrever?

Pois é. Tá errado.

Para se inscrever (juro que doeu dar essa dica pois quanto menos candidatos mais chances eu tenho rs) basta escolher suas três melhores fotos no Instagram e colocar a hashtag #grammaster3. Ah, e tem que seguir a conta da @netflix, também, claro.

Tem que fazer isso até dia seis de março então não percam tempo. Pra quem não acreditou que é só isso, segue um print do site da promoção:

Alerta de emprego dos sonhos (e se candidatar é mais fácil do que você imagina)

Ainda estou em choque

E quem quiser fuçar o site:

May the odds be ever in my favor.

#netflix #emprego #carreira #fotografia #instagram

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giucarpes
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