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As aventuras de Richard Rasmussen

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As aventuras de Richard Rasmussen

Quem vê os programas de Richard Rasmussen na tevê deve logo pensar: ele é louco para se meter nessas aventuras, com cobras, jacarés e tubarões, por exemplo. Pessoalmente, seu jeito extrovertido lembra bem o que vemos nas telinhas, nos Programas Mundo Selvagem, no NetGeo, e Sábado Animal, da Band.

Este economista que virou biólogo tem muita história para contar. Participa de vários projetos ambientais, como o SOS Mata Atlântica, tem um livro publicado (‘A Amazônia Selvagem’) e adora gravar seus programas dentro do mato e em lugares nem sempre tão explorados. Sua próxima aventura, aliás, será nas geleiras da Patagônia e Antártida, após ter passado um período no Pantanal.

Foi no Pantanal, inclusive, que ele passou por um grande susto: em julho do ano passado, foi atacado por um jacaré e perdeu um pedaço do dedo médio da mão direita. “Foi um acidente, mas faz parte do trabalho”, disse em conversa com o Guia Pet, como se o caso fosse algo corriqueiro. “Tenho um trabalho que exige uma proximidade grande aos animais. É preciso coragem, mas tem que ter também conhecimento.” Richard lembra de um outro susto, numa gravação com crocodilos. “Na Costa Rica estava com os crocodilos para mostrar com era o ataque deles. Atolei e quase fui pego.”

Em seus programas, Richard visita tribos indígenas e mostra outras culturas diferentes das habituais. Em um dos episódios, foi picado por formigas carnívoras em um ritual indígena. “Passei mal com aquilo”, relembra. Foi parar até no hospital.

As aventuras de Richard Rasmussen

Ao contrário de muitos programas que vemos, o foco de Richard não são os animais que mais temos em casa, como cachorros e gatos. “São poucos os representantes no Brasil que falam de bichos exóticos”, afirma. O biólogo aproveita para criticar as leis do Brasil quando o assunto é animais selvagens e exóticos. “O País está muito atrasado nesse sentido, é um pecado proibir a venda de repteis no Brasil. E isso infelizmente acaba incentivando o tráfico de animais”, diz. “Tem muita coisa ainda a se fazer no País na questão ambiental.”

O biólogo gosta de saber que muitas crianças optam por ter uma cobra, por exemplo, como bicho de estimação. “É um outro tipo de relação comparando com os cachorros, tem que criar as serpentes num mundo próprio que ela vive, e entender como é esse mundo, inclusive na alimentação. Ter cobra é quase como ter um peixe: você não brinca com ele, mas cria o sentido da responsabilidade na criação.”

Apesar da sua ligação com esses ‘bichos diferenciados’, Richard também está bastante unido aos cães. “Tenho 15 cachorros em casa, não sou só de animais silvestres.”