Como sair da lama econômica?
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Eike Batista, a Geni do mercado financeiro

Gustavo Kahil
há 9 meses2 visualizações
Eike Batista, a Geni do mercado financeiro
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O brasileiro adora ver a derrota de alguém que esteve no topo. Não tem jeito. Somos assim. Nos Estados Unidos, ao contrário, a sociedade por lá valoriza quem faliu e se levantou. É diferente. Tipo fazer piada com o Rubinho na Fórmula 1, apesar de ele ter sido um dos melhores pilotos da história. Esse nariz de cera todo é para falar de Eike Batista, a Geni do mercado financeiro.

O ex-bilionário, que chegou ao top 5 do mundo na Forbes, foi preso nesta semana. Não demorou 1 segundo para que todo o tipo de especialista em mercado financeiro aparecesse para criticá-lo. Ou seja, são esses mesmos “especialistas” que acreditaram em Eike e investiram suas economias nas empresas dele. Como sabemos, todo mundo se deu muito mal nessa. Foram bilhões e bilhões de dólares em riqueza destruída na Bolsa e nos bolsos.

Mas precisamos lembrar de uma coisa: as empresas dele eram pré-operacionais. E todo mundo sabia disso. Sabe-se no mercado que ações de petroleiras que ainda não jorram petróleo valem apenas CENTAVOS! Ou seja, foram os acionistas e investidores que inflaram o preço das ações com a expectativa de algo que simplesmente poderia não estar lá. E não estava. As ações viraram nada, como pedras na praia, que agora são jogadas na careca de Eike.

Claro, não podemos esquecer que ele cometeu várias fraudes e mentiu sobre reservas que não tinha. Ainda assim, todos nós compramos a ideia. Ninguém na história valorizou tanto reservas de petróleo não comprovadas e sem o ouro negro de fato. TODOS ERRAMOS. Não foi exclusivo da Empiricus, Lula, Veja, Credit Suisse, Bradesco, Itaú ou o Governo Federal. Acreditamos num sonho, do brasileiro de sucesso, do Brasil decolando em um foguete...

Agora a gente sabe. Teria sido muito melhor se o Eike tivesse ficado em casa assistindo “A Febre do Ouro” na Discovery ou fazendo um curso superior à distância, o que agora sabemos que lhe cairia muito bem. 

Eike Batista, a Geni do mercado financeiro

Por que o Rio de Janeiro não paga os funcionários com “cariocoins”?

Gustavo Kahil
há 9 meses1 visualizações
Por que o Rio de Janeiro não paga os funcionários com “cariocoins”?
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Os estados estão em uma grave crise, o Brasil está em uma grave crise. A farra do governo federal e das isenções fiscais do governo PT (lembra do IPI zero? Os acionistas da Fiat se lembram bem felizes) acabou e, mais uma vez, quem vai pagar por tudo isso é você. Na carne. A brincadeira ideológica com a economia brasileira lhe roubou o emprego e o seu salário.

E agora, com resolver? Ninguém vai emprestar para esses estados falidos... é a crise das crises. O que fazer?

Na verdade, todo mundo sabe o que fazer. A realidade, entretanto, é ainda pior. Veja só, caro leitor, antes da crise todo mundo também já sabia o que era para fazer: não gastar tanto com tanta bobagem. Com os bancos e os mercados virando as costas, lá veio paizão governo federal para dar uma mão amiga em troca de disciplina.

MAS...será que os estados não querem se comprometer? E, se o governo ajudar, o famoso “risco moral” pode dar as caras. Vai parecer aquele paizão com o qual o filho adolescente sempre pode contar e assim continua irresponsável. Então, se eu sou um governante irresponsável, o que eu posso fazer para pagar as contas? Disciplina? Alguém compra essa ideia?

Bomba na mão de cada um

Um caso interessante aconteceu na crise de 2001 da Argentina. A bagunça na economia era parecida com a nossa e levou uma década para melhorar.

Os estados argentinos ficaram sem dinheiro e crédito e resolveram inventar uma moeda própria para pagar os seus funcionários, os chamados Patacones. Era muito parecido com uma nota de peso argentino, mas no verso da nota tinha um contrato. No final do ano você poderia levar essa nota a um banco e trocar 100 patacones por 107 pesos. O comércio aceitou a ideia – não tinha outra opção - e até aceitava com um descontinho...

Hoje com tecnologias mais avançadas, poderia se pensar até em uma espécie de bitcoin para pagar os funcionários. Talvez seja melhor do que não pagar. Uma solução um pouco “heterodoxa”, como já cansamos de ver de nossos governos no último século de economia no Brasil. Mas é sempre bom relembrar a história de como os governos conseguem ser mais criativos do que responsáveis. Quem tem um filho adolescente pode enxergar alguma semelhança.

Ps. Claro que essa ideia é maluca e, graças a Deus o Brasil passou essa fase, mas o objetivo aqui é mostrar como os governos podem ter ideias malucas e, ainda assim, executá-las. Como também mentem a toda hora. E isso fazem muito bem.

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