Como sair da lama econômica?
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Não culpe o bilionário pela sua pobreza

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É só pipocar algum “estudo” sobre a concentração de renda no mundo e os bilionários malvados que a patrulha anticapitalista agradece a deixa e levanta a bandeira vermelha. O tema, contudo, já chega ao noticiário carregado de ideologia, já que parece atacar alguns dos princípios da humanidade como: igualdade e justiça.

Dois exemplos recentes apoiam essa ideia. O primeiro é o livro “O Capital do Século XXI” do economista Thomas Piketty, um título de referência ideológica óbvia. O outro, que dominou as redes sociais neste mês é o relatório da Oxfam, que se aproveita do Fórum Econômico Mundial para divulgar seus dados. Se trata de um órgão da ONU e cujo diretor-geral é ex-ministro de Lula e ex-professor de economia da Unicamp José Graziano, escola de orientação esquerdista.

Apesar da tentativa evidente, e bem-sucedida, de tratar temas econômicas com viés político, é muito importante dar um passo atrás e jogar luz sobre as polêmicas sem ideologias. O primeiro passo é separar a “concentração de renda” da “concentração de riqueza” e, em seguida, entender como a riqueza e renda concentradas podem ajudar você.

O relatório da Oxfam se refere à concentração de riqueza, não de renda. E, obviamente, classes mais altas têm capacidade de poupança e acumulam riqueza, enquanto as mais baixas, vendem o almoço para comprar o jantar, sem acumulação. Ou seja, o rico consegue guardar dinheiro e o povão ainda não. Vamos lembrar de Marx: o proletário não tem capital, se tivesse, seria capitalista. Assim, a classe baixa gasta tudo e mais um pouco (o famoso cartão de crédito e cheque especial). Já os bilionários gastam uma parte ínfima da sua renda e acumulam. Até aqui, veja você, ninguém é malvado, ok?

AGORA É IMPORTANTE:

A pergunta é: Essa riqueza acumulada dos bilionários é ruim? Não, ela é uma das coisas mais importantes e trabalha para toda a sociedade. Calma, não fica bravo! É verdade. Esse dinheiro entra no sistema e é reinvestido em ativos produtivos (fábricas, ou a sua startup). É exatamente esse o nosso problema aqui no Brasilzão...a nossa taxa de poupança é baixa, temos poucos bilionários, e falta crédito. Pouco dinheiro, assim como na regra da demanda, aumenta o preço do dinheiro. Pois é...esse é o juro alto.

É importante destacar que, OBVIAMENTE, o aumento da concentração em oposição à distribuição de renda para pessoas que passam fome, não é desejável! Mas não existe relação de causalidade entre elas. Se existir, é por meio de uma apropriação indevida, como corrupção, atividades ilícitas ou algo do tipo. Esse nunca é o objeto desses estudos, e qualquer julgamento ideológico ou moral contra a concentração de riqueza em si não se sustenta. 

Economia em marcha lenta: o problema AINDA é a Dilma, sim

Economia em marcha lenta: o problema AINDA é a Dilma, sim
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Aqueles brasileiros que ainda chamam o impeachment de “golpe” e soam como um disco riscado procuram insanamente motivos para pegar no pé de Michel Temer e sua equipe econômica que está há apenas 6 meses no governo. Já ouvi muito por aí:

- “Ué, a economia ainda está em recessão. O problema não era a Dilma?”

- “O desemprego continua a crescer. O golpe não ia resolver isso?”

A minha resposta é: O problema AINDA é a Dilma.

O descontrole fiscal – resultado de investimentos e políticas econômicas equivocadas como a política de conteúdo nacional no setor de petróleo e controle de preços – pôs a trajetória da dívida pública em um ritmo insustentável.

Ou seja, as políticas econômicas antiquadas de Dilma trouxeram o Brasil até aqui. E, agora, não há saída a não ser cortar gastos e aprovar a Reforma da Previdência. Não tem outro jeito. O Banco Central reduziu o juro na semana passada em 0,75 ponto percentual, levando a Selic para 13%. É mais do que todo mundo esperava e indica que o BC espera a aprovação das reformas fiscais.

O problema é que se a galera do “golpe” não deixar essa conversa para trás e melar as reformas podemos dar adeus ao tão esperado juro abaixo de 10%, como muitos estimam. A dívida pública em relação ao PIB – um indicador bastante acompanhado para medir a saúde econômica de um país – já chegou a 70% e vai continuar a subir.

Golpe é não aprovar as reformas fiscais e impedir o país sair dessa lama criada pelos governos anteriores. O povo brasileiro não aguenta mais pagar as contas de uma ideologia velha.

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