Como sair da lama econômica?
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O Brasil deve R$ 4 tri e quem vai pagar é você! Ainda é contra o teto de gastos?

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Esta semana foi publicado um dado assustador: A dívida pública estará beirando os 4 trilhões de reais.

Com uma população ocupada na melhor das hipóteses de 80 milhões (lembrando que são menos de 40 milhões de carteiras assinadas), quem trabalha deve entender essa notícia como um empréstimo que fez de 50 mil reais e agora vai ter que pagar. É como um consignado obrigatório. É bom lembrar que isso não precisa ser assim...

Em muitos países o governo faz uma poupança, e não um consignado para você. Apenas como comparação, o fundo soberano de Abu Dhabi, tem quase o mesmo valor de poupança (900 bilhões de dólares), para dividir entre seus 500 mil habitantes não-estrangeiros, ou mais de 1,5 milhão de dólares por cabeça, ou mais de 5 milhões de dólares por família. Que tal, hein?

Com uma renda média de pouco mais de 2 mil reais por mês no Brasil, fica difícil saber como pagar essa conta. Até dá para pensar como vai ser pago... talvez quem receba mais irá pagar uma proporção bem maior... ou a dívida acumule. Bom, você pode começar a pensar em como pagar, e tenha uma boa noite de sono hoje à noite.

E aí...você ainda é contra o teto de gastos?

Não culpe o bilionário pela sua pobreza

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É só pipocar algum “estudo” sobre a concentração de renda no mundo e os bilionários malvados que a patrulha anticapitalista agradece a deixa e levanta a bandeira vermelha. O tema, contudo, já chega ao noticiário carregado de ideologia, já que parece atacar alguns dos princípios da humanidade como: igualdade e justiça.

Dois exemplos recentes apoiam essa ideia. O primeiro é o livro “O Capital do Século XXI” do economista Thomas Piketty, um título de referência ideológica óbvia. O outro, que dominou as redes sociais neste mês é o relatório da Oxfam, que se aproveita do Fórum Econômico Mundial para divulgar seus dados. Se trata de um órgão da ONU e cujo diretor-geral é ex-ministro de Lula e ex-professor de economia da Unicamp José Graziano, escola de orientação esquerdista.

Apesar da tentativa evidente, e bem-sucedida, de tratar temas econômicas com viés político, é muito importante dar um passo atrás e jogar luz sobre as polêmicas sem ideologias. O primeiro passo é separar a “concentração de renda” da “concentração de riqueza” e, em seguida, entender como a riqueza e renda concentradas podem ajudar você.

O relatório da Oxfam se refere à concentração de riqueza, não de renda. E, obviamente, classes mais altas têm capacidade de poupança e acumulam riqueza, enquanto as mais baixas, vendem o almoço para comprar o jantar, sem acumulação. Ou seja, o rico consegue guardar dinheiro e o povão ainda não. Vamos lembrar de Marx: o proletário não tem capital, se tivesse, seria capitalista. Assim, a classe baixa gasta tudo e mais um pouco (o famoso cartão de crédito e cheque especial). Já os bilionários gastam uma parte ínfima da sua renda e acumulam. Até aqui, veja você, ninguém é malvado, ok?

AGORA É IMPORTANTE:

A pergunta é: Essa riqueza acumulada dos bilionários é ruim? Não, ela é uma das coisas mais importantes e trabalha para toda a sociedade. Calma, não fica bravo! É verdade. Esse dinheiro entra no sistema e é reinvestido em ativos produtivos (fábricas, ou a sua startup). É exatamente esse o nosso problema aqui no Brasilzão...a nossa taxa de poupança é baixa, temos poucos bilionários, e falta crédito. Pouco dinheiro, assim como na regra da demanda, aumenta o preço do dinheiro. Pois é...esse é o juro alto.

É importante destacar que, OBVIAMENTE, o aumento da concentração em oposição à distribuição de renda para pessoas que passam fome, não é desejável! Mas não existe relação de causalidade entre elas. Se existir, é por meio de uma apropriação indevida, como corrupção, atividades ilícitas ou algo do tipo. Esse nunca é o objeto desses estudos, e qualquer julgamento ideológico ou moral contra a concentração de riqueza em si não se sustenta. 

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