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O perigoso "tudo bem" de cada dia...

João Nasai
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João Nasai
O perigoso "tudo bem" de cada dia...

"- Olá, tudo bem?
 - Tudo! Obrigado, e você?
 - Também! =)"

Quantas vezes nos perguntamos se está realmente tudo bem? Muitas menos do que nos perguntam, com certeza! Então, por que cedemos a obrigação social de que tudo sempre tem de estar bem e a resposta já sai de bate-pronto, falei!? 

Imagino que o fator privacidade queira mostrar sua força, certo, mas quando mentimos para nós mesmo em voz alta ou via mensagem de texto qual é o resultado disso sobre nossa pessoa? Será que nos curamos pelo "poder da fala"? Ou abusamos do mesmo para sufocar o nosso verdadeiro sentimento?

O que dói mais, assumir a dor ou escondê-la?

Lógico, nem sempre estamos com dor e há momentos em que o tudo bem é a resposta mais honesta que você pôde achar! Quando é esse o caso, até estranhamos e procuramos pensar bem para ver se não tem nada de errado por aí... Algo que nos restabeleça a realidade comum das coisas. Já diz a canção: Tristeza  não tem fim, felicidade sim." 

Como, então, ser mais honesto com o que sentimos se no fundo, no fundo, não parece fazer muita diferença?

Aí é que está o Grandissíssimo Saber desse assunto, a honestidade para com sua pessoa é a própria resposta! Os fatores mudam, momento-a-momento, e sobre isso não há nada que possamos fazer. Essa, sim, é a vida! Agora, como enxergamos a esse rodar constante é o que dita o ritmo de nossa própria experiência rodando.

Uma vez que buscamos assumir e sentir o nosso presente estado emocional, ganhamos o poder de aprender a viver ele! Ganhamos a possibilidade de termos a nossa própria realidade. Honestamente, ganhamos o "ser nosso de cada dia". 

Vivemos, então! O que mais podemos pedir?

E você como vai?