O que dizer no dia de... hj!?
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
O que dizer no dia de... hj!?
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
O que dizer no dia de... hj!?
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

Sou Manequim?

João Nasai
há 4 meses267 visualizações
Sou Manequim?
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Quantas vezes me perguntei sobre a minha própria existência? Não saberia dizer e, na verdade, já passei do ponto de tentar refletir e reduzi-la num único conceito; adaptar a uma medida mais tranquila de se compreender!

Desfiz metáforas, reconstruí frases de sabedoria, reproduzi conhecimentos na busca de adquirir novos, intoxiquei meu corpo imaginando expandir minha sensibilidade, tentei um bocado de vias, um bocado de vezes... E quer saber qual é, para mim, um dos fiéis ensinamentos disso tudo? Bem, é que a minha própria existência se define a existir! Quer eu a compreenda assim, quer não!

Certa vez, numa sala de aula, em meio a anotações e desenhos que intercalavam o raciocínio desenvolvido pelo professor, escrevi um trecho de algo...

Dizia:

"Sou Manequim
 Por isso eu canto assim
 Sou Manequim"

Não sabia ao certo o que havia criado (ou recriado à minha autoria) e continuei viajando pelas possibilidades de rimas, significantes e significados. De fato, nenhum acréscimo chegou a enriquecer essas três linhas! Elas bastavam. Refletiam-se, reafirmavam-se e repetiam-se!

Questiona, figurativamente, a grande parte dos conceitos, não?

A força desse canto veio a mim se provar ao longo dos anos (nunca esqueci o "pensamento").

Acredito em sua potência e que ainda produzirei algo maior em seu entorno, mas, por hora, venho aqui compartilhar esse redundante e breve momento existencial.

=))

Titumbieiro (Poema)

João Nasai
há 4 meses227 visualizações
Titumbieiro (Poema)
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Ah, meu Titumbieiro! Grande bairro traiçoeiro, como costumava perambular por seus tracejos. Bairro velho e rabugento, distante do velho jovem originário de seu nome. Titumbieiro fôra um senhor que por muitos anos não recusava nem uma roda de samba, nem uma roda de briga. Velho jovem negro, pouco rabugento, pouco traiçoeiro. Esquentava as noites daquelas terras, ainda quando singelas casas a esmo brotavam erguidas. Noturno, velho jovem gatuno, borbulhava barulhento inúmeras canções e juras de vida. Mulherengo e bem amigo, brigava só com ousados e intrometidos. Por vezes, até amigos! Humilde e simplista, homem feliz e trabalhado da vida, o velho jovem sambista fundou e brilhou naquelas terras batidas, dando seu nome à vila depois do tempo tomar-lhe o batimento fino e preciso da alma nele contida. Velha vila do Titumbieiro tornou-se, então, quando a capital aumentou, o longo bairro com seus gracejos. Ah, meu Titumbieiro! Cresceu tanto num tiroteio, de asfaltos e bueiros, que certo dia no pátio padroeiro surgiu uma porta do metrô passageiro. Estava feito! Titumbieiro um grande bairro, verdadeiro! Foi assim que o conheci e vi primeiro. Cheio de povo e povoamento, acordava e mexia noite e dia, dia e noite, inteiro! Caberia a mim lhes dizer quantas poucas vezes o cruzei na juventude, jovem triste e medroso que vivia temeroso, não arriscava minha jovem vida no velho bairro traiçoeiro, triste em mim até então, bairro do Titumbieiro! Mas o tempo me crescia e, por mim mesmo, aprendia que jovem ainda me via e o mundo não conhecia. Joguei-me logo nessa vida, de braços largos em euforia. Ainda tão jovem eu era esse dia! Ah, meu jovem! Aperfeiçoava, dia-a-dia, minha empolgada sabedoria! Criava minhas vidas, pequenas e longas fantasias rotineiras ou passageiras, com todas elas me descobria! Acordava em melodia, de noite já era outro dia! O tempo voava e eu só me lançava nessa via, longa e vasta caminhada, longa e vasta terra nessa estrada. Como era jovem, também sofria. Entre casos e descasos eu me via, experiente nisso me veria! Ah, meu Titumbieiro! Como fôras tão fujento, como me escapara uma parte da vida por inteiro? Confesso, não o vi por muito tempo e ele de mim não faltou-se nem um momento! O velho bairro, traiçoeiro, nunca mais precisou de outro velho depois de seu gatuno, seu intento velho jovem sambista primeiro. Meu Titumbieiro! Quanto tempo lhe dediquei, por muito que lhe sonhei, firme e forte para a guerrilha com essa sociedade selvagem e fria! Não gostava de lhe ver debruçado, desperdiçado; jogado as traças, cheio de mato. Repleto de casas e prédios, formosos ou abertos à vista. Quente ou frio, dependia do lado do cimento vertical separatista, espaçoso ou isolado, que se vivia! Numerosas eram suas vidas! Querido se tornaria e triste eu não o deixaria; mas antes, durante essa estrada batida, certa vez em certo dia, me peguei com medo das sombras que à noite o pátio do metrô trazia. Justamente, naquela época, eu vivia próximo ao Titumbieiro, num bairro vizinho, seu primo distante e abastado, primo que mal lhe dizia! Eram primos, pouca porcaria! Ninguém de lá sentia, o que de fato se sente em família! Eu, porém, lhes ligava todo dia na rotina da correria e, por assim fazê-lo, sentia que certo olhar me trazia. Olhar de mal gosto e nada de cortesia, cismado eu era nesses dias! Em meio a essa tal noite vazia, segurei-me ao brinde que o destino me sugeria. Do vagão ao lado sairia, aquela, que um dia, minha mulher seria! Jasmine ele daria! Saímos juntos sem calmaria, a passos precisos de forte marcha rígida, feitos soldados eu diria. Subíamos suas escadarias quando, então, para o Titumbieiro noturno e festivo de um sábado, nascemos! Me amedrontei, por dentro, bem pouco, confessaria! À minha frente ela ia, ainda jovem e fina, me perdia naquelas pernas brancas e tortas, ia trançando minha vista! Avançávamos pelo mesmo trajeto, criávamos nossa trilha! Esquina eu, esquina ela! Dançávamos à nossa própria melodia aquela noite fresca de garoa fina. Entrelaçávamos o Titumbieiro, como o velho jovem fazia primeiro, de rua em rua, passageiro! Sem a lábia e a doçura do samba, mas com aquela ritmada dança, com aqueles ritmados batimentos! Ah, como fora bom meu velho bairro Titumbieiro! Colocou-se de tal forma que alguns prédios abaixo ela vivia e Jasmine, aquela jovem branquela torcida, formou em mim a mais bela empatia! Não pude fugir, não quis evitar, apenas cedi e logo aprendi que o melhor que vivi fôra naquelas tortuosas ruas, por entre aquele traiçoeiro bairro, onde conheci um amor de minha grande vida! Pouco-a-pouco nos falávamos, de repente a amizade surgira! E, feito fonte de água que brota do nada na vida, Jasmine tomou-se de alegria! Amei ainda mais aquele bairro, que agora suportava nossa vida, nossa casa, nossa família! Ah, meu Titumbieiro! Quanto tempo vivemos, quanta vida criamos, quantas histórias presenciamos! Meu velho e doçe Titumbieiro! Bairro largo e vasto, passageiro às almas mais desatentas! Dentre meios, dentre muitos, sempre cheio. Um bairro orgulhoso, merecido e carinhoso. Titumbieiro!  Titumbieiro.   Titum

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar
joao.nasai
Jovem expressor artístico. Um pouco de tudo, sem arames a nada, nem ataduras de disfarce. Um verbo livre de sensações.