O que dizer no dia de... hj!?
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Uma chuva de outrem...

João Nasai
há 4 meses84 visualizações
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Hoje era um nítido dia de chuva e saí pela rua mesmo assim...

A cidade grande questiona seus padrões a cada esquina (talvez seja esse seu charme?), ela costuma brincar de pregar essa "peça". Te desilude aqui, te convence ali; escancara uma tristeza, pra te brindar um afeto; derrama uma melancolia, reaparece num abraçar de nostalgia. É, talvez seja esse mesmo o seu charme! Aquilo que nos deixa quase impossível de abandoná-la, sem jamais, sequer, pensar em esquecê-la! Há, inegavelmente, suas saborosas lições de vida pelo intermeio de seus semáforos...

Em pleno metrô de domingo, um garotinho fazia viagem no colo de quem eu viria a descobrir ser a sua avó. Estranhamente, todos os assentos já estavam ocupados e por isso a dupla carga naquele à minha frente (não que exigisse uma causa...). Porém, o rapaz de um dos dois bancos laterais ao preferencial duplicado levantou numa das primeiras estações após minha entrada. Logo explodiu o pensamento costumeiro "Assento livre! Senta!" e fiz o gesto inicial, quando vi que o garoto já começava a escorregar por entre as pernas... "Perdi! Justo." Cedi a dianteira ao jovenzinho de gorro. Estava frio assim! Foi, então, que comecei a reparar neles realmente. Observei seus gestos, seus olhares, tirei o fone e comecei a notar em suas risadas, seus comentários, seus sorrisos. Exercitando aquela fabulosa e, individualista, lírica da contemplação humana passageira. E me encantei em segundos...

Por livre e espontânea curiosidade do destino, o outro assento ao lado ficou livre! E ele gentilmente me cedeu sua companhia, deslizando para o recém desocupado mais próximo da janela. Sentei-me com leve e estranha euforia. Ele trazia dois daqueles brinquedos de relaxamento de tensão (Hand Spinners), que em suas mãos tornavam-se verdadeiros passa-tempos de diversão. Brilhavam e giravam, então conversamos sobre eles. Quando algo me chamou a atenção, no meio do bate papo sobre sua argumentação do porquê eram de plástico, não de metal, e da barganha negada pelo vendedor, que não quis fazer um desconto mesmo sabendo que só tinha R$25,00 para gastar, seu nome! Era igual ao meu! Escutei dentre as palavras de sua avó. Olhei para ele, ele encarava o pisca-pisca apagado, perguntei se seu nome era João! Prestes a lhe contar o meu! Contei! Ele riu, olhou em volta e seguiu mudando de assunto! A essa altura eu já sabia que desceríamos na mesma estação, mas eu não queria, e nem consegui, dar atenção ao fato, o caminho já era lúdico e o destino não importava. 

Redescobri uma vida completa de 8 anos que não lembrava com tamanha intensidade havia muitos sentimentos...

Sou Manequim?

João Nasai
há 4 meses267 visualizações
Sou Manequim?
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Quantas vezes me perguntei sobre a minha própria existência? Não saberia dizer e, na verdade, já passei do ponto de tentar refletir e reduzi-la num único conceito; adaptar a uma medida mais tranquila de se compreender!

Desfiz metáforas, reconstruí frases de sabedoria, reproduzi conhecimentos na busca de adquirir novos, intoxiquei meu corpo imaginando expandir minha sensibilidade, tentei um bocado de vias, um bocado de vezes... E quer saber qual é, para mim, um dos fiéis ensinamentos disso tudo? Bem, é que a minha própria existência se define a existir! Quer eu a compreenda assim, quer não!

Certa vez, numa sala de aula, em meio a anotações e desenhos que intercalavam o raciocínio desenvolvido pelo professor, escrevi um trecho de algo...

Dizia:

"Sou Manequim
 Por isso eu canto assim
 Sou Manequim"

Não sabia ao certo o que havia criado (ou recriado à minha autoria) e continuei viajando pelas possibilidades de rimas, significantes e significados. De fato, nenhum acréscimo chegou a enriquecer essas três linhas! Elas bastavam. Refletiam-se, reafirmavam-se e repetiam-se!

Questiona, figurativamente, a grande parte dos conceitos, não?

A força desse canto veio a mim se provar ao longo dos anos (nunca esqueci o "pensamento").

Acredito em sua potência e que ainda produzirei algo maior em seu entorno, mas, por hora, venho aqui compartilhar esse redundante e breve momento existencial.

=))

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joao.nasai
Jovem expressor artístico. Um pouco de tudo, sem arames a nada, nem ataduras de disfarce. Um verbo livre de sensações.