ENTRETENIMENTO

10 séries pouco valorizadas que você deveria assistir

Júlia Korte
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Júlia Korte

Essas pérolas não deveriam ser tão boas, mas definitivamente valem uma maratona

10 séries pouco valorizadas que você deveria assistir

Game of Thrones ou American Gods? Blá blá. Todo mundo conhece essas séries e não se fala de outra coisa. Mas temos que ficar esperando pelos episódios eternamente e, depois que as temporadas acabam, ficamos um ano órfãos até retornarem.

Em vez disso, eu proponho: que tal dar uma chance para os tesouros escondidos por aí?

Veja bem, não estou de forma alguma menosprezando nenhum dos grandes títulos. Inclusive fui a primeira a assinar HBO para ver Westworld e virei a madrugada com House of Cards antes de tomar um spoiler. Só que de vez em quando é bom sair do mainstream e mergulhar em vários episódios, os nossos pequenos prazeres inconfessáveis por assim dizer.

Por isso, aqui vai uma lista com nomes de séries que você talvez tenha menosprezado/duvidado no passado, seja pela sinopse ou qualquer detalhe diferentão. E que merecem o seu tempo no sofá! A diversão é garantida.

iZombie

"Liv" Moore (Rose McIver) era uma residente com a vida perfeita. Até que foi transformada num zumbi. Diferente de Walking Dead, esse não é sinal do apocalipse. Os mortos-vivos são funcionais e interagem na rotina. Com o pequeno detalhe de comerem cérebro para manter sua humanidade... Ela então passa a trabalhar no departamento legista, mas, a cada cérebro que consome, herda a memória que nele habitava. Assim, ajuda a polícia a desvendar crimes dos defuntos. Parece sem pé nem cabeça, mas é extremamente divertida - e está bem longe de ser um besteirol. 

Lúcifer

Baseada nos quadrinhos de Lucifer Morningstar, personagem da graphic novel "Sandman", de Neil Gaiman, a série conta a história do Diabo depois que ele decide passar férias em Los Angeles. É isso mesmo! Desenvolvida por Tom Kapinos, produtor executivo de Dawson’s Creek e criador de Californication, essa ficção meio cômica e policial, é para lá de irreverente. O bom elenco também reforça as razões para dar uma chance, já que vai muito além da religião. 

Crazy Ex-Girlfriend

A produção conta a história de Rebecca (Rachel Bloom), uma profissional obstinada e de sucesso e que, em um ato impulsivo, desiste de um brilhante futuro em Manhattan, para encontrar o amor em West Covina, Califórnia. Apesar das maluquices da personagem e dos muitos momentos musicais improváveis, esse programa é de alta qualidade. O humor também é para lá de inteligente. Impossível não se apaixonar.

Reign

A série é inspirada (bem livremente!) na história de Mary Stuart, Rainha da Escócia, e sua luta para garantir seu trono, frente a uma batalha intensa com Elizabeth I, sua prima da coroa inglesa. A trama pode conter fatos históricos, mas está mais para um Gossip Girl com trajes da corte. Tem romance, guerra e conspirações com uma trilha sonora deliciosa. Distração melhor não existe, diz aí. 

Billions

Ah, como são encantadores os problemas do primeiro mundo! Essa produção caprichada é quase uma novelinha que traz a briga de gato e rato entre Chuck Rhoades (Paul Giamatti, da minissérie "John Addams") e Bobby Axelrod (Damian Lewis, de "Homeland"); um advogado agressivo que tem planos de se tornar governador de Nova York versus um dos nomes mais ricos e conhecidos de Wall Street, respectivamente. Poderia ficar tediosa rapidamente, mas a fórmula deu certo. 

Outlander

Baseada nos livros de Diana Gabaldon, a série gira em torno da protagonista Claire Beauchamp Randall (Caitriona Balfe), uma mulher do século XX que, por conta de um rito antigo e poderoso,  acaba voltando ao tempo e vai parar no ano de 1743. Ou seja, espere muito drama, gente linda e cenários incríveis. Se isso não te convenceu, dizem que um dos fãs é o escritor George R.R. Martin, responsável pelos livros que deram origem à Game of Thrones.  

Please Like Me

Essa obra australiana narra a história de Josh, um jovem que larga a namorada por ser gay e passa por uma jornada de descobertas, romper com preconceitos e conquistar autoestima. É daquelas séries de chorar e rir ao mesmo tempo nas cenas, já que trata a sexualidade de maneira delicada. Há quem diga que é um Woody Allen mais legal e mais moderno. Os personagens também são bem relacionáveis; ninguém é feliz o tempo todo, nem tem grana de sobra. 

Chewing Gum

Essa produção original do Netflix narra a história de uma das personagens mais criativas e únicas dos últimos tempos: Michaela Coel), uma jovem cristã de 24 anos que deseja perder a virgindade com o noivo, Ronald (John McMillan), um religioso fervoroso, contrário a qualquer envolvimento íntimo dos dois antes do casamento. Para entender sobre a sedução, ela conta com sua amiga experiente Candice e sua avó Esther.  Polêmica, imprevisível e hilária. 

Bojack Horseman

Com humor irreverente, essa animação é uma bela crítica ao mundo das celebridades. A trama gira em torno do ator BoJack, um sujeito meio cavalo, meio humano, que foi o protagonista de um famoso programa dos anos 1990. Agora, está depressivo e alcóolatra. É o típico excêntrico que funciona. 

Legion 

Baseada no universo dos X-Men, essa produção traz mais uma boa história sobre super-heróis mutantes. Comandada por Noah Hawley (Fargo), a produção não segue a típica jornada do herói. Com uma estética incrível, mesmo sem a participação de Wolverine, você vai querer ver até o final. Contar mais é dar spoilers.