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6 provas que 2017 será um ótimo ano

Júlia Korte
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Júlia Korte

Será que finalmente estamos evoluindo como civilização?

2016 foi, sem dúvidas, um ano de resiliência; frente às perdas, contra a tristeza, que tanta vezes nos corrompeu, e na constante luta por um mundo de menos violência e desigualdades, que imperaram quando menos esperamos ou merecemos.

Com o risco de soar cafona, digo que, no meio de tudo isso, uma coisa sempre foi certa: havia esperança. Porque o melhor desse mundo ainda reside nas pessoas. Naquelas que ainda nos fazem acreditar na gentileza, no amor ao próximo em suas pequenas ações, comandando as marcas inovadoras, liderando de forma justa, movimentando as massas, politizando (e polemizando) quando preciso, educando, mas também sendo diretos e contundentes. Assim, quebrando paradigmas e nos fazendo refletir — e agir.

Como dizem por aí, não adianta mudar o ano, se você não muda. Se nós não mudamos.

Por isso, apesar de só uma semana vivida de 2017, temos algumas provas de que estamos caminhando pra frente. Porque uma dose diária de otimismo nunca é demais e gostamos de dar espaço a quem merece, aí vai uma lista com fatos marcantes mostrando que esse ano já é um queridão:

1.  Meryl Streep no Globo de Ouro.

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A atriz de 67 anos recebeu seu nono Globo de Ouro, em cerimônia realizada ontem. No decorrer de sua longa trajetória como atriz, nos deslumbrou tantas vezes nas telonas, conforme lembrado em um vídeo. Contudo, o melhor foi o seu discurso reforçando que mesmo Hollywood se fez com estrangeiros e criticando fortemente Donald Trump (mesmo sem citar seu nome). Entre outras frases marcantes, disse: “A falta de respeito incita a mais falta de respeito. A violência, a mais violência”. Assim, convocou a imprensa e atores em suas posições privilegiadas a agir. Palavras têm poder. #NãoAoPreconceito

2. A nova Globeleza.

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Todo mundo que acompanha minimamente o Carnaval, conhece a "Globeleza", da Rede Globo. A tradicional vinheta do feriado típico é mostrada desde 1993, tendo sida representada sempre pela figura de uma mulher nua, sambando em rede nacional com o corpo pintado. Por tantas vezes, o canal foi criticado pela exposição da mulher. Agora, um avanço: a "musa do carnaval" ainda está sambando, mas vestida com figurino que representa o frevo e o maracatu. Além disso, o vídeo conta com outros personagens, simbolizando diferentes regiões e culturas. Ainda não é muito, verdade. Mas é um ponto a favor de um mundo mais igualitário. #MachismoNãoPassará

3. O discurso final de Michelle Obama.

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Na última sexta-feira, dia 6, Michelle Obama fez seu último discurso da Casa Branca. "Ser primeira-dama foi a maior honra da minha vida, espero que estejam orgulhosos de mim", disse ela. Emocionada, ao homenagear os orientadores de escolas por todo o país, falou sobre jovens estudantes e encantou o público, abordando a importância da diversidade, da boa educação, a liberdade e a esperança. Todos choramos. Seu legado é uma joia; Michelle em sua posição de Primeira Dama nunca teve medo de abordar o racismo, sempre falou do feminismo com naturalidade e, de maneira humana, nos demonstrou que tudo é possível. #GirlPower

4. Rico Dalasam estrelando campanha da TNT Energy Drink.

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Para encerrar a primeira edição da série “Corrente da Resistência”, da TNT Energy Drink, do Grupo Petrópolis, a produção contou a história de Rico Dalasam, pioneiro do movimento queer rap no país. Uma propaganda de marca tão grande discursando contra homofobia e preconceito e usando palavras como "heteronormatividade" é algo incrível. Essa e Skol com sua campanha "redondo é sair do seu quadrado" apontam novos rumos para a publicidade.Já passou da hora, né? #DiversidadeImporta

5. A edição de janeiro da Revista Galileu.

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O tema é de extrema importância. É necessário discutir temas que estão presentes no cotidiano e falar sobre o preconceito. Um deles, a gordofobia. É importante também não temer usar essas palavras. Bastou uma gorda aparecer em um espaço que é reservado geralmente à magras, para que todo o mundo começasse a falar da saúde alheia, sem nem ao menos ler a matéria — só perder o tempo lendo os comentários na página do veículo quando publicaram a capa. E mais, o timing também foi perfeito, pois o verão costuma ser cruel com pessoas que não são ditas magras, especialmente as mulheres. Essa capa foi um tapa na cara da sociedade. Só resta aplaudir. #Empoderamento

6. Artistas se recusando a cantar para Trump.

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Não tem sido fácil para a equipe de Donald Trump garantir a presença de artistas e nomes de peso em sua cerimônia de tomada de posse como presidente dos Estados Unidos, que acontece em 20 de janeiro. Nomes como Elton John, Garth Brooks, Kiss, Céline Dion e Andrea Bocelli já recusaram o convite. O eleito disse no Twitter que não liga. Mas quer saber? Nós continuamos na torcida para que o apoio a ele enfraqueça a cada dia mais, mostrando que não há espaço para o preconceito, extremismo e violência. Viva a resistência #AntiTrump

E vocês, botam fé que esse ano será bom?