Close certo
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Close certo
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Close certo
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

6 coisas que podemos esperar sobre o filme Logan

Júlia Korte
há 9 meses17 visualizações
6 coisas que podemos esperar sobre o filme Logan
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

O terceiro e mais ambicioso filme da saga Wolverine (e décimo da franquia X-Men) vai se chamar Logan e chegará aos cinemas do Brasil no dia 2 de março. E é claro, Hugh Jackman foi chamado mais uma vez como protagonista. 

Até aí, tudo bem. Nada de muito bombástico.

A partir desses anúncios básicos, as informações foram chegando aos poucos para o público... Uma curiosidade no Twitter aqui, um pôster na mídia acolá. De repente, quando veio o trailer, o mundo pirou. Quem já assistiu, sabe que a nova produção não veio para decepcionar. 

Confira:

Segura esse Johnny Cash na trilha... <3 

Ainda tem muito mistério em volta da trama. Mas uma coisa é certa: o ar está bem diferente dos últimos projetos e com tons bem mais escuros. E quer saber? A gente tá amando. Então, para agradar aos fãs e interessados, reunimos algumas informações que já sabemos e colocamos nossas impressões. Vem ficar ansioso com a gente?

Olha só algumas coisas que podemos esperar: 

1. A missão de Logan será a mais difícil de todas. Já com o seu poder de cura diminuído, ele decide aceitar o pedido do Professor Xavier para proteger Laura Kinney, a personagem X-23 dos quadrinhos. Na trajetória, deverá enfrentar alguns vilões famosos, como Donald Pierce.   

6 coisas que podemos esperar sobre o filme Logan

2. Conheceremos uma face muito mais obscura do personagem. Além da trama se passar durante um período conturbado da sua vida, Logan, entre outras coisas, vai ter que lutar contra o abuso de álcool para evitar as angústias pessoais e as delimitações do próprio corpo envelhecido. Com a diminuição do seu poder de cura, ele vai sentir dores crônicas e nem sempre conseguir se recuperar dos traumas, como o próprio roteiro postado por James Mangold, diretor do filme, indica. Veja: 

3. O Professor X estará fragilizado. Interpretado novamente por Patrick Stewart, o personagem também estará mais velho. Isso ocasionará em problemas com os poderes e a sua memória, fazendo com que, às vezes, até esqueça quem Logan é. Outra coisa que intrigou os fãs, além da idade, é o cabelo presente na imagem de divulgação (foto abaixo).

6 coisas que podemos esperar sobre o filme Logan

Para quem não lembra, Xavier perdeu o cabelo durante os acontecimentos de X-Men: Apocalypse, quando o vilão tentou tomar o poder de Xavier para si. Para termos a resposta, só assistindo. 

4. Excelente trilha sonora. Já estamos no repeat com Hurt, do Johnny Cash, que toca no trailer. Contudo, em complemento, temos uma prévia da trilha original, conforme o que também foi divulgado no Twitter do diretor. Veja: 

Curiosamente, a equipe teve alguns problemas durante o desenvolvimento da trilha... Originalmente o compositor seria Cliff Martinez (o mesmo de Driver), mas, no fim, Marco Beltrami — que trabalhou com Mangold no primeiro Wolverine — assumiu as composições. O vídeo da orquestra é curtinho, mas uma prévia indicando que podemos esperar algo bem sombrio, né? 

5. Teremos uma personagem feminina badass. Na nova geração da Marvel Comics, X-23 já é uma das heroínas mais relevantes. Inclusive, a clone feminina do mutante Logan é considerada uma das adolescentes mais perigosas do universo X. A grande diferença dela para Logan é que são suas duas garras em cada mão, em vez de três (o que não a torna menos letal por isso, ok?). 

6 coisas que podemos esperar sobre o filme Logan

Quem irá interpretar a personagem Laura Kinney é a jovem atriz Dafne Keen, que promete ganhar destaque com outros públicos depois desse lançamento.  

6. Será um filme para adultos. Talvez levando em consideração que o público que acompanhou toda a saga X-Men nos cinemas está crescido, e que os fãs não se contentam mais só com blockbusters, o longa promete performances incríveis, uma trama profunda e ação intensa. Tem gente falando até em classificação para maiores! Essa representação muito mais íntima e reflexiva de Logan deve ser uma belíssima despedida de Jackman como o personagem. 

E vocês? Também estão gostando? 

Moana é a heroína feminista que precisávamos

Júlia Korte
há 10 meses14 visualizações
Moana é a heroína feminista que precisávamos
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Quando eu era pequena, sempre gostei muito de “A Bela e a Fera”. Sem dúvidas, era meu desenho favorito. A música era linda, as cores, imagens, tudo me cativava. Confesso, inclusive, que não vejo a hora de assistir a versão que chegará em breve aos cinemas com Emma Watson. Porém, conforme fui crescendo, passei a me identificar mais com outro tipo de animação. 

Veja bem, não quero aqui dizer que os desenhos da Disney não tem seu mérito. Muito pelo contrário, poderia ficar horas discorrendo sobre a importância e as lições de vida que tem nesses contos tão fantásticos. Porém hoje, como uma mulher e feminista, essas histórias criadas principalmente por Alan Menkin e inspiradas nos contos dos Irmãos Grimm ou Hans Cristian Andersen, simplesmente não me satisfazem mais. Ou, pelo menos, não da mesma forma. Por um simples motivo: nenhuma das personagens me parece tão imprevisível, com ares de independência real ou ativa o suficiente para me encantar.

Com o risco de polemizar, afirmo também que, de maneira geral, as personagens femininas da Disney são pouco relacionáveis, caem em estereótipos e, como alguns podem argumentar, refletem uma problemática um pouco maior sobre o ideal dos contos de fadas e finais felizes. (Quantas não caíam em sono profundo até serem beijadas sem saber pelos amores da sua vida? Alô, mundão!).

Enfim, digo que a premissa deveria ser uma: princesas e/ou heroínas não precisam de um príncipe ou um homem ao seu lado para serem felizes e bem-sucedidas. 

É aqui que entra Moana, uma garota da Polinésia forte o suficiente por si só.

A coisa foi mudando com o tempo, dou créditos ao estúdio. O diretor, Ron Clements, é a prova desses movimentos. Cineasta e animador, ele sempre esteve acompanhando o seu tempo. Primeiro, ajudou a criar “A Pequena Sereia” e “Aladdin”. Depois, contribuiu com a heroína negra de “A Princesa e o Sapo”. Agora, traz Moana às telonas.

Com Mulan, Rapunzel ou Elsa e Anna, em ordem, a coisa mudou um pouco, verdade. Finalmente, tínhamos princesas que tomavam controle do seu destino, sendo aventureiras e dominando por onde passavam. Mas embora mais progressistas em termos feministas, as narrativas ainda não pareciam totalmente completas e adequadas; pois ou são da cultura branca exclusivamente, ou as protagonistas tem medidas corporais nada realistas ou estão ligadas de alguma forma ao casamento e uma trama secundária de amor vs. final feliz, por exemplo.

Moana é a heroína feminista que precisávamos

Já Moana é estrelada por Auli’i Cravalho, uma jovem havaiana de 16 anos (à esquerda na foto). Oficialmente, a sinopse é a seguinte: a filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores, resolve descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família. Então, parte em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Em outras palavras, porém, essa é a história acompanha a vida de uma mulher com uma escolha. Pois desde pequena, ela deve assumir o posto do seu pai como chefe do povo. Proibida de se aventurar pelo oceano, que sempre a chamou, ela se controla para não descobrir o mundo. Mas quando a devastação natural ameaça a fonte de comida e o futuro da ilha em que vive, ela decide salvar sua casa das ruínas. 

Veja o trailer: 

Como resultado, temos um filme que foge da estética heteronormativa branca de relacionamentos dos clássicos. Não existe um interesse amoroso ao longo da trajetória. 

Moana deve provar apenas sua coragem, o espírito determinado e a independência. Para isso, faz uso de suas habilidades atléticas e astúcia. Sem contar que ela não se parece com outras princesas. Os criadores deixaram claro que essa é uma tentativa de representação cultural mais assertiva. Ela é inteligente, divertida e tem uma história incrível e profunda. 

Nós merecemos Moana. 

O filme estreia em 5 de janeiro. 

PS - Se nada disso foi suficiente pra te convencer a assistir, deixo esse adendo que Lin Manuel Miranda (o senhor Brodaway de Hamilton) contribuiu para a trilha. 

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar
julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.