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“A Bela e a Fera” e a missão da Disney em empoderar as princesas

Júlia Korte
há 8 meses54 visualizações

Conheça as razões pelas quais a nova produção irá muito além dos estereótipos 

 “A Bela e a Fera” e a missão da Disney em empoderar as princesas
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A maioria das garotas nascidas na década de 1990 não vê a hora de assistir o live-action de “A Bela e a Fera”, que chega aos cinemas em 16 de março — e nem as mães que provavelmente assistiram tantas vezes quanto suas filhas. Não à toa que o trailer bateu o recorde de mais assistido em 24 horas, somando 127.6 milhões de visualizações em 24 horas, superando “50 Tons de Cinza”. Ainda mais considerando que a personagem ganhará vida com a amada atriz Emma Watson (com direito ao vestido amarelo e cantoria!). 

Nostalgia é pouco. 

E digo mais. Outro fator importante é porque, como muitos já apontaram, diferentemente de Cinderella, Bela é uma princesa inteligente, determinada e com traços feministas.

O novo filme não será uma releitura moderna da narrativa, mas com certeza adicionará algumas características que se relacionem com o público de hoje. Entre eles, encorajar a leitura entre mulheres; Bill Condon, o diretor, disse que essas mudanças inclusive foram inspiradas pelo trabalho da atriz na vida real, que além de embaixadora da ONU, lançou recentemente um clube do livro feminista e sempre usou sua influência como celebridade para falar em favor da igualdade de gêneros.

 “A Bela e a Fera” e a missão da Disney em empoderar as princesas

Esse mesmo ponto positivo, porém, a fez hesitar em participar da trama, uma vez que muitos apontam que o conto se enquadra na “Síndrome de Estocolmo”, um complexo apego em que alguém em cativeiro pode desenvolver pelo seu sequestrador. “É uma questão relevante, e é algo com o qual relutei no começo”, contou em entrevista à Entertainment Weekly. Contudo, ao fim, para Watson, Bela é capaz de discordar e discutir com a Fera, mantendo sua independência e liberdade de expressão, capaz de ter ambições.

Entre as mudanças da trama, está o fato que Bela será uma inventora. Na história original, o que sabemos principalmente é que a personagem é filha de Maurice, um vendedor de livros e inventor, e que ela não se encaixa muito bem no vilarejo. Agora, no entanto, Bela inventou uma espécie de máquina de lavar roupas para que, em vez de ficar fazendo limpeza, ela pudesse ler livros. É isso mesmo, deram uma carreira de inventora para a “princesa”! Nada mal, né? Sem contar que a atriz também se recusou a usar um espartilho, por exemplo.

Quando era mais jovem, nunca tive muito tempo - ou interesse, se for sincera -, em pensar no lado politico das princesas, enquanto assisti milhares de vezes aos contos tão amados. Simplesmente vislumbrava o lado maravilhoso dessas personagens nas telas. Da mesma forma, quando aprendi a reconhecer e me aprofundar na problematização das princesas, fiquei receosa com algumas obras.

Mas Watson tinha razão. A protagonista lê livros e é inteligente e audaciosa, diferente de outras princesas. Ela recusa o pedido de casamento de Gastão (foto abaixo), que fala para Bela fazer massagens e ter filhos com ele. Além disso, ela não fica esperando um príncipe sem nada para fazer. Ao contrário de Branca de Neve ou Aurora, em “A Bela Adormecida”, é o seu beijo, na verdade, que salva o galã da história, o que é muito legal. Inconscientemente, talvez seja por tudo isso que sempre gostei muito do filme, a ponto de regravar fitas de VHS depois de gastá-las por tanto assistir. E nada disso significa que ela não possa ser romântica ou se apaixonar. Afinal, quem somos nós para julgar as escolhas de vida de outra mulher?

 “A Bela e a Fera” e a missão da Disney em empoderar as princesas

Todas essas direções artísticas, como já falei sobre Moana e Mulan, são mais uma prova do esforço da Disney em se reinventar para uma missão mais empoderadora às mulheres, como aconteceu em Frozen, Valente e Malévola. De maneira consciente, as meninas e o novo público do filme talvez não se importem tanto, da mesma forma que eu não me importava. Mas o fato do grande estúdio dar à luz ao debate, focar em narrativas familiares, carreira e independência feminina, é necessário. Não porque é algo “comercial”, e sim pelo legado da obra.  

Resta dizer: chega logo estreia! 

É hora de morfar! Confira as revelações sobre o novo filme Power Rangers

Júlia Korte
há 8 meses35 visualizações

Spoiler: ao que tudo indica, será pura nostalgia e coisa boa

É hora de morfar! Confira as revelações sobre o novo filme Power Rangers
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Os anos 1990 estão de volta e vieram pra ficar. Missy Elliot fez um glorioso retorno, Winona Ryder também. Agora, depois do mundo da moda, com jeans de cintura alta e salto plataforma, o próximo alvo dessa época queridona é o cinema — e isso é ótimo! 

A prova é esse novo trailer do Power Rangers, confira:

Ah, quem não lembra com carinho daquela gangue de adolescentes vestindo uniformes coloridos e capacetes protegendo a cidade de monstros e aliens usando seus poderes e habilidades ninjas?

Ainda há muitos mistérios em volta do filme, mas já sabemos é um remake da série, com direito a elementos do século 21 adicionados à história, o que o torna algo mais adequado aos jovens de hoje, assim como uma obra para conquistar os fãs/millenials nostálgicos.

Uma coisa é certa: analisando o trailer e as informações aqui e acolá, sabemos que será especial. Não do tipo vencedor do Oscar ou de conquistar a crítica necessariamente, mas algo empolgante para o velho público. Além disso, uma produção que deverá trazer uma nova audiência aos ~guerreiros adolescentes~.

Separamos então os fatos e colocamos aqui a nossa opinião. O que podemos esperar, afinal?

1. A narrativa tem a ambição de ser mais elaborada. É verdade que a premissa é meio clichê; são cinco adolescentes até então normais, que se tornam heróis quando descobrem que sua cidade e o mundo estão prestes a serem dominados por um ataque alienígena. Assim, por uma obra do destino, descobrem que são os únicos que podem salvar o planeta. Pelas cenas divulgadas e pequenas pistas deixadas nos teasers, parece que há uma tentativa de aprofundamento mínimo das personagens e uma luz mais séria sobre a personalidade dos rangers. #BoaSorteATodos

2. A vilã vai roubar a cena. Rita Repulsa é uma daquelas maléficas que simplesmente quer dominar o universo e a quem amamos odiar. Na série, porém, ela é mais uma ameaça distante, que envia seus monstros para atacar o planeta representando sua imagem. Diferente da TV, nessa nova versão será uma adversária mais pessoal, que interage com os Power Rangers, de maneira violenta e friamente calculosa. Interpretada pela incrível Elizabeth Banks, ela dá uma repaginada à personagem. Veja a foto: 

É hora de morfar! Confira as revelações sobre o novo filme Power Rangers

3. Teremos um lado mais obscuro dos rangers. Não é sem surpresas que o grande protagonista será Jason Lee Scott, o Ranger Vermelho. Embora na série ele seja mais do tipo amigável e popular, no filme, acreditamos que ele terá alguns "esqueletos no armário". Não ficou claro ainda o que aconteceu no passado, mas temos indícios que ele se envolveu em algo sério, considerando o carro destruído na garagem. Será que bebeu e dirigiu causando um acidente? Alguém morreu? Independente do que seja, ele parece atormentado pelo fato e ser um dos grandes arcos da trama.

4. Veremos poderes que vão além do uniforme. Apesar do próprio título (power, que pode ser traduzido em "poder"), os heróis são mais grandes lutadores de artes marciais do que com características mágicas, por assim dizer. Na série, usam as moedas para morfar nos tais uniformes e serem capazes de lutar com alienígenas e monstrengos estranhos, dando mil piruetas e triplos mortais carpados. Dessa vez, aparentemente o próprio físico deles muda quando encontram a sua fonte de poder.  

É hora de morfar! Confira as revelações sobre o novo filme Power Rangers

5. Acabou a era das roupas coladas de borracha. Os uniformes agora são tipo armaduras, bem tecnológicas, mantendo apenas a cor característica de cada um e um capacete exibindo um formato do animal representando cada herói (vide foto do início do texto). A mudança é uma forma de revitalizar a franquia e atingir quem só viu as séries atuais ou nem conhece nada, assim como os veteranos. 

O elenco do filme conta ainda com RJ Cyler (Billy/Ranger Azul), Naomi Scott (Kimberly/Ranger Rosa), Ludi Lin (Zack/Ranger Preto), Becky G (Trini/Ranger Amarelo), Dacre Montgomery (Jason/Ranger Vermelho), Bryan Cranston (Zordon) e Bill Hader (Alpha 5).

A estreia é dia 23 de março. 

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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.