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Todo mundo tem uma história para contar
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Moana é a heroína feminista que precisávamos

Júlia Korte
há 10 meses14 visualizações
Moana é a heroína feminista que precisávamos
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Quando eu era pequena, sempre gostei muito de “A Bela e a Fera”. Sem dúvidas, era meu desenho favorito. A música era linda, as cores, imagens, tudo me cativava. Confesso, inclusive, que não vejo a hora de assistir a versão que chegará em breve aos cinemas com Emma Watson. Porém, conforme fui crescendo, passei a me identificar mais com outro tipo de animação. 

Veja bem, não quero aqui dizer que os desenhos da Disney não tem seu mérito. Muito pelo contrário, poderia ficar horas discorrendo sobre a importância e as lições de vida que tem nesses contos tão fantásticos. Porém hoje, como uma mulher e feminista, essas histórias criadas principalmente por Alan Menkin e inspiradas nos contos dos Irmãos Grimm ou Hans Cristian Andersen, simplesmente não me satisfazem mais. Ou, pelo menos, não da mesma forma. Por um simples motivo: nenhuma das personagens me parece tão imprevisível, com ares de independência real ou ativa o suficiente para me encantar.

Com o risco de polemizar, afirmo também que, de maneira geral, as personagens femininas da Disney são pouco relacionáveis, caem em estereótipos e, como alguns podem argumentar, refletem uma problemática um pouco maior sobre o ideal dos contos de fadas e finais felizes. (Quantas não caíam em sono profundo até serem beijadas sem saber pelos amores da sua vida? Alô, mundão!).

Enfim, digo que a premissa deveria ser uma: princesas e/ou heroínas não precisam de um príncipe ou um homem ao seu lado para serem felizes e bem-sucedidas. 

É aqui que entra Moana, uma garota da Polinésia forte o suficiente por si só.

A coisa foi mudando com o tempo, dou créditos ao estúdio. O diretor, Ron Clements, é a prova desses movimentos. Cineasta e animador, ele sempre esteve acompanhando o seu tempo. Primeiro, ajudou a criar “A Pequena Sereia” e “Aladdin”. Depois, contribuiu com a heroína negra de “A Princesa e o Sapo”. Agora, traz Moana às telonas.

Com Mulan, Rapunzel ou Elsa e Anna, em ordem, a coisa mudou um pouco, verdade. Finalmente, tínhamos princesas que tomavam controle do seu destino, sendo aventureiras e dominando por onde passavam. Mas embora mais progressistas em termos feministas, as narrativas ainda não pareciam totalmente completas e adequadas; pois ou são da cultura branca exclusivamente, ou as protagonistas tem medidas corporais nada realistas ou estão ligadas de alguma forma ao casamento e uma trama secundária de amor vs. final feliz, por exemplo.

Moana é a heroína feminista que precisávamos

Já Moana é estrelada por Auli’i Cravalho, uma jovem havaiana de 16 anos (à esquerda na foto). Oficialmente, a sinopse é a seguinte: a filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores, resolve descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família. Então, parte em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Em outras palavras, porém, essa é a história acompanha a vida de uma mulher com uma escolha. Pois desde pequena, ela deve assumir o posto do seu pai como chefe do povo. Proibida de se aventurar pelo oceano, que sempre a chamou, ela se controla para não descobrir o mundo. Mas quando a devastação natural ameaça a fonte de comida e o futuro da ilha em que vive, ela decide salvar sua casa das ruínas. 

Veja o trailer: 

Como resultado, temos um filme que foge da estética heteronormativa branca de relacionamentos dos clássicos. Não existe um interesse amoroso ao longo da trajetória. 

Moana deve provar apenas sua coragem, o espírito determinado e a independência. Para isso, faz uso de suas habilidades atléticas e astúcia. Sem contar que ela não se parece com outras princesas. Os criadores deixaram claro que essa é uma tentativa de representação cultural mais assertiva. Ela é inteligente, divertida e tem uma história incrível e profunda. 

Nós merecemos Moana. 

O filme estreia em 5 de janeiro. 

PS - Se nada disso foi suficiente pra te convencer a assistir, deixo esse adendo que Lin Manuel Miranda (o senhor Brodaway de Hamilton) contribuiu para a trilha. 

Rogue One: 10 motivos para ficar (ainda) mais ansioso pela estreia

Júlia Korte
há 10 meses11 visualizações
Rogue One: 10 motivos para ficar (ainda) mais ansioso pela estreia
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Antes de tudo, vamos esclarecer de cara uma coisa: você não precisa ser o maior fã de Star Wars para aproveitar esse filme (ou o post!). Apenas não julgue quem é; tudo bem se você nunca soube por onde começar e viu, aleatoriamente, alguns episódios ou se nunca curtiu o tal do Jar Jar Binks. Ou até se prefere mais o lado sombrio da Força. “Rogue One: Uma História Star Wars” é para você também. Dito isso, vamos ao que realmente interessa: aproveitar o que promete ser um dos melhores longas desse ano.

O novo filme trata dos personagens e eventos da famosa saga “Star Wars”, mas não é (propriamente) parte da sequência. Logo, “Rogue One: Uma História Star Wars” não é o Episódio VIII. Com lançamento mundial nessa quinta-feira, 15, o filme é o único da franquia que será o diferentão.

Cronologicamente, o enredo acontece entre o Episódio III ("A Vingança dos Sith", de 2005) e o Episódio IV (“Uma nova esperança", 1977 – o primeiro episódio a passar nos cinemas). A narrativa mostra como as forças do Império construíram a Estrela da Morte e, como essa arma (sim, Estrela da Morte é uma das mais poderosas), chegou às mãos da Princesa Leia. Em suma, o filme aborda a personagem Jyn Erso, uma criminosa desajustada e com planos ambiciosos para a Rebelião.

Mas depois de mais de um ano de espera, os ansiosos podem comemorar (só os que amam muito sabem o que era o medinho de, talvez, arruinarem tudo): as primeiras impressões dos espectadores nos Estados Unidos foram bem positivas. Ao que tudo indica, portanto, esse será mais um sucesso que agradará os fãs de carteirinha até os recém-chegados.

Aliás, essa é uma coisa muito legal que só Star Wars faz por nós: unir as gerações mais antigas, com os fãs fervorosos, levar ao público fã de games e livros, além de conquistar jovens e crianças.

Assim, sem mais demora, vamos ao que interessa. Trouxemos para vocês alguns motivos que só vão te deixar mais ansioso. Se você é um entendedor, talvez se divirta um pouco mais. Caso não, talvez essa lista te convença a finalmente se render aos encantos do universo. Então, por que assistir?

1. Atores. Apesar de não ter os personagens consagrados, como Han Solo (aquele icônico personagem de Harrison Ford ainda como galã) e Chewie (o peludão que sempre andava com ele), o elenco tem muitos bons atores. Entre eles, Felicity Jones, Donnie Yen, Diego Luna, Jian Wen, Forest Whitaker, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Mads Mikkelsen e Ben Mendelsohn. 

Rogue One: 10 motivos para ficar (ainda) mais ansioso pela estreia

2. Direção. O estilo do novo diretor de pouco tem a ver com o resto da franquia, o que talvez traga um frescor à produção. Até a abertura foge daquela clássica que todos conhecem. Gareth Edwards, responsável pelo novo Godzilla, prometeu que tinha filmes como Apocalypse Now, de 1979, para inspiração — obra essa que, aliás, curiosamente quase foi dirigida por George Lucas, antes de Francis Coppola

3. Darth Vader e o lado sombrio da força. O maior e melhor vilão de todos os tempos, que faz parte da mitologia Star Wars, está de volta. E o que mais importa: James Earl Jones, ator que emprestou a voz icônica aos clássicos, retorna ao seu papel. Além disso, como o filme se passa logo após o que se acreditava ser o fim dos Jedis (vulgo o “lado do bem” com suas espadas de luz), provavelmente vamos ver tempos sombrios.

Rogue One: 10 motivos para ficar (ainda) mais ansioso pela estreia

4. Trilha sonora. Pela primeira vez na história, a franquia não terá a trilha sonora assinada por John Williams, mas sim por Alexandre Desplat, que já trabalhou com o diretor em “Godzilla” (2014) e ganhou o Oscar em 2015 por “O Grande Hotel Budapeste”.

5. Novo droide. Depois do sucesso estrondoso de BB-8, droide do último filme da saga, que foi considerado até a nova alma da franquia, é hora de dar a chance para K-2SO. Segundo fontes oficiais, ele será o oposto do queridinho C-3PO. Quem irá interpretar é o ator americano Alan Tudyk, que ficou conhecido por papeis cômicos e por já ter feito um robô em “Eu, Robô”.

Rogue One: 10 motivos para ficar (ainda) mais ansioso pela estreia

6. As câmeras. Para quem se interessa na parte mais técnica e cinematográfica da coisa, parte das filmagens foi feita com a “Panavision APO Panatar”, que é uma lente restaurada a pedido de Quentin Tarantino em “Os Oito Odiados”. O resultado final é o formato chamado de “Ultra Panavision 70”. Em termos práticos, isso significa que o spin-off vai ganhar uma extensão de campo que, por enquanto, só tecnologias analógicas das antigas conseguem. Ou seja, mais qualidade, uma vez que os personagens e criaturas estão mais focados em figurino, do que efeitos especiais. 

7. Vai ter treta. A obra já foi descrita como um “filme de Segunda Guerra" na tal galáxia muito, muito distante. A promessa é que esse seja um filme de fantasia com lado mais pesado, muitos conflitos, emocionante e intenso. Sem alívios cômicos, teremos mais questões sobre consequência da guerra e opressão.

8. Disney. As produções dos estúdios têm sido na medida certa pelos últimos lançamentos. Não costumam decepcionar o público e as verbas estão muito além de outros filmes. Difícil errarem a mão, por assim dizer. 

9. Empoderamento feminino. Machistas já choraram quando saiu o primeiro teaser do filme, que é uma amostra de muito #girlpower no cinema. O personagem principal é uma mulher, que não segue padrões típicos de heróis no cinema. Além disso, teremos Mon Mothma, personagem de Genevieve O’Reilly, a líder dos rebeldes. 

Rogue One: 10 motivos para ficar (ainda) mais ansioso pela estreia

10. Mistério. No fim, não tivemos muito spoiler do que está por vir, nem por jornalistas que já assistiram à cabine, nem pelos trailers e divulgações até então. O que é legal e lembra um pouco a expectativa gerada pela série antigamente. Não sabemos muita coisa e tudo bem.

Se você ainda não viu, confira o trailer: 

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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.