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Eles voltaram! Ouça músicas inéditas dos Tribalistas

Júlia Korte
há 2 meses1.3k visualizações

15 anos depois de lançamento do primeiro álbum, o trio de MPB mais amado do Brasil divulgou quatro faixas inéditas

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Eles voltaram! Ouça músicas inéditas dos Tribalistas

Foto: Reprodução/ Red Bull

Surpresa! Finalmente o trio mais queridinho do Brasil está de volta. É isso mesmo. Nessa quinta-feira, 10, Os Tribalistas lançaram quatro músicas inéditas pelas redes sociais. “Diáspora”, “Um só”, “Fora da memória” e “Aliança” fazem parte do seu próximo álbum, ainda sem nome e que será lançado no fim do mês.

O grupo, formado por Maria Monte, Arnaldo Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, além de disponibilizar as músicas nas plataformas como Deezer e Spotify, aproveitou a ocasião já para divulgar os clipes, no qual podemos ver os artistas em estúdios. 

Confira:

"Juntos somos um só", dizia uma das frases, em referência ao retorno do projeto e ao verso de uma das canções. 

AI MEU CORAÇÃO!

Em live no Facebook, Arnaldo Antunes afirmou ainda: "Não é volta dos Tribalistas, porque os Tribalistas nunca foram. A gente sempre esteve aí".

O burburinho sobre um possível retorno começou ano passado, quase 15 anos depois do lançamento do álbum Tribalistas, que encantou o Brasil com as agora clássicas “Já sei namorar” e “Velha Infância”. 

Segundo Marisa Monte, que parece ter o “toque de Midas” em todos trabalhos que participa, nestes últimos anos os artistas fizeram diversos encontros sem pretensão de um álbum, mas optaram por tocar o novo projeto: “Há um ano e meio surgiu o desejo de fazer um registro juntos. Temos mais músicas juntos, mas essas pareciam mais potentes com a gente junto", disse. Brown, na ocasião, brincou também que não aguentava mais mentir dizendo que não haveria novidades.

Com a novidade, o sentimento dos fãs é um só: alegria. Por isso aproveito e cito a expressão de Silvio Essinger, do jornal O Globo: “Como a mais bela tribo, dos mais belos índios, um super grupo da MPB desceu à Terra de uma estrela colorida brilhante”

São músicas delicadas, com tons acústicos e melodias lindíssimas, daquele tipo que a gente não cansa de ouvir várias vezes. O projeto é, mais uma vez, um presente ao público ouvinte. 

Talento define essa empreitada. É exatamente o que você esperaria, e isso é a melhor coisa que poderia ser.

O álbum na íntegra veremos até o fim do mês. <3 

Se você não conhece, está na hora de escutar o brasileiro Johnny Hooker

Júlia Korte
há 3 meses625 visualizações

O cantor, que está dando o que falar na imprensa, lançou o ótimo álbum "Coração" essa semana

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Se você não conhece, está na hora de escutar o brasileiro Johnny Hooker

Foto: Bares SP

Johnny Hooker ganhou as manchetes recentemente após ter criticado abertamente uma entrevista concedida por Ney Matogrosso ao jornal "Folha de S. Paulo". "É inconcebível ler a frase 'Que gay o caralho, eu sou um ser humano' no país que mais mata LGBTs do MUNDO(!!)", escreveu. Claro que, com isso, teve gente criticando e polemizando para tudo quanto é lado, tanto que o assunto tomou conta das redes.

Para muitos foi inclusive uma surpresa, ainda mais considerando que, no passado, Johnny foi tantas vezes comparado ao próprio Ney. Em entrevista ao jornal O Globo, Johnny chegou até a defender a sua fala e abordou a questão explicando:

 "Isso é uma diferença de opinião, não uma rixa entre artistas. Só me incomodei com a fala dele. A sociedade não vê os gays como seres humanos. Acho o Ney um artista genial, um revolucionário, um libertário, um artista imprescindível. Mas não acho que ele seja incriticável. Se você não quiser abraçar a causa, ótimo. Mas dizer que “gay é o caralho” demonstra um desdém pela causa. Achei que a fala foi agressiva". -- O link da entrevista completa aqui. 

Ele tem mais de 340 mil seguidores só no Facebook e é queridinho em shows por aí. Mas nesse contexto, muita gente que nunca tinha escutado sobre nele, começou a se perguntar quem seria esse pernambucano dando o que falar por aí e acabou indo atrás da sua música. E que ótimo, pois toda obra dele é maravilhosa. 

O ativismo é importante, e trazer essas questões, fundamental. Mas digo mais, uma coisa é certa: seu novo álbum, "Coração", que foi lançado essa semana, realmente também merece os holofotes. 

Após dois anos de hiato do seu álbum de estreia, "Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!", ele voltou com tudo! Sai o brega e entra o conceitual. 

Não foi uma trajetória fácil; nesse meio tempo, fez uma extensa turnê pelo país, enfrentou a depressão e o término de um relacionamento. Mas tudo isso acabou o inspirando a explorar novos gêneros musicais em uma melodia bem humorada e letras para repetir com gosto. O resultado é uma mistura de samba, carimbó e até um pé no blues. Coisa maravilhosa e brasileiríssima.

 O jovem tem talento, assim como as participações especiais - que merecem seu devido destaque. "Corpo fechado" contou Gaby Amarantos e "Flutua", com Liniker e os Caramelows. Aliás, música essa que acabou censurada no YouTube para maiores de 18 anos por "conteúdo sexual". Quando, em pleno século XXI, na verdade, tem apenas dois homens se beijando. Após contestações nas redes, a plataforma voltou atrás. 

#amarsemtemer

Mesmo com o barulho, foi sucesso de público e crítica. A música "Caetano Veloso", inclusive, chegou a arrancar elogios do próprio Caetano:

Geralmente, seu trabalho é mais famoso como trilhas sonoras. Se nunca reparou, "Volta" fez parte do filme "Tatuagem", "Amor Marginal" marcou presença na trilha da novela Babilônia e "Alma Sebosa" em "Geração Brasil" (curiosamente, Johnny revelou seu lado ator ao interpretar o personagem Thales Salgado na produção). 

Melhor que só falar, é sentir. Então, de logo uma chance e escute: 

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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.