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Já temos a aposta de hit do Carnaval 2017; ouça aqui

Júlia Korte
há 9 meses11 visualizações

Aproveite e conheça Pabllo Vittar, a drag queen que está conquistando o Brasil

Já temos a aposta de hit do Carnaval 2017; ouça aqui
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Antes de qualquer consideração, com vocês, a tal música: 

A composição, de Pabllo Vittar e Rico Dalasam, além das batidas com um quê de funk para lá de contagiosas, tem uma letra fácil de decorar. Considerando o poderoso vocal e a melodia, temos uma combinação perfeita para estourar nas ruas e blocos nesse verão. Pela temática, mais ainda no aguardado Carnaval.

É verdade que falta um tempo para a folia, mas já coloco esse hit para competir no topo das caixas de som com o funk “Deu Onda” — para quem não conhece, é aquela de frases como “meu fechamento é você”, “sua presença me dá onda” e a polêmica “meu pau te ama”, que ganharam a internet rapidamente na forma de memes e versões irônicas. Música do até então pouco conhecido MC G15 com produção de Kondzilla, ela tem tanta coisa “especial” que é impossível não cair na graça do público. Veja:

Como outras canções que já embalaram o feriado previamente, “Todo Dia” é uma pérola, que tem frases diretas e muita animação. Sem contar a autoria de duas pessoas maravilhosas.

Para quem não conhece, Vittar é uma drag queen de 22 anos, nascida no interior do Maranhão. A figura apareceu pela primeira vez na internet com “Open bar”, uma versão em português de “Lean On”, da Major Lazer (banda do produtor americano Diplo), que estourou nas paradas em 2015. Assim como o original, foram milhões de visualizações no clipe.

Junto com a fama na Internet, veio o sucesso fora das redes. Além da presença em festas e baladas, ela foi chamada para a banda do programa “Amor & Sexo”, onde também estará para a próxima temporada. Já lotou show no Cine Jóia (casa tradicional em São Paulo), fez campanha para a marca Avon e está para lançar nada menos que um álbum, o “Vai Passar Mal”, que promete misturar ritmos como arrocha, hip hop e samba. Não bastasse, foi apontada pelo jornal “O Globo” como artista maior que Anitta e Ludmilla em 2017. Coisa pouca, né?

Rico Dalasam, seu parceiro nessa empreitada, é outro fenômeno. O dono do hit 'Aceite-c' já cantou até em Londres e fez uma participação especial na poderosa música "Mandume", do Emicida. Primeiro rapper assumidamente gay do Brasil, une orgulho negro e LGBT. Tem também os álbuns "Modo Diverso" e "Orgunga" nas costas, cujas as melodias caíram no gosto para quem curte uma "ferveção". Dá-lhe representatividade.

Já temos a aposta de hit do Carnaval 2017; ouça aqui

Eu não sou lá muito fã de Carnaval (não me julguem!), mas devo dizer que dá até vontade de dançar na cadeira enquanto escuto o som. Ainda arrisco que é muito empoderamento uma drag queen se juntar com o primeiro rap queer para fazer o Brasil todo cantar: "Eu não espero o carnaval chegar pra ser vadia/ Sou todo dia". 

Por que você deveria estar ouvindo Tony Bennet

Júlia Korte
há 10 meses3 visualizações
Por que você deveria estar ouvindo Tony Bennet
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Os poucos que chegam aos 90 anos esperam ao menos ter a sorte (e a saúde) para assoprarem as velinhas no bolo de aniversário. Enquanto isso, pessoas como Tony Bennet estabelecem novos padrões sobre o que é estar vivo.

Um crooner do seu tempo, Tony é um daqueles músicos que é simplesmente impossível não amar. Ou, ao menos, admirar. Era 1946 quando o lendário cantou pela primeira vez uma casa noturna. E agora, no auge do seu quase um século de vida, discute a possibilidade de uma parceria com Beyoncé, faz aparições e shows em programas norte-americanos com frequência e fala sobre o desejo de lançar um álbum. “Ainda tem muito que eu gostaria de fazer”, declarou recentemente. Provando, mais uma vez, que vigor e elegância certamente não são palavras suficientes para defini-lo.

Tony também não dá indícios de que vá diminuir o ritmo tão cedo. Só em 2016, ganhou o seu 19.º Grammy; teve um show de luzes em sua homenagem no Empire State Building, em Nova York, dedicado por Lady Gaga, sua (improvável) parceira; botou mais um livro na conta com uma obra sobre as pessoas importantes em sua vida; recebeu inúmeros programas especiais com seu nome; sem contar as participações incríveis no palco.

Mas todo esse sucesso não é à toa. Tony parece ser uma daquelas pessoas que leva a sério tudo que faz, com muito talento e profissionalismo, mas simplesmente muita leveza. Afinal, jazz pode ser algo difícil e até duro para quem não está acostumado a escutar.

Por isso, a sua capacidade de cercar-se de outros astros é um dom raro nessa indústria. São os encontros com artistas contemporâneos que trazem um respiro essencial à sua longa carreira, com mais de 70 anos de trajetória. Entre os nomes, Queen Latifah, Norah Jones, Alejandro Sanz, Carrie Underwood e Mariah Carey. Essas parcerias não só agradam aos fãs dos clássicos, como atraem um novo público, muito mais jovem.

Quase como sua missão aqui também fosse atrair novas audiências ao jazz, gênero incompreendido por tantos. E isso só é possível porque Tony é um intérprete notável, capaz de emocionar com sua voz sólida. O vocal, aliás, é o foco do seu trabalho. Como esse lindo exemplo de dueto com Amy Winehouse, nossa musa eterna:

As próprias histórias trazidas pela mídia são um encanto (e a prova de tudo isso). Sobre o seu encontro com Lady Gaga, disse uma vez: “Ela foi muito amável e doce. Eu disse ‘adoraria fazer um álbum com você’. Então, ela respondeu ‘Tudo o que você quiser, eu faço’". Coisa maravilhosa, não é? Ainda mais considerando o quão surpreso ele pareceu com a resposta da musa.

Por que você deveria estar ouvindo Tony Bennet

O resultado é que apenas uma semana após o seu lançamento, o álbum “Cheek to Cheek” já configurava no topo da lista da Billboard, feito que tornou Bennet, aos 88 anos, o artista mais velho a contar com o reconhecimento. O campeão anterior? Ele mesmo, aos 85 anos, com outro álbum de parcerias, “Duets II”.

Agora, ganhamos de Natal o especial “Tony Bennett Comemora 90: O Melhor Está por Vir”, recém-lançado e já disponível para streaming em plataformas como o Spotify. A obra foi feita a partir de um concerto no Radio City Music Hall, em setembro, e conta com nomes de peso, como Stevie Wonder, Michael Bublé, Leslie Odom Jr. e Lady Gaga. Há ainda participações gravadas de Billie Joe, Elton John e Bob Dylan, e segmentos de entrevistas com Tony, além de um número cômico estrelando Alex Baldwin, que reprisou sua imitação feita no Saturday Night Live anos atrás.

Deixo aqui meu apelo, entre o Drake que toca incontrolavelmente na rádio (e a quem amamos também): escutem Tony Bennet e se deixem encantar.

Continue assim, Tony.

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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.