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7 razões para assistir a “Big Little Lies”, a grande vencedora do Emmy

Júlia Korte
há um mês57.2k visualizações

Porque essa série da HBO merece os prêmios e a sua atenção

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7 razões para assistir a “Big Little Lies”, a grande vencedora do Emmy

Foto: reprodução/ HBO

Mesmo com tantas produções novas surgindo a cada dia, não é sempre que encontramos uma série tão digna de uma maratona quando “Big Little Lies” (HBO). Além de uma trama cheia de reviravoltas emocionantes, drama e suspense na medida, somos agraciados por atuações de alto nível.

Se você já viu as sinopses, talvez ela não tenha te chamado atenção, pois geralmente resumem a algo como: mães, mulheres ricas, crianças e assassinato. Contudo, não é nada disso e seria pedante tratar a série assim.

Confira o trailer:

Animou? Então já digo de antemão: cuidado com spoilers ou ao dar um Google sobre antes. A história é incrível e o final - que vai te deixar boquiaberto! - não merece ser arruinado antes.

A série é uma adaptação do livro homônimo de Liane Moriarty. Vencedora de 8 Emmys, o que mais chama atenção é como a obra conseguiu abordar personagens mulheres complexas - algo que, acredite ou não, ainda é raro na indústria cinematográfica e televisiva.

São apenas sete episódios e um elenco de grandes estrelas, que inclui Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Zoë Kravitz, Shailene Woodley e Laura Dern.

Mas sem mais delongas, aí vão as razões para gastar seu próximo dia de folga ou final de semana nisso: 

1. A abordagem sobre as mulheres. As personagens não são clichês, estereótipos e também não têm a personalidade traçada por um olhar tipicamente masculino, o que traz uma nova luz à representatividade de gênero. O que é até meio patético dizer já que, na verdade, simplesmente traz mulheres (não, não somos perfeitas, não somos rasas e nem dependemos emocionalmente de uma figura do sexo masculino). Porém, há uma complexidade e profundidade ao trazer a personalidade e problemas realistas; seja pelo relacionamentos, desejo, medos a questão de sucesso e carreira, a opressão, imperfeições e por aí vai. 

2. É uma lição de sororidade. Elas não estão umas contras as outras, não é sobre rivalidade. Além do perdão e em aceitar quem nós somos, sem julgar com facilidade, de certa forma, nos diz quase como: “em um mundo de preconceitos, as mulheres devem se apoiar umas nas outras”. É também, assim, sobre encontrar conforto.    

7 razões para assistir a “Big Little Lies”, a grande vencedora do Emmy

Foto: reprodução/ HBO

3. Não tem temáticas levianas. A série traz à tona, entre outras questões, a violência doméstica de uma forma como raramente vemos na telinha. No caso, é interessante e doloroso acompanhar a personagem de Nicole Kidman, Celeste Wright, que é uma advogada que abandonou a carreira para cuidar dos filhos. Pelas aparências, ela possui uma vida invejável em sua mansão, ao lado do seu marido bonito, Perry (Alexander Skarsgård). Na realidade, ela é abusada física e sexualmente por ele. Ou seja, para quem negava esse fato, passa a mensagem clara de que a violência pode acontecer com qualquer mulher. E quanto mais conhecemos a fundo essa tóxica relação e o comportamento dele, mais temos um retrato sobre o ciclo de violência doméstica e todas as questões e implicações disso na vida da mulher e da família como um todo. Mesmo que ela seja privilegiada na ficção, essa é uma triste realidade que existe na nossa sociedade em todas as classes. 

7 razões para assistir a “Big Little Lies”, a grande vencedora do Emmy

Foto: reprodução/ HBO

4. A trama prova que o julgamento da sociedade não reflete a realidade dos indivíduos. A narrativa tem muitos flashbacks após um assassinato (isso não é spoiler!). Muitas pessoas são interrogadas sobre a vida desse grupo de mulheres, mas a verdade é que ninguém sabia realmente como era a vida delas. Nem os conflitos, intrigas ou sentimentos. Isso é curioso porque desperta cada mais interesse e demonstra que aparências enganam. 

5. O elenco de peso e impecável, incluindo as crianças. Todas as protagonistas femininas ganhando o reconhecimento foi um espetáculo à parte. Além do “time Oscar” que está no elenco, as crianças são fofas e talentosas. Tanto é que Iain Armitage, que faz um dos personagens, irá interpretar agora no spin-off de “The Big Bang Theory”, “Young Sheldon”. 

7 razões para assistir a “Big Little Lies”, a grande vencedora do Emmy

Foto: reprodução/ HBO

6. A duração na medida. São apenas 7 episódios, não aquela coisa cansativa e que se prolonga muito, como vemos em algumas séries que tem 24 episódios por temporada. É uma história com começo, meio e fim. Você até fica com vontade de ver mais (e rolam negociações para isso), mas você sabe o que aconteceu, como num livro.

7. Uma trilha sonora para colocar no repeat depois. De clássicos de Elvis Presley até Alabama Shakes, é impossível não se emocionar ou reparar o quanto a melodia faz parte. É uma curadoria sensível. Curiosamente, no programa, uma das crianças, Chlor Mackenzie (Darby Camp) é uma menina de gosto musical impecável, algo que até define sua personagem, já que está sempre com telefone na mão para criar playlists do momento. Em sua homenagem, fizeram até playlist no Spotify. Você pode conferir aqui

Não perca mais tempo e corre lá! A série está disponível para assinantes HBO nos serviços on demand do canal e no Now da NET. 

Confira os melhores momentos e a lista completa de vencedores do Emmy 2017

Júlia Korte
há um mês2.5k visualizações

Trump foi atacado, "RuPaul"teve seu momento, mas as grandes séries campeãs foram "The Handmaid´s Tale" e "Big Little Lies"

Confira os melhores momentos e a lista completa de vencedores do Emmy 2017
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Foto: reprodução/ HBO

A noite da grande festa da televisão aconteceu nesse domingo, dia 17, em Los Angeles, Califórnia. Foi a 69ª edição do Emmy Awards, conhecido também como o "Oscar da TV". 

Apresentado pelo excelente Stephen Colbert, esse ano o evento não decepcionou; teve grandes estrelas no tapete vermelho, incluindo os fofos de "Stranger Things" arrasando, esquetes divertidos e politizados atacando o presidente Trump, e os grandes indicados da noite, como "Big Little Lies" e "Veep" marcando presença. Curiosamente, "Westworld" e "Feud", que eram cotadas para alguns prêmios, acabaram não levando a melhor. 

Como sempre, foi relativamente previsível (é quase uma tradição). Por outro lado, "Game of Thrones", a série que mais venceu na história da premiação, não concorreu essa noite, já que sua última temporada não estreou a tempo, o que foi ótimo, pois abriu espaço para outras revelações. Uma bela surpresa foi assistir "The Handmaid´s Tale” ganhar como "Melhor Série Dramática", “Veep” como "Melhor Série de Comédia”, e “Big Little Lies”, como "Melhor Minissérie ou Filme". 

No palco, Colbert estava afiado e brincou: “A maior estrela da TV do ano passado foi Donald Trump”, continua Colbert. “Donald Trump foi indicado várias vezes ao Emmy por "Celebrity Apprentice", mas nunca ganhou. Por que vocês nunca deram um Emmy a ele? Se ele tivesse ganhado, ele nunca teria se candidatado à presidência. É culpa de vocês. (…) Ao contrário da presidência, o vencedor do Emmy é escolhido por voto popular.” 🔥🔥🔥

Na mesma linha, foi uma delícia assistir Alec Baldwin ganhar a estatueta de ator coadjuvante em série cômica por sua interpretação famosa de Trump em "Saturday Night Live". Roubando a cena, declarou no discurso: “Acho que eu deveria dizer: senhor presidente, finalmente, aqui está o seu Emmy”.

Mas a hora e a vez realmente foi delas. Entre os destaques, Laura Dern, favorita, vencendo como melhor atriz coadjuvante por "Big Little Lies", destacando que "tem orgulho de refletir mulheres ferozes que encontraram a sua voz", a incrível Kate McKinnon, de "Saturday Night Live", que levou a estatueta pelo segundo ano consecutivo por melhor atriz coadjuvante em série cômica, e Elisabeth Moss, que após seis indicações finalmente voltou com a estatueta para casa. Sem contar que "Big Little Lies" e ""The Handmaid´s Tale", que trazem mulheres como protagonistas envolventes e temáticas relevantes, foram consagradas as grandes vencedoras.  

"Master of None", que ganhou roteiro de série cômica (merecido!), foi especial por mais um motivo. O episódio em questão, foi um do Ação de Graças, que mostra o que o feriado ao longo de vários anos representa aos personagens Dev (Aziz Ansari) e Denise (Lena Waithe). Lena foi impactante. Ao receber o prêmio disse: “As coisas que nos fazem diferentes são super poderes”. Com excelente atuação, foi um brinde à diversidade. E Lena Waithe é agora a primeira mulher negra a ganhar o Emmy de roteiro de comédia. 👏👏👏

Ainda uma bela surpresa da noite foi Donald Glover levar seu primeiro Emmy como melhor diretor em série comédia por "Atlanta". Ele torna-se, assim, também o primeiro diretor negro a vencer a categoria. Antes tarde do que nunca para começarmos a dar espaço para a diversidade, hein? A cereja do bolo foi ele ter recebido o prêmio do icônico Dave Chapelle.  

Outro momento super divertido foi quando a drag RuPaul fez uma participação como "a Emmy", a estatueta em si. “O Oscar é bonitinho, namorei com ele por um tempo. Mas não acredito em um homem nu que segura uma espada.”, disse. Arrasou!

Abaixo, a lista completa dos vencedores: 

Melhor Série de Drama: The Handmaid's Tale

Melhor Série de Comédia: Veep

Melhor Telefilme: Black Mirror - San Junipero

Melhor Minissérie ou Série Limitada: Big Little Lies

Melhor Ator em Série de Drama: Sterling K. Brown (This Is Us)

Melhor Atriz em Série de Drama: Elisabeth Moss (The Handmaid's Tale)

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama: John Lithgow (The Crown)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama: Ann Dowd (The Handmaid's Tale)

Melhor Ator Convidado em Série de Drama: Gerald McRaney (This Is Us)

Melhor Atriz Convidada em Série de Drama: Alexis Bledel (The Handmaid's Tale)

Melhor Ator em Série de Comédia: Donald Glover (Atlanta)

Melhor Atriz em Série de Comédia: Julia Louis-Dreyfus (Veep)

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia: Alec Baldwin (Saturday Night Live)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia: Kate McKinnon (Saturday Night Live)

Melhor Ator Convidado em Série de Comédia: Dave Chapelle (Saturday Night Live)

Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia: Melissa McCarthy (Saturday Night Live)

Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme: Riz Ahmed (The Night Of)

Melhor Atriz em Série Limitada ou Telefilme: Nicole Kidman (Big Little Lies)

Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme: Alexander Skarsgard (Big Little Lies)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme: Laura Dern (Big Little Lies)

Melhor Direção em Série de Drama: The Handmaid's Tale, Reed Morano

Melhor Direção em Série de Comédia: Atlanta, Donald Glover

Melhor Direção em Série Limitada ou Telefilme: Big Little Lies, Jean Marc-Vallée

Melhor Roteiro em Série de Drama: The Handmaid's Tale, Bruce Miller

Melhor Roteiro em Série de Comédia: Master of None, Lena Waithe e Aziz Ansari

Melhor Roteiro em Série de Limitada ou Telefilme: San Junipero (Black Mirror), Charlie Brooker

Melhor Programa de Esquetes: Saturday Night Live

Melhor Programa de Variedade: Last Week Tonight with John Oliver

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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.