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Santa Clarita Diet, o seu novo prazer inconfessável

Júlia Korte
há 9 meses51 visualizações

Tudo sobre o sucesso do Netflix e o porquê os zumbis não morrem (risos)

Santa Clarita Diet, o seu novo prazer inconfessável
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Você talvez tenha pensado: “o enredo parece tão tosco que eu nem darei uma chance”. Mas pelo visto, não vai ter jeito: essa promete ser a nossa próxima razão para fazer uma maratona no final de semana. Pois se a crítica especializada estiver certa, a inusitada série, que fica disponível a partir de amanhã (03) no Netflix, vai cair no gosto do público geral.

Isso é, se você tem estômago para ver muitos miolos e carne humana sendo usada como vitamina...

Santa Clarita Diet é inusitada desde o começo. A história aborda a vida de um casal de corretores de imóveis que mora em um populoso subúrbio em Los Angeles, EUA (daqueles bem na linha Desperate Housewives e 90210, onde todos os dramas acontecem, lembra?). Bem, eles têm uma filha adolescente, Abby (Liv Hewson), e vivem uma rotina normal, até o dia em que Sheila morre e ressuscita com o desejo para lá de impróprio de se alimentar com carne humana. Confira o trailer:

Em outras palavras, ela vira uma "zumbi". Mas de típica, essa produção não tem nada, especialmente quando comparada a outras do gênero, como Walking Dead. E, por essa razão, chamar a protagonista de um zumbi pode até soar meio ridículo. Isso porque, tirando o apetite esquisito, diferente daqueles cadavéricos horrorosos alegóricos, ela ganha mais disposição e vigor do que nunca quando toma os tais "shakes proteicos"; a ponto de dar inveja nas amigas do bairro.

Com muito humor negro e sem a pretensão de ser algo diferente do que é, torna-se, inevitavelmente, a comédia perfeita para que tem “estômago”. 

Santa Clarita Diet, o seu novo prazer inconfessável

Despretensiosa, Santa Clarita Diet é ainda cheia de palavrões, sangue e cenas para lá de irreverentes. Antes, Sheila era certinha e só fazia sexo esporadicamente. Depois dos fatos, além de muita energia, ela precisa pensar em alternativas para satisfazer sua fome, afinal, cadáveres não são "frescos". 

Como sua família decide apoia-la nesse processo, apesar de todos os traumas que isso pode causar, eles vão se meter em situações complicadas para atender ao exigente paladar da mãeContudo, para manter o espírito leve, eles criam uma regra ética de só matar cidadãos ruins, como pedófilos. Ou seja, viram meio justiceiros. Algo bem divertido e que funciona bem no contexto, ao que tudo indica. 

A questão que fica é: depois de sermos forçados a assistir até adaptações zumbis de Jane Austen, não cansou um pouco essa trama da cultura pop? 

E a resposta é não.

 A teoria possível por trás é bem simples. De certa forma, canalizamos nossos anseios modernos pelos morto-vivos. Primeiro, os zumbis foram classificados como "outros", uma caracterização com cunho racial e social, que discutia nos filmes e livros de terror questões tipicamente humanas de preconceito. Em outros momentos, eles são um símbolo da violência, quase desnecessários às próprias tramas, já que o pior acaba sempre sendo os próprios humanos tendo que lidar com instintos de sobrevivência. 

Ou pense até mesmo em obras como "Meu Namorado É um Zumbi", que trás toda questão do amor platônico e temas quase adolescentes. Não convencido? E quando os zumbis são sinal de um apocalipse por vir, uma grande infecção após uma arma de destruição em massa? Não te assemelha em nada os tempos sombrios que vivemos? 

Santa Clarita Diet, o seu novo prazer inconfessável

No fim, apesar de tudo ser sempre meio fora de contexto, sentimos empatia pelos personagens e situações. Logo, acabamos todos meio viciados nessa cultura pop e obcecados com a ideia do que aconteceria numa trágica reviravolta como essa, seja familiar ou em escala mundial. Tragédia, reforço, pouco glamourosa em qualquer narrativa.

Então, entra essa nova criação, um misto de "Modern Family" com "iZombie", na qual uma família deve enfrentar uma verdade sombria, ou uma doença (se você considerar morrer e acordar com apetite de carne humana assim), e todas implicações morais do cenário. Funciona. 

Não é o ideal para fãs hardcore do gênero, mas é mais um imaginário relacionável desse grande mistério que é viver. 

Conheça Frontier, a nova aposta do Netflix

Júlia Korte
há 9 meses50 visualizações

A série com Jason Momoa, de "Game of Thrones", acaba de lançar no Brasil e nós trouxemos algumas curiosidades para vocês

Conheça Frontier, a nova aposta do Netflix
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Pediram para o protagonista Jason Momoa, de "Game of Thrones", definir a sua nova série dramática, “Frontier”, que estreou hoje, dia 20, no Netflix. Sabe o que ele respondeu? 

“A versão engraçada seria: eu, enrolado em pele, coberto por sangue, matando britânicos, enquanto me vingo da morte da minha família. É um pouco mais complicado que isso, mas depois continua nessa linha, daí eu falo Inglês, continuo coberto de sangue e enrolado em peles”.

Brincadeira à parte, a história criada por Rob Blackie e Peter Blackie se passa ao final de 1700 e aborda a vida de comerciantes de couro animal durante o período da primeira exploração da América do Norte (é aquela mesma época de “O Regresso”, filme vencedor do Oscar com Leonardo DiCaprio, lembra?). 

Basicamente, um monte de europeus se enfrentando com nativos por território e mercadorias, conforme o trailer anuncia. Confira: 

Assim como Taboo (com Tom Hardy), da FX, esse lançamento promete heróis, choque entre culturas e filosofias, além de muitos interesses em jogo. Por conta  dos ares de "Coração Valente", a trama pode ser um pouco previsível nesse sentido. Mesmo assim, pelo que a crítica e espectadores que já assistiram disseram, com certeza  será um belo entretenimento para embalar uma noite com uma pipoquinha. Isso é, se você estiver no ânimo de um pouco de violência também. 

Contudo, antes de encarar, uma dica: dizem que é bom estar atento aos detalhes nessa aventura épica, que mistura muitos fatos e locais históricos com ficção (mas nada que um fã de Senhor dos Anéis ou Game of Thrones não tenha encarado). Assim, um mapinha americano na mão ou prestar bastante atenção nos nomes dos personagens e lugares não dói, tá?

Conheça Frontier, a nova aposta do Netflix

Agora, guardamos o melhor para o final, uma história de bastidor que o produtor-executivo, Jeff Fierson, nos presenteou. 

Segundo Fierson, ele e seu colega, Brad Peyton, passaram meia hora treinando antes de ligar para Jason Momoa e convencê-lo a aceitar o papel por nervosismo. Porém, foi tudo em vão, pois o ator que acabou ficando meia hora os convencendo em como ele era escolha certa para interpretar Declan Harp. Inesperadamente, no final da ligação, o ator disse que antes de acatarem com a decisão, deveriam conhecer sua casa. E assim eles foram. 

Bem, quando lá chegaram, tiveram uma surpresa e foram recepcionados exatamente da maneira em que os fãs imaginam uma caricatura de Momoa... Basicamente, o gigante estava pendurado em uma parede de escalada que mandou fazer para si e os filhos, sem camisa (risos). Segundo o relato, ele então teria descido em uma pose bem confiante, cumprimentado os executivos e começado a atirar machadinhos que ele tinha feito à mão (super normal!) e que, por acaso, estavam disponíveis em um cesto. No final da noite, todos estavam praticando o "esporte"e fecharam o acordo. 

Se todos vamos se encantar da mesma forma com o drama, só assistindo mesmo. Mas quem gostar, pode comemorar! Mesmo antes da estreia, Frontier já foi renovada para uma segunda temporada.

Com seis episódios, a nova produção, resultado de uma parceria com a Discovery Canadá,  conta ainda com Alun Armstrong (Coração Valente), Landon Liboiron (Hemlock Grove), Zoe Boyle (Downton Abbey) e Allan Hawko (Republic of Doyle). Vai ter maratona sim! 

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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.