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Sobre a volta de Luther - e outras séries britânicas que você precisa conhecer

Júlia Korte
4 месяца назад32.6k просмотров

Todas as produções imperdíveis com atrativos que vão muito além do charmoso sotaque 

Sobre a volta de Luther - e outras séries britânicas que você precisa conhecer
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Seja você fã de produções com humor sofisticado ou de novelinhas de época, deveria dar uma chance aos seriados britânicos. É sério. Embora eles sejam constantemente ofuscados pelos "fenômenos" norte-americanos, uma coisa é certa: os ingleses sabem o que fazem na TV.

O Reino Unido está cheio de excelentes tramas um elenco talentoso. É até uma injustiça que não tenham caído tanto no mainstream

Então, aproveitando a confirmação da volta do elogiado drama “Luther” (BBC), que havia sido encerrado em 2015 e retornará em 2018 (oba!), separamos uma lista com alguns das obras imperdíveis — de gêneros variados, para agradar a todos - diretamente de lá. 

Confira:

Luther (BBC) 

Esse é, sem dúvidas, um dos melhores dramas policiais já feitos. Se perdeu fé no gênero, essa é a redenção que precisava. Estrelada pelo excelente Idris Elba, a trama acompanha a trajetória do policial John Luther, um investigador brilhante e atormentado pelos demônios pessoais. Relativamente curta, cada temporada traz uma narrativa central, cujo ciclo se fecha no último episódio, o que dá ares de minissérie à produção. O personagem possui ainda métodos pouco convencionais para resolver os homicídios, enquanto se envolve numa relação doentia com uma psicopata. Já existem 4 temporadas disponíveis e agora os fãs foram agraciados com a notícias de que teremos inéditos ano que vem. 

Downton Abbey (ITV) 

Criada por Julian Fellowes, a série se passa na propriedade rural de Downton, onde vive a família aristocrática Crawley e seus criados, à época logo após o naufrágio do Titanic. De um lado, o Conde deve manter seu legado, enquanto as matriarcas se preocupam com o futuro das três filhas: Mary (Michelle Dockery), Edith (Laura Carmichael) e Sybil (Jessica Brown Findlay). Além da fotografia e figuro impecáveis, a série tem romance, crime e muito drama. E não que faltem motivos, mas uma das razões da série existir é a personagem Violet Crawley, interpretada pela atriz Maggie Smith (a Professora Minerva, em “Harry Potter"), que ocasiona os melhores diálogos da produção. 

Sherlock (BBC) 

O famoso detetive dispensa apresentações. Mas essa adaptação merece seu tempo no sofá. A série conta a vida de Sherlock Holmes, só que no século XXI. Utilizando-se dos personagens da história criada por Conan Doyle, essa série tem temporadas curtas com três episódios longos, diferente do formato tradicional, e é bem ágil no roteiro. Os finais também sempre são surpreendentes. Além disso, o elenco é daqueles para não por defeito; o trio principal é formado Benedict Cumberbatch, Martin Freeman e Andrew Scott.   

Doctor Who (BBC) 

Ano passado, a série completou 50 anos (!!!). É isso mesmo. O primeiro episódio foi ao ar dia 23 de novembro de 1963. A chamada "primeira era" acabou na década de 1980, mas foi retomada em 2005. A história traz as aventuras de um personagem que viaja pelo tempo e espaço, e esse universo traz infinitas possibilidades narrativas, então não se preocupe: mesmo com 26 temporadas na série clássica e 7 na série atual (até agora!), o elenco e os dramas sempre se renovam.

Black Mirror (Netflix)

Realizada com episódios independentes, essa série traz uma visão dura sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e problematiza as relações humanas em tempos de avanço desenfreado de novas ferramentas. Como o próprio criador, Charlie Brooker, explicou: “Se a tecnologia é como uma droga – e ela parece com uma droga – quais são precisamente os efeitos colaterais?".  De maneira genial, aborda o pior lado da humanidade, em uma realidade que estamos a um passo de chegar (ou chegamos de certa forma). Algumas tramas são melhores que outras, mas com certeza você vai ficar reflexivo. Não é aquela comédia leve para o domingo, hein? 

Skins (MTV) 

Sexo, drogas e muito rock nesse retrato da juventude britânica ~descolada~, ou a história de um bando de jovens sem limites com problemas típicos da adolescência e começo da vida adulta. Tudo tendo como cenário a cidade de Bristol, no sudoeste da Inglaterra. Mas você devia dar uma chance porque nenhum dos personagens é caricato, superficial ou previsível. Não espere nada que vá na linha de The OC ou Gossip Girl. Os acontecimentos são muito naturais e o fluxo é bem diferente: a cada duas temporadas, há uma mudança de elenco e personagens. O enfoque é o mesmo, mas o grupo não. 

The Crown (Netflix)

Considerada pelo The Guardian uma das melhores da história, essa série se passa no ano de 1947. O início é o casamento de Elizabeth II, até então princesa, e Philip Mountbatten, antes de herdar a coroa aos 25 anos de idade devido à morte de seu pai, o rei George 6º. Escrita pelo roteirista do filme "A Rainha", Peter Morgan, a produção tem figurinos incríveis e atuações ótimas. Além disso, um dos aspectos mais envolventes são as reflexões sobre o papel da mulher na sociedade, mesmo sendo um retrato histórico. 

The Fall (BBC Two, RTÉ One)

Essa minissérie, sucesso de público e crítica, conta com a maravilhosa Gillian Anderson na pele da agente Stella Gibson, uma mulher extremamente inteligente e cuidadosa, que investiga um assassino em série. O psicopata Paul Spector, por sua vez, é interpretado por Jamie Dornan, que é o "marido e psicólogo perfeito" com vida dupla (estilo Dexter). Esse drama de gato e rato rende muita ação e suspense. Muito bem executada, outro ponto alto para a produção: é sobre feminismo. Diferente do que possa pensar, Paul mata por ser machista, e os diálogos falam sobre a dificuldade dos homens reconhecerem a independência das mulheres. Aplausos. 

Penny Dreadful (Showtime) 

Não poderia faltar esse terror, não é? Não tem fórmula melhor do que essa: sangue, violência, sexo e terror, com personagens sinistros e histórias apelativas. E Eva Green! Retratada numa fictícia era vitoriana no Reino Unido, o berço da literatura inglesa no século 19, a trama dá a vida a personagens famosos como Dorian Gray, Drácula, Victor Frankenstein. Muito além do suspense, temos uma história complexa sobre esses personagens e os fenômenos sobrenaturais da cidade. Tudo isso numa trilha sonora e fotografia de aplaudir de pé. 

Tá esperando o que? 

10 séries pouco valorizadas que você deveria assistir

Júlia Korte
4 месяца назад9.1k просмотров

Essas pérolas não deveriam ser tão boas, mas definitivamente valem uma maratona

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Game of Thrones ou American Gods? Blá blá. Todo mundo conhece essas séries e não se fala de outra coisa. Mas temos que ficar esperando pelos episódios eternamente e, depois que as temporadas acabam, ficamos um ano órfãos até retornarem.

Em vez disso, eu proponho: que tal dar uma chance para os tesouros escondidos por aí?

Veja bem, não estou de forma alguma menosprezando nenhum dos grandes títulos. Inclusive fui a primeira a assinar HBO para ver Westworld e virei a madrugada com House of Cards antes de tomar um spoiler. Só que de vez em quando é bom sair do mainstream e mergulhar em vários episódios, os nossos pequenos prazeres inconfessáveis por assim dizer.

Por isso, aqui vai uma lista com nomes de séries que você talvez tenha menosprezado/duvidado no passado, seja pela sinopse ou qualquer detalhe diferentão. E que merecem o seu tempo no sofá! A diversão é garantida.

iZombie

"Liv" Moore (Rose McIver) era uma residente com a vida perfeita. Até que foi transformada num zumbi. Diferente de Walking Dead, esse não é sinal do apocalipse. Os mortos-vivos são funcionais e interagem na rotina. Com o pequeno detalhe de comerem cérebro para manter sua humanidade... Ela então passa a trabalhar no departamento legista, mas, a cada cérebro que consome, herda a memória que nele habitava. Assim, ajuda a polícia a desvendar crimes dos defuntos. Parece sem pé nem cabeça, mas é extremamente divertida - e está bem longe de ser um besteirol. 

Lúcifer

Baseada nos quadrinhos de Lucifer Morningstar, personagem da graphic novel "Sandman", de Neil Gaiman, a série conta a história do Diabo depois que ele decide passar férias em Los Angeles. É isso mesmo! Desenvolvida por Tom Kapinos, produtor executivo de Dawson’s Creek e criador de Californication, essa ficção meio cômica e policial, é para lá de irreverente. O bom elenco também reforça as razões para dar uma chance, já que vai muito além da religião. 

Crazy Ex-Girlfriend

A produção conta a história de Rebecca (Rachel Bloom), uma profissional obstinada e de sucesso e que, em um ato impulsivo, desiste de um brilhante futuro em Manhattan, para encontrar o amor em West Covina, Califórnia. Apesar das maluquices da personagem e dos muitos momentos musicais improváveis, esse programa é de alta qualidade. O humor também é para lá de inteligente. Impossível não se apaixonar.

Reign

A série é inspirada (bem livremente!) na história de Mary Stuart, Rainha da Escócia, e sua luta para garantir seu trono, frente a uma batalha intensa com Elizabeth I, sua prima da coroa inglesa. A trama pode conter fatos históricos, mas está mais para um Gossip Girl com trajes da corte. Tem romance, guerra e conspirações com uma trilha sonora deliciosa. Distração melhor não existe, diz aí. 

Billions

Ah, como são encantadores os problemas do primeiro mundo! Essa produção caprichada é quase uma novelinha que traz a briga de gato e rato entre Chuck Rhoades (Paul Giamatti, da minissérie "John Addams") e Bobby Axelrod (Damian Lewis, de "Homeland"); um advogado agressivo que tem planos de se tornar governador de Nova York versus um dos nomes mais ricos e conhecidos de Wall Street, respectivamente. Poderia ficar tediosa rapidamente, mas a fórmula deu certo. 

Outlander

Baseada nos livros de Diana Gabaldon, a série gira em torno da protagonista Claire Beauchamp Randall (Caitriona Balfe), uma mulher do século XX que, por conta de um rito antigo e poderoso,  acaba voltando ao tempo e vai parar no ano de 1743. Ou seja, espere muito drama, gente linda e cenários incríveis. Se isso não te convenceu, dizem que um dos fãs é o escritor George R.R. Martin, responsável pelos livros que deram origem à Game of Thrones.  

Please Like Me

Essa obra australiana narra a história de Josh, um jovem que larga a namorada por ser gay e passa por uma jornada de descobertas, romper com preconceitos e conquistar autoestima. É daquelas séries de chorar e rir ao mesmo tempo nas cenas, já que trata a sexualidade de maneira delicada. Há quem diga que é um Woody Allen mais legal e mais moderno. Os personagens também são bem relacionáveis; ninguém é feliz o tempo todo, nem tem grana de sobra. 

Chewing Gum

Essa produção original do Netflix narra a história de uma das personagens mais criativas e únicas dos últimos tempos: Michaela Coel), uma jovem cristã de 24 anos que deseja perder a virgindade com o noivo, Ronald (John McMillan), um religioso fervoroso, contrário a qualquer envolvimento íntimo dos dois antes do casamento. Para entender sobre a sedução, ela conta com sua amiga experiente Candice e sua avó Esther.  Polêmica, imprevisível e hilária. 

Bojack Horseman

Com humor irreverente, essa animação é uma bela crítica ao mundo das celebridades. A trama gira em torno do ator BoJack, um sujeito meio cavalo, meio humano, que foi o protagonista de um famoso programa dos anos 1990. Agora, está depressivo e alcóolatra. É o típico excêntrico que funciona. 

Legion 

Baseada no universo dos X-Men, essa produção traz mais uma boa história sobre super-heróis mutantes. Comandada por Noah Hawley (Fargo), a produção não segue a típica jornada do herói. Com uma estética incrível, mesmo sem a participação de Wolverine, você vai querer ver até o final. Contar mais é dar spoilers. 

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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.