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O que podemos esperar da polêmica adaptação de "Death Note" na Netflix

Júlia Korte
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Júlia Korte

A versão norte-americana do mangá japonês de sucesso não está agradando a crítica especializada

O que podemos esperar da polêmica adaptação de "Death Note" na Netflix

Foto: reprodução/ Locker Radio

Na sexta-feira, dia 25, depois de uma longa espera, os fãs finalmente poderão conferir o live-action de “Death Note”, o anime de maior sucesso do Japão na última década.

Veja o trailer:

Para quem não conhece, “Death Note” era um mangá aclamadíssimo, de autoria de Tsugumi Oba e Takeshi Obata, que foi publicado na revista Shonen Jump entre 2003 e 2006, e com 12 volumes encadernados pelas editoras mundo afora. 

Agora, nessa versão norte-americana, quem irá viver o papel principal é o ator Nat Wolff, conhecido por “A Culpa é das Estrelas” e “Cidades de Papel”. De maneira resumida, ele interpretará Light Turner (aos fãs da obra original, não estranhem, o sobrenome mudou na versão ocidental), um estudante que encontra um caderno macabro que mata quem tiver o seu nome escrito nele. Após descobrir os efeitos do objeto, ele começa a caçar criminosos e, por isso, acabará sendo perseguido pelo detetive L (Lakeith Stanfield).

A trama é ótima. A questão é que, além de um sucesso de público estrondoso, possui fãs muito apaixonado pelas história. E sabem como é: grandes obras = grandes expectativas = altas quedas, especialmente quando temos a ocidentalização de uma obra oriental. 

Por essas e outras, logo de cara o público dividiu opiniões; enquanto uns ansiavam para ver nas telas seu personagem favorito, outros tinham receio de que fosse mais um caso de whitewashing.

O próprio diretor, Adam Wingard, revelou em entrevista ao Yahoo Movies que chegou até a receber ameaças de morte após ser escalado:

"No segundo em que fui confirmado no filme, imediatamente fãs irados de Death Note estavam dizendo que eu arruinaria tudo, antes mesmo de termos finalizado o roteiro. Eu entendo a paixão das pessoas, e a opinião delas, e realmente não levo para o lado pessoal quando as pessoas me mandam ameaças de morte, ou me mandam para aquele lugar no Twitter".

O pior é que, não bastassem esses receios, a crítica vem sendo para lá de dura com a produção. “Cafona, estúpido, enrolado e ridículo. No lado positivo, se seus globos oculares precisam de um revigorante exercício, esse filme os fará rolar sem parar”, disse Inkoo Kang, do TheWrap. É dai pra baixo. Ai, ai, ai. 

Com os reviews, conquistou apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes até então. Isso deve ser um problema, já que muita gente com certeza vai desistir antes de menos de clicar o play. 

Deve fazer muito barulho claro e precisamos acompanhar a repercussão (sem contar que precisamos assistir antes de julgar). Contudo, o terreno é perigoso. Essa versão promete ser didática, ideal para desconhece o universo dos mangás. Aos entusiastas da cultura, que consideram o personagem um ícone, o melhor talvez seja passar longe. 

A estreia será dia 25 de agosto na Netflix.