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Precisamos falar sobre o discurso da Madonna no Billboard

Júlia Korte
10 ay önce128 görüntüleme
Precisamos falar sobre o discurso da Madonna no Billboard
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A Rainha do Pop deu o que falar com o seu discurso ao aceitar o prêmio de “Mulher do Ano”, oferecido pela Billboard, na última sexta-feira, 9. O pronunciamento, de cunho feminista, foi de deixar qualquer um emocionado. Madonna relembrou a sua trajetória desde que se mudou para Nova York e os obstáculos que enfrentou na carreira musical e como atriz. Vocalizou então um dos maiores problemas da nossa sociedade, trazendo uma poderosa mensagem sobre a desigualdade de gênero. 

“Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina. Obrigada por reconhecerem minha habilidade de dar continuidade à minha carreira por 34 anos diante do sexismo e da misoginia gritante, e do bullying e abuso constante”, iniciou. 

Tornar-se o ícone que ela é hoje exigiu árduo trabalho. Madonna Louise Ciccone, mais conhecida como Madonna, dedicou 34 dos seus 58 anos à carreira, em que atuou como dançarina, compositora, cantora, atriz, produtora, escritora e entertainer. Responsável por hits como “Like a Prayer”, “Vogue”, “Hung Up” e “Celebration”, enfrentou muitos desafios ao longo da vida, tendo sida criticada por diversas controvérsias religiosas e sexuais — ou como assim muitos a descrevem. Reconhecida mundialmente, já vendeu mais de 300 milhões de discos no mundo inteiro e é considerada como uma das artistas musicais feminina mais bem sucedida de todos os tempos.

Mas falar de Madonna não é uma tarefa fácil. Todos nós temos uma impressão sobre ela, pelo menos, de alguma das suas facetas. Especialmente as mulheres, ainda mais as de certa idade, que se lembram dos tempos áureos da MTV e recordam o alvoroço após a estreia do clipe “Like a Virgin”, em 1984. Vestida de branco, arrastão e crucifixo, foi acusada por moralistas e organizações religiosas que o vídeo “promovia” o sexo sem casamento e comprometia valores. Acusada de puta, tentaram proibir o seu clipe de circulação e até boicotar o sucesso da música.

Como fazer jus, então, a talvez nosso primeiro grande ídolo pop feminino? 

Estrela, camaleão artístico, ousada, provocadora, mãe, artista, feminista, mulher. Qualquer uma dessas palavras cabe bem em sua descrição, só que certamente não é suficiente. Porque acima de tudo, Madonna é um ser humano mais profundo e complexo do que qualquer texto vai abordar. E, por isso, desvendar Madonna a um leigo em poucas linhas é ainda pior, como autores sempre tentaram ao longo dessas décadas de sucesso. 

Afinal, ela não é só a "mulher do ano"; é um ícone cultural por décadas, que nunca teve medo de expressar sua opinião, inseguranças, expor fragilidades, fracassos, relacionamentos e até desejos, na arte e na vida. 

Pode soar clichê, mas de alguma maneira, ao fazê-lo, permitiu que muitas mulheres — até então presas pelas amarras da sociedade — sentissem que tudo bem se expressar também. 

Assim, não tentarei fazer isso neste texto. Limito-me a dizer que nascer em um mundo de Madonnas, já deixou o meu caminho como feminista um pouco mais fácil de ser trilhado. 

Gosto musical e literário à parte, devemos aplaudir Madonna, que sempre condenou o machismo. Como anunciou em seu discurso, foi principalmente por conta de suas vivências, que lhe ensinaram muito, mas nunca tiraram sua vontade de viver, que ela se tornou quem é:

“Era 1979 e Nova York era um lugar muito assustador. No meu primeiro ano [na cidade] eu fiquei sob a mira de uma arma de fogo, fui estuprada num terraço com uma faca na minha garganta e tive meu apartamento invadido e roubado tantas vezes que parei de trancar as portas. Com o passar do tempo, perdi para a AIDS ou para as drogas ou para as armas quase todos os amigos que tinha. Como vocês podem imaginar, todos esses acontecimentos inesperados não apenas me ajudaram a me tornar a mulher ousada que está aqui, mas também me lembraram que sou vulnerável, e que na vida não há segurança verdadeira exceto sua autoconfiança”, declarou.

Precisamos falar sobre o discurso da Madonna no Billboard

Afinal, a mãe de quatro filhos já foi julgada em praça pública tantas vezes, que é quase impossível não se emocionar com sua biografia e palavras. Como sempre, roubou o show com o que sempre foi sua maior arma: a sinceridade. Algo que “não se pode conter, fingir, reproduzir ou colocar um preço”, descreveu a própria Billboard. 

Dali pra frente, enquanto ocupou o palco, foram só lições de vida ao público. Tratou do seu crescimento como mulher, as dificuldades, figuras que lhe inspiraram, de como é ser tratada como a pessoa mais odiada do planeta, o trabalho, a família e a desigualdade de gênero: 

“Eu me lembro de ser a manchete de cada jornal e revista. Tudo que lia sobre mim era ruim. Eu era chamada de vagabunda e de bruxa. Uma das manchetes me comparava ao demônio. Eu disse ‘Espera aí, o Prince não está correndo por aí usando meia-calça, salto alto, batom e mostrando a bunda?’ Sim, ele estava. Mas ele era um homem. Essa foi a primeira vez que eu realmente entendi que mulheres não têm a mesma liberdade dos homens”.

Por fim, só lhe restou apontar o dedo em uma crítica não só à indústria da música, mas à sociedade:

“Não há regras se você é um garoto. Há regras se você é uma garota. Se você é uma garota, você tem que jogar o jogo. Você tem permissão para ser bonita, fofa e sexy. Mas não pareça muito esperta. Não aja como você tivesse uma opinião que vá contra o status quo. Você pode ser objetificada pelos homens e pode se vestir como uma prostituta, mas não assuma e se orgulhe da vadia em você. E não, eu repito, não compartilhe suas próprias fantasias sexuais com o mundo. Seja o que homens querem que você seja, e mais importante, seja alguém com quem as mulheres se sintam confortáveis por você estar perto de outros homens. E por fim, não envelheça. Porque envelhecer é um pecado. Você vai ser criticada e humilhada e definitivamente não tocará nas rádios”.

Lacrou e mostrou todo o poder de uma mulher. Enfim, faço das palavras de Madonna as minhas. Obrigada por nos representar. No fundo, todas sempre aspiramos ser um pouco mais como você. 

A quem quiser, segue vídeo na íntegra:

Esse robô saiu na capa da Elle. Agora ele quer destruir você

Júlia Korte
10 ay önce193 görüntüleme
 Esse robô saiu na capa da Elle. Agora ele quer destruir você
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A última edição do ano da revista Elle (Editora Abril) aborda as principais mudanças e transformações no mundo da moda. Para sair um pouco da rotina e focar no futuro, a publicação decidiu inovar trazendo, pela primeira vez, um robô para estampar a capa de dezembro.

O nome da "modelo" é Sophia e ela faz parte de um projeto avançado de inteligência artificial por uma startup de Hong Kong, a Hanson Robotics — onde, aliás, também foi realizada a sessão de fotos. O que poucos sabem, no entanto, é que sua arquitetura é um pouco mais complexa do que parece. Mais do que isso, um tanto polêmica.

Diferente do que o senso comum pode apontar, as falas da androide não são pré-programadas. Ou seja, mesmo que ela tenha uma memória digital criada inteiramente pela equipe de engenheiros, ela tem a capacidade de ouvir, compreender e interpretar os locutores. O que possibilita isso é um algoritmo que faz com que ela “pense” quais palavras usar ou de que maneira reagir, processo semelhante ao da mente humana e a outros assistentes virtuais, como a Siri, Google Now, etc.

Em outras palavras, Sophia não é como uma boneca infantil que solta frases como “mamãe” toda vez que você aperta a barriga. Pelo contrário, tem a capacidade de decidir sozinha o que ela vai (ou não) responder, usando essa memória pré-programada. E é aí que a coisa assusta um pouco. 

Um exemplo claro aconteceu há pouco tempo, quando a robô concedeu uma entrevista para Charlie Rose, importante jornalista americano, que é apresentador do programa “60 minutos”, em que disse “ter alma” e que iria “destruir a humanidade”. Confira:

Quanto mais a tecnologia avança, mais estranhamento ela causa; o desconforto vem justamente da sensação de não sermos capazes de distinguir o que é realidade e o que é o mundo virtual. A própria Sophia, que ainda é um modelo primordial do que nos guarda o futuro, por exemplo, já é capaz de imitar mais de 62 expressões faciais.

A ficção e a comunidade científica não se cansam. Aficionados também adoram debater o assunto. A TV e o cinema, nem se fale. Até o último sucesso da HBO, a série Westworld (baseado no filme de mesmo nome de 1973), traz um pouco da temática, com tal “revolução das máquinas”. Conheça: 

Essa lista, embora muito divertida, poderia se prolongar muito. Por mim, destruam ela antes que as Sophias por aí dominem o planeta (acorda, Brasil!). Mas eu deixo para vocês julgarem o resultado.  A quem possa interessar, a revista também já está disponível nas bancas. 

 Esse robô saiu na capa da Elle. Agora ele quer destruir você
Hikayeyi okudun
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julia.korte
Jornalista e geek de coração. Praticante de binge-watching. Vive a base de cafeína e boa música. Um crush eterno em cinema e seriados.