ENTRETENIMENTO

Será que Katy Perry pode redimir o pop em 2017?

Júlia Korte
Author
Júlia Korte

Tudo o que já sabemos e podemos esperar da nova fase da cantora

Será que Katy Perry pode redimir o pop em 2017?

A estrela lançou ontem, 8, um caça ao tesouro aos seus milhares de seguidores do Twitter. O pote de ouro? Uma prévia incrível da sua nova música, que anuncia um possível hit do seu esperado álbum, que deve chegar em breve, embora ainda sem data de estreia. 

Tudo começou com um post enigmático na rede social, em que ela mostrou o vídeo de uma bola de disco (daquelas de festa) sendo arrastada por uma corrente do seu salto alto. Veja: 

Na sequência, os fãs tiveram acesso à um mapa, mostrando onde os globos e encontravam em 12 cidades do mundo, com detalhes de como descobri-los. Entre os locais, o ponto turístico do cabaré Moulin Rouge, em Paris, o parque McCarren, em Nova York, e até no Japão. 

A surpresa era que bastava conectar o fone para aproveitar o teaser de “Chained to the Rhythm”, uma batida retrô que combina os gêneros disco e reggae, segundo ouvintes, e que estará disponível na íntegra sexta-feira . Rapidamente, é claro, uma chuva de posts tomou conta das Internet e o tema se tornou um trend topic globalmente, aquecendo o coração dos KatyCats. 

Essa é a primeira autoria da musa depois de “Rise”, a canção que foi tema das Olimpíadas, mas que passou meio batido entre o público geral, comparado aos seus hits de rádio. E a diva pop, que exibiu um novo look com madeixas loiras,  está agendada também para se apresentar domingo nos prêmios Grammy, num evento de gala que acontecerá em Los Angeles.

Mas todo esse marketing (diga-se de passagem, maravilhoso) nos faz acreditar que ela está preparando um álbum arrebatador depois do sucesso estrondoso de “Prism”, em 2013, e que ainda veio acompanhado de um tour mundial que durou mais de um ano. 

No paralelo, porque ela não cansa de arrasar, ainda esteve bem ativamente atuando em política, com apoio à Hillary Clinton na campanha contra Donald Trump e na Marcha das Mulheres.

Recordes, ela não cansa de bater. Para quem não lembra, Katy apareceu até no Guiness Book, o livro dos recordes;  entre as citações, “Melhor artista em vendas digitais nos Estados Unidos”, com 72 milhões de vendas digitais (até 31 de Outubro de 2014), incluindo as vendas de Dark Horse, single que foi platina 6 vezes. O livro cita também os singles “California Gurls” “E.T” (ambos sete vezes platina) e “Firework” (nove vezes platina) como os maiores hits de Perry.

Mas o que sabemos até então de KP4 (álbum ainda sem título)? 

Ele está chegando, isso é fato. O agente dela, Steven Jensen, havia dito previamente que ele seria revelado até o final de 2016. Apesar de um pouco atrasado, já temos a confirmação da própria no Twitter – ufa! 

Muitos shows estão (possivelmente) por vir. Quando um troll atacou a cantora também na plataforma, ela respondeu dizendo: o vejo no meu show 2K17. Seria uma promessa? Não brinca com nosso coração, K. 

Podemos esperar um som diferente. Além das melodias com diversas referências da nova produção, em entrevista ao New York Times, em 2016, ela disse que estava pesquisando algumas coisas novas e não queria pular direto em alguma tendência. 

Ela colaborou com os produtores Max Martin e Shellback. Esse aí inclusive é o homem por trás de “I Kissed a Girl”, “Hot N Cold” e “Teenage Dream”. Ironicamente, também autor de sucessos de Britney Spears e o próprio “Bad Blood”, de Taylor Swift. Só coisa boa, hein? Letra é tudo mesmo. 

Temos algumas pistas, diretamente do Snapchat. Confira:

Com todo meu respeito aos outros artistas estrangeiros, mas considerando que Lady Gaga abandou o posto de rainha do pop por enquanto, Madonna não tem nada nesse sentido em vista, Christina Aguilera deu poucos indícios por aí, acho que depois de uma toada de Justi Bieber, Katy pode vir a salvar o pop esse ano.

Como anunciou a própria Forbes, ela é uma das artistas mais bem sucedidas de todos os tempos, com “apenas” três álbuns nas costas. Assim, as expectativas talvez estejam mais altas pra ela mais do que para qualquer um no gênero. É um posto, no mínimo, difícil para manter, vamos concordar. 

E, por fim, antes de me despedir, só queria dizer que é ÓBVIO que faltam milhares de outros artistas não citados e ela é só um bom exemplo de sucesso. Mas para alguém que não teve fracassos até então, ou seja, que teve pelo menos uma música emplacada globalmente, diria que é meio importante. 

Nova Era para a cantora?