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COMIDA FEIA EM MONTREAL. GOSTOSÍSSIMA

COMIDA FEIA EM MONTREAL. GOSTOSÍSSIMA
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Por: Raio Gourmetizador

O cozinheiro é meio maluco, o bistrô barulhento e os pratos são improváveis, sem nenhuma preocupação com a estética. Mas a comida é absurdamente saborosa.

O chef biruta e criador do restaurante Au Pied de Cochon, de Montreal, no Canadá, é Martin Picard, que transforma o porco, o pato e outros bichos em algo que, a princípio, não parece razoável. Ele mistura pé de porco com foie gras, serve cabeça inteira de leitão, oferece língua de bisão, o boudin noir (chouriço) também com foie gras e tudo parece duvidoso e arriscado.

Mas... a primeira garfada é como um raio na boca. É o sabor em seu estado mais direto e excitante, quase bruto. São várias opções em que o cochon baila com o foie gras ou aparece em exibição solo, mas o astro principal é o pé de porco “harmonizado” com o fígado da ave. Dê uma olhada na foto do prato: nele não há qualquer preocupação dos cozinheiros, todos jovens com jeans, camiseta e bandana, em limpar os respingos nas laterais. Esqueça aquela simetria e virtuosismo na apresentação dos pratos nos restaurantes finos. No Au Pied de Cochon de Martin Picard o que vale é a expressão corajosa do gosto.

Au Pied de Cochon

536, Avenue Duluth Est, Montréal, Canadá

VINHO CONTENDO LEITE, OVO OU PEIXE. E AÍ, VAI BEBER?

Por: Raio Gourmetizador

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VINHO CONTENDO LEITE, OVO OU PEIXE. E AÍ, VAI BEBER?

Muitos vinhos europeus começam a chegar ao mercado com novas expressões nos rótulos, além do já conhecido “contém sulfito”, ou anidrido sulfuroso, um antioxidante e fungicida poderoso – sem ele, o vinho iria para o vinagre rapidinho. Agora os rótulos também poderão trazer outras menções não muito atraentes, tipo “contém leite” ou “contém ovo”. Antes que você grite argh!, saiba que as autoridades sanitárias europeias estão com o copo cheio de boas intenções: querem alertar as pessoas alérgicas a esses produtos.

Isso será feito com um selo, para finalmente revelar uma prática bem antiga. Há séculos os vinicultores europeus utilizam a caseína do leite ou a clara de ovo para clarificar e estabilizar o vinho. E também o colágeno de peixe, entre outros. São matérias jogadas na superfície do líquido, formando uma camada gelatinosa que desce lentamente ao fundo da cuba de aço ou tonel de madeira aglutinando partículas, resíduos da casca, polpa e sementes. Elas não chegam à garrafa, apenas alguns traços permanecem e podem afetar as pessoas alérgicas. Daí a determinação da EFSA, órgão europeu que cuida da segurança dos alimentos.

E no Canadá entrou em vigor no ano passado medida semelhante. Mas enquanto na Europa a obrigação vale apenas para os derivados do leite e ovo, os canadenses serão informados também que o vinho “contém peixe”. E aí, vai beber?

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juliana.saad
Jornalista especializada em Viagem, Estilo de Vida e Luxo. Percorre o mundo em busca dos destinos, pessoas e experiências mais interessantes do planeta.