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SÁBADO PASSADO

Julia Soicher
há 8 meses1 visualizações

a vontade de viver uma aventura se encontra em mim.
enraizada fortemente.
e porque nao?
se nao agora, entao quando?

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ponho o camel entre os labios.
trago.
sigo.
augusta a baixo.
beco.
blitz.
caos.
anexo b.

entre tentar nao morrer atropelada e tirar mais um cigarro do bolso, não penso.
entrei.
uma drag domina o palco.
sua presença é intoxicante.
a musica para.
os jurados analisam.
cada movimento é calculado.
estou fora da minha zona de conforto.

preciso pensar.
saio para fumar.
cláudio, o segurança, me olha feio.
15 minutos.
é tudo que tenho para montar uma linha de raciocínio.
15 minutos é muito pouco.
não consigo.
fumar sob pressão é uma merda.

entro de novo.
cláudio solta mais um olhar torto.
sento no canto onde o ar condicionado bate.
fecho o olho.
avril lavine canta para mim.

brigadeiro.
quero brigadeiro de panela.
respiro fundo.
inalo o ambiente a minha volta.
me pergunto: quantas belas aventuras ja não aconteceram no conforto dos meus lençois?
bato a porta na cara de cláudio.
sigo em direção a minha próxima grande aventura.

O MELHOR LUGAR DO MUNDO

Quando pequena costumava passar pela avenida sumaré. Olhava para cima. Olhava para os diversos rostos colados no vidro. Perguntava para minha mãe "O que é aquilo?". Ela sem jeito, sempre tentava contornar o assunto. O metro nunca foi seu forte.

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Acabei crescendo. E sempre que passava pela larga e arborizada avenida não podia deixar de olhar para cima. O gesto acabou se tornando meu pequeno comprimento aos desconhecidos. Minha maneira de dizer a estas pessoas comuns, que eram comuns, mas nao esquecidas.

Um dia fui ao dentista. O destino é irrelevante, o foco é o meio de transporte. Utilizei de nada mais nada menos do que o metro de São Paulo. O grande inimigo de mãe. Estava adiantada, e afim de matar tempo acabei ficando no trem até o fim da linha. Digo seguramente que meu tédio era imensurável.

Nao foi há tanto tempo atras. Mas foi um daqueles acontecimentos que transformam nossas vidas. Nunca vou me esquecer do momento em que meu coraçao palpitou um pouquinho mais rapido. Do momento em que minhas palmas se umideceram. Do momento em que as minhas pupilas dilataram levemente. E eu, por dois segundos, esqueci de respirar.

Me encontrei, perdida. Submersa em meu novo mundo. E pela primeira vez, ao me deparar com meus velhos companheiros, me senti livre.

Finalmete estava vendo o Santuário Da Santa Fátima de cima para baixo.

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juliasoicher
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