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VSCO

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Quando foi passado para nós, como sala, a ideia de um diário de bordo, algo instantaneamente se despertou em mim.

O registro (quase) diário dessa jornada, realmente, era mágico.
A intensidade do nosso próprio viver ganhando vida. Cores.
É, acho que foram as cores.

Instantaneamente pensei nos filtros.
Aqueles, usados para corrigir, ajustar, e melhorar a foto. Torna-la viável para ser jogada no abismo do mundo virtual.
Mas não. Não era isso.

Esses mesmos responsáveis pela “vida editada”, pela imagem criada por nós, de nós, eram tão poderosos.
Decidi tomar outro rumo.
Ser diferente.
Só pra variar, ser “do contra” e tornar as coisas um pouquinho mais soicher.

Traduzi (ou tentei), tudo que sentia nesses dados momentos em cor: tcjarã. Filtros. Dessa vez, usados para “o bem”.
Vivendo aquele velho cliché de que fotos falam mais que mil palavras criei um VSCO.
Rede social, utilizada meramente como ferramenta.

O mais perto que cheguei de traduzir essa visão distinta que eu sentia que tinha do cotidiano.
Toda valorização do detalhe sempre presente e tao fortemente enraizada, finalmente traduzida para mundo, em apenas um click.

Sou uma pessoa de palavras. Sempre fui. Compreender e transpassar o sentimento sempre foi sinônimo de escrever.
Mas dessa vez não. Minha jornada.
Essa coleção de memórias.
Compilação de tudo que vivi (nesses meses de experiência) , pela primeira vez se deu em imagens.

Assim nasceu meu VSCO. Como um simples trabalho final de semiótica, se tornou fundamental.
Instrumento terapêutico.
O responsável por me mostrar que palavras, apesar de dizerem, e falarem, nem sempre transmitem.