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Como me encontrei procurando a tal da Dory

Laís Siqueira
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Laís Siqueira

De início, me encontrei desesperada.

Cá estou eu, aos 23 anos de idade, levando as crianças ao cinema. Veja bem, não são exatamente criancinhas, mas também não estão perto dos 23 anos.

Não faço a menor ideia da última vez que tinha ido ao cinema numa quarta-feira a tarde para assistir uma animação, então tinha esquecido do que eram 10.827 crianças no mesmo ambiente, acompanhadas de seus pais/avós ou "tias" da escolinha, correndo por todos os lados.

Percebi então, que havia 3 filmes para crianças em cartaz:

Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina (... que eu não sabia que tinha sido produzido)

Como me encontrei procurando a tal da Dory

A Era do Gelo: Big Bang (... que eu calculo que seja o 189º da franquia, desculpa gente, parei no primeiro)

Como me encontrei procurando a tal da Dory

E finalmente, Procurando Dory (... o culpado):

Como me encontrei procurando a tal da Dory

Lembro de ter pensado que as crianças deveriam estar ali para assistir aos outros filmes, afinal faziam 2 semanas que o desenho da Pixar estava em cartaz...

Errei feio, errei feio, errei rude.

Aparentemente, todas as 10.827 crianças estavam ali para apreciar o mesmo filme que eu, e por ter chegado somente 15 minutos antes da sessão, fui obrigada a sentar praticamente embaixo da tela, ao extremo canto esquerdo da sala. AWESOME.

Nem tudo estava perdido, no entanto. Apesar do barulho provocado pelos pequenos, consegui absorver o filme da forma mais aconchegante possível (talvez nem tanto, tinha esquecido o casaco, e estava morrendo de frio).

Procurando Dory tinha a difícil missão de superar ou se equiparar ao seu antecessor da franquia, o aclamado Procurando Nemo. E consegue, à sua própria maneira, tornar-se tão memorável quanto. A personagem de Dory, tão adorada no primeiro filme, ganha aqui seu merecido destaque e profundidade, contando o que aconteceu com ela antes de conhecer Marlin e seguir na empreitada de resgatar Nemo, e inicia sua jornada de ir atrás de sua própria família, lutando sempre contra a sua doença que a tornou, ironicamente, memorável a todos nós: a perda de memória recente.

E é através desse artifício, que Procurando Dory encontra sua própria identidade, e nos entrega uma nova aventura. Sim, eu sei não há nada de realmente inovador no longa, e sim, eu também sei que ele segue a mesma fórmula de Procurando Nemo, porém, eu gosto da forma como os papéis se invertem aqui. No primeiro, era o pai que procurava o filho, e nesse é a filha que busca os pais, mas com uma profundidade diferente.

Antigos personagens são encontrados, com destaque é claro, para Marlin e Nemo, mas somos introduzidos também à novas carinhas tão incríveis quanto, com destaque para: GERALDO.

Como me encontrei procurando a tal da Dory

NÓS TE AMAMOS, GERALDO.

Como me encontrei procurando a tal da Dory

O desenho, TALVEZ, não seja tão engraçado quanto o primeiro filme, devido ao drama vivido pela Dory que constantemente sofre as consequências de sua doença, mas ao mesmo tempo, não deixa de ser divertido.

É o tipico desenho da Pixar que faz você se sentir com o coração aquecido, e que consegue mais uma vez, arrancar gargalhadas e fazer um cisco entrar no seu olho.

O mais legal, foi perceber as diferentes reações que ele causa nas crianças e nos adultos, SÓ AMOR.

Por fim, saí do cinema com a incrível sensação de que preciso ir mais às sessões vespertinas das quartas-feiras, seja pelas criancinhas com sapatos que acendem luzinhas subindo e descendo as escadas, seja pelas vovós que não sabem em qual fila ficar, seja pelas mães que claramente só levaram os bebês de 1 ano e meio ao cinema como desculpa para ver o desenho, ou seja pelas lindas da Pixar, Disney ou Dreamworks.

Deixo então o convite para assistirem essa belezura ;)

PS: O curta metragem apresentado antes, Piper: Descobrindo o Mundo, é MARAVILHOSO.

Termino aqui, com a imagem mais fofa do mundo:

Como me encontrei procurando a tal da Dory