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13 coisas sobre amamentação que ninguém te conta

Lilis Sobral
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Lilis Sobral

Falou em amamentação a gente logo pensa: “Oh, que gesto mais lindo! A progenitora alimentando sua cria em um momento de pura conexão entre mãe e filho”. Sim, tem isso. Amamentar é mágico e super importante. 

13 coisas sobre amamentação que ninguém te conta

Crédito: Elza Fiuza / Agência Brasil

Tanto que os pediatras lançaram este ano a campanha Agosto Dourado, para reforçar os benefícios do aleitamento materno. Mas há mais mistérios entre o peito e o bebê do que sonha a nossa vã filosofia.

Por exemplo, você sabia que o leite pode vazar quando a mulher fica feliz? Quando pensa no neném, abraça uma amiga querida ou até mesmo no meio do sexo? Essa foi uma das curiosidades reveladas pela obstetriz (vulgo parteira), especialista em maternidade e minha amiga Nathalie Leister.

Aqui vai uma lista com 13 coisas que ninguém costuma falar sobre amamentação:

1) Queima calorias
Só o processo de produção do leite já elimina cerca de 700 calorias por dia! Não que essa seja a nova fórmula do abdômen sarado, mas o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê dá aquela forcinha para voltar ao peso normal depois da gravidez.

2) É bom pegar sol nos mamilos
Alguém disse topless? Com certeza. Os raios solares estimulam a produção de vitamina D e deixam a pele do seio mais forte, o que ajuda a prevenir e cicatrizar rachaduras nos mamilos. Sim, pode acontecer, e sim, queremos evitar, então o ideal é começar durante a gravidez. Dez minutos duas vezes por dia são suficientes, sempre antes das 10h ou depois das 16h, para não torrar os peitos. E é sempre bom lembrar que no Brasil não é permitido fazer topless em espaços públicos.

3) O leite pode vazar em momentos felizes
Nas palavras da obstetriz Nathalie: “Momentos felizes liberam um hormônio chamado ocitocina, que também estimula a produção do leite. Então o peito pode vazar quando você abraça uma amiga, transa, pensa no bebê mamando ou sente amor e felicidade”. Uma loucura esse corpo humano.

4) O bebê não nasce sabendo mamar
Chocante, eu sei. Aquela história de que é só colocar o neném no peito para ele começar a sugar é uma grande mentira e deixa muitas mães de primeira viagem frustradas, quando não desesperadas. Apesar de ter o reflexo da sucção, o recém-nascido não sabe como pegar o peito direito e por isso pode não conseguir de primeira. Mas ele aprende, com a ajuda da mãe, que por sua vez pode e deve ter orientação de especialistas no assunto. Com paciência e persistência vocês vão encontrar juntos a posição certa e garantir a pegada perfeita.

5) A garganta fica seca
Do lado de uma mãe que amamenta tem sempre uma garrafa de água. Essa é a lei, porque amamentar dá muita, muita, MUITA sede. O motivo é meio óbvio: o corpo perde bastante líquido quando o bebê mama, por isso é preciso turbinar a hidratação. O recomendado é tomar pelo menos dois litros de água por dia. Água de coco também uma boa opção.

6) Dá para congelar o leite
Vai voltar a trabalhar? Ou precisa se ausentar por algum motivo? Não precisa parar de amamentar não. É só tirar o leite antes, colocar num pote esterilizado e congelar. Até 15 dias ele não perde nenhum nutriente e só precisa ser amornado antes de oferecer para o bebê.

7) Cuidado com a candidíase mamária
Pois é, o terror das pepekas também assombra os mamilos. A candidíase é uma infecção por fungos e pode aparecer nas mamas se elas ficarem muito úmidas e abafadas. Ou seja, se o peito vazar e ficar muito tempo molhado, ou se você usar absorventes para os seios e não trocar regularmente. Mamilos sempre secos mantém os fungos bem longe.

8) Talvez rolem umas mordidas
Com ou sem dente, o neném pode dar umas apertadas com a boca no bico dos seios. “Às vezes eles fazem isso para o controlar o fluxo de leite. Se vem muito, por exemplo, ele morde para interromper”, explica a obstetriz Nathalie. Quando o filho cresce um pouco e ainda mama no peito, as mordidas podem virar uma forma de chamar a atenção da mãe. “Se você está amamentando e conversando com outra pessoa, ele pode morder para dizer: ei, presta atenção em mim!”. Tragam os holofotes, sim?

9) Um clima estressante atrapalha...
No meio do caos fica difícil amamentar, porque mãe e bebê ficam estressados. A melhor pedida é escolher um lugar e um momento tranquilos, sem que você precise se preocupar com mil coisas ao mesmo tempo. Nessas horas vale apelar para a sempre necessária rede de apoio, que não precisa ser só o pai e outros familiares. Amigos, profissionais de saúde e quem mais puder colaborar é bem-vindo.

10) ...e o estresse pode interferir na produção do leite
Ter um bebê novo em casa é uma verdadeira aventura, né? São muitas mudanças na rotina e na cabeça, então é normal que as emoções fiquem mais à flor da pele (até por uma questão hormonal mesmo). Além de ser importante cuidar da sua sanidade mental, o excesso de nervosismo também pode diminuir a quantidade de leite. Descansar pode parecer impossível, mas é obrigatório para que o organismo continue produzindo leite no ritmo necessário. A fábrica não pode parar!

11) Mamadeira e chupeta? Melhor evitar.
Essas duas belezinhas podem parecer salvadoras da pátria, mas a verdade é que estão mais para vilãs. É que elas alteram a posição da língua do bebê e podem atrapalhar o movimento de sucção. Sugar a mamadeira e a chupeta é mais fácil do que o peito, então o pequeno pode ficar preguiçoso na hora da amamentação. “Os bicos artificiais também podem acumular bactérias e causar a candidíase nas mamas”, diz a obstetriz Nathalie. São riscos que vale a pena evitar, não é mesmo?

12) Existem bancos de leite humano
Algumas mães têm leite sobrando, enquanto outras precisam de um reforço, principalmente quando o filho nasce antes do tempo. Os prematuros têm mais dificuldade para sugar o leite materno, então muitas vezes é preciso recorrer aos bancos de leite humano. No Brasil, existem 221 Bancos de Leite Humano no Brasil e 199 Postos de Coleta, e este ano o Ministério da Saúde lançou uma campanha para incentivar a doação de leite. Com 300 ml, dá para alimentar até dez bebês! Para doar é só estar saudável e não fazer uso de medicamentos que interferem na amamentação. A coleta é feita no aconchego da sua casa e você só precisa ir ao banco de leite humano para se cadastrar.

13) A composição do leite muda conforme o bebê vai crescendo
Mais uma das maravilhas do corpo humano materno é produzir o leite sob medida para cada fase do desenvolvimento infantil. Essa produção é dividida basicamente em três etapas. A primeira é a do colostro, um líquido espesso que pode ser meio amarelado ou transparente, e dura do pós-parto ao terceiro dia de vida do bebê. Depois vem a fase de transição, em que o leite vai assumindo uma forma mais madura. Aí vem o terceiro momento, a partir do 25o. dia depois do parto, quando a composição nutricional começa a acompanhar as necessidades do neném. É por isso que todo mundo concorda: não existe alimento melhor para o bebê até 6 meses do que o leite materno.