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15 perguntas e respostas sobre o coletor menstrual

Lilis Sobral
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Lilis Sobral

Depois de encarar alguma resistência, o “copinho” foi caindo no gosto das brasileiras e, mais que adeptas, ganhou um verdadeiro fã clube.

15 perguntas e respostas sobre o coletor menstrual

Crédito: Korui

As vantagens são inúmeras: é econômico, ecológico, companheiro na hora de praticar esportes, não ocupa espaço na bolsa... e a lista pode ir longe.

Muitas mulheres têm vontade de experimentar, mas algumas perguntas ainda ficam no caminho da decisão entre fazer ou não o investimento. Aqui vão algumas respostas sinceras para colocar na balança e escolher.

1 - É caro?

Ao comprar, parece caro. Mas no médio prazo, compensa financeiramente em relação a absorventes comuns, sejam os externos ou internos. Isso porque o coletor não é descartável e dura muitos anos.

Os preços variam: de nacionais a importadas, tem marca que vende o coletor por cerca de R$ 50, mas tem também opções de R$ 100. Se pensarmos num pacote de absorvente de R$ 20 e o uso de uma embalagem por ciclo, em cinco meses até a opção mais cara já está paga.

2 - Vou me adaptar rápido?

O período de adaptação é sempre algo muito pessoal. Mas não dá para iludir ninguém: a chance de tirar o uso do coletor de letra logo de cara é muito baixa.

Como qualquer outra novidade, é uma questão de prática e hábito.

Existem muitas mulheres que levam até seis ciclos para sentir total segurança, especialmente se cada um deles for curto, com menos dias para “treinar”. A boa notícia é que, passado o período chato de ajustes, ninguém abre mão do tal copinho.

3 - Dói?

Não deveria.

Nos primeiros usos pode acontecer um desconforto sim, especialmente por conta do vácuo que se forma quando o coletor abre. Mas com o tempo, essa sensação passa. E ainda assim, é desconforto e não dor.

Há relatos de meninas que sentem cólicas ou dores na parede vaginal, mas se a escolha do modelo estiver de acordo com o corpo de quem usa, isso não deveria acontecer. Nesse caso, é preciso conversar com o ginecologista para saber se a dor é sinal de algum outro problema.

4 - Posso escolher qualquer tamanho?

Não. E isto é um ponto fundamental para ter sucesso com o uso do coletor.

A escolha passa por alguns critérios. Basicamente, é preciso avaliar a sua idade, nível de atividade sexual e se já teve filhos ou não. Para resolver esta parte, todas as marcas trazem tabelas que auxiliam na escolha.

A segunda análise é um pouco mais complexa: tem relação com a altura do colo do útero e a força pélvica. Quem prática algum exercício específico, por exemplo, pode precisar de um coletor mais “durinho” para evitar vazamentos.

5 - Quanto tempo dura?

Depende muito do material (geralmente, silicone medicinal ou TPE). Cada marca vai informar a durabilidade que ela garante. Mas em geral, o prazo de um coletor bem cuidado vai até dez anos.

6 - Preciso trocar ao longo da vida?

É bem provável.

Supondo que um coletor dure dez anos, uma menina que adota a opção aos 15 anos de idade vai ter mais tempo de ciclo e precisará trocar o copinho.

Além disso, outros fatores como a chegada de um filho, a prática de exercícios físicos ou uma mudança na frequência da atividade sexual também são fatores que podem fazer com que seja necessário um novo modelo, com tamanho e maleabilidade diferentes.

7 - Preciso esvaziar a cada quantas horas?

Depende do fluxo de cada pessoa e do tamanho escolhido do coletor. Mas uma regra é clara: não pode passar 12 horas!

8 - Como coloco o coletor?

É preciso dobrar o copinho e, uma vez lá dentro, é só soltar as extremidades que ele vai abrir sozinho e formar uma espécie de “vácuo”, garantindo que não vai sobrar nenhum espaço para vazamento. Existem diversas formas de fazer a dobra e o período de adaptação serve para testar e escolher uma.

9 – E como tiro?

A maior parte dos modelos tem uma espécie de haste ou argola que ajuda muito.

Um erro comum é usar este suporte para puxar o coletor de uma só vez. Por conta do vácuo, isto pode doer bastante.

A forma mais prática é fazer uma forcinha para empurrar o copinho para baixo e, com a ponta dos dedos, apertar o fundo dele para tirar o vácuo. Uma vez que entrou ar, pode puxar que sai rapidinho.

10 - Como limpar?

Durante o ciclo, lavar com água corrente e sabonete neutro cada vez que esvaziar.

Muitas meninas passam o dia em lugares em que o banheiro não tem uma pia dentro da cabine. Nesse caso, a limpeza pode ser feita com uma garrafinha de água ou um lenço umedecido específico para a região.

Ao final de cada ciclo, é preciso ferver numa panelinha separada só para essa função. De preferência, que seja uma panela esmaltada, pois o alumínio pode soltar substâncias que reduzem a vida útil do coletor.

Outra opção é usar um recipiente que possa ir ao micro-ondas, como um vidro de conserva grande e desinfetado. É só cobrir o coletor de água e deixar ali em potência média por cinco minutos.

Lembrando que deixar fervendo por muito tempo, seja no micro-ondas ou no fogão, pode queimar o copinho e inutiliza-lo.

11 - Posso usar sendo virgem?

Existe uma grande chance de rompimento do hímen. Embora não exista contraindicação, é preciso levar essa possibilidade em consideração e tomar uma decisão pessoal sobre ela.

12 - Posso transar usando coletor?

De maneira geral, a penetração está proibida.

Porém, existem algumas opções como o Softcup, da Prudence, que podem ser usadas durante o sexo. Nesse caso, o coletor traz uma proposta diferente, já que é descartável. A caixa com quatro unidades é vendida em farmácias.

15 perguntas e respostas sobre o coletor menstrual

13 - Dá para dormir de coletor?

Sim! Lembrando que o período máximo de uso é de 12 horas.

14 - Vou sentir ele “ali” durante o dia?

Se o coletor for bem colocado e a escolha do tamanho estiver certinha, não vai sentir nada. Talvez isso aconteça apenas no período de adaptação.

15 - Posso emprestar para uma amiga?

Não, não e não! O coletor é de uso pessoal.