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5 dicas para crédito e financiamentos não serem um fardo na sua vida

Lilis Sobral
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Lilis Sobral

Saiba usar esses recursos a seu favor e evite as dívidas

5 dicas para crédito e financiamentos não serem um fardo na sua vida

Imagem: pexels

Um levantamento divulgado na semana passada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que 50% dos consumidores brasileiros estão com dificuldades de pagar em dia linhas de crédito e financiamentos. O resultado vem das respostas de 34% que admitem que houve atrasos ao longo do contrato e de 16% dizem estar, no momento, com parcelas pendentes de pagamento

O estudo mostrou ainda que é normal, no Brasil, comprar sem ter dinheiro para a compra. Explico: 42% dos entrevistados disseram que recorreram a pelo menos uma forma de crédito. A mais utilizada é o cartão.

A questão é que em muitos casos, não tem jeito mesmo. Às vezes é preciso buscar um financiamento externo para realizar alguns sonhos. Mas algumas dicas podem ajudar a tornar esse processo menos doloroso e a evitar dívidas.

1) Só contrate em casos de extrema necessidade

Existe uma certa banalização das linhas de crédito e financiamentos. Antes de entrar em uma, é preciso avaliar a real necessidade daquele item. Hoje em dia é compreensível (e bastante normal) que o financiamento seja o único recurso disponível para quem quer comprar um imóvel, por exemplo. Mas será que vale a pena abrir crediários no varejo para a compra de eletrodomésticos do dia a dia? Fazer essa avaliação item por item antes de buscar os recursos é fundamental.

2) Reduza o máximo possível o número e valor das parcelas

A maneira mais eficiente de fazer isso, é caprichando na entrada. Quando o financiamento for inevitável, tente poupar por meio de investimentos de renda fixa por alguns anos antes de partir para essa opção. Nesse período, acumule o máximo possível para dar uma primeira parcela bastante relevante e reduzir tanto o número de prestações como o valor em cada uma delas.

3) Leve em conta a projeção do gasto final

É aquela velha história: juros encarecem muito a tudo. Faça as contas de quanto seu bem vai ter custado ao final do financiamento e reconsidere se não é mais jogo poupar investindo pelo mesmo período para evitar entrar nas prestações.

4) No caso de cartões, evite pagar a parcela mínima

As novas regras para pagamento mínimo da fatura do cartão já colocam uma barreira importante na bola de neve do endividamento. Antes, quem pagava o mínimo de 15% numa fatura acumulava o saldo restante para a próxima e podia repetir o processo diversas vezes.

Agora o consumidor pode fazer isso uma única vez e o restante vai para o financiamento. Ou seja: o problema é menor, mas ainda existe. Por isso a dica segue sendo evitar adiar o pagamento de suas faturas e a parcela mínima.

5) Negocie, especialmente em feirões

E se o atraso for inevitável, não adie a dor de ter que acertar as contas. Ao primeiro sinal de algum valor acumulado, mesmo que não seja o montante exato da sua dívida, procure o banco ou emissora do cartão de crédito para fazer uma proposta e quitar seus débitos o mais rápido possível. Aproveite também os feirões de dívida, que é quando as empresas estão mais abertas a oferecer bons descontos. Lembre-se que para essas empresas é melhor receber menos, porém rápido, do que toda a sua dívida depois de muitos anos.