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6 coisas que você precisa aprender antes de investir em ações

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Entenda alguns dos conceitos básicos que rondam o mercado de capitais

6 coisas que você precisa aprender antes de investir em ações

(Imagem: Pexels)

Para quem já começou a dar os primeiros passos no mundo dos investimentos e quer buscar rendimentos além da renda fixa, o mercado de ações é uma opção que faz brilhar os olhos. 

A complexidade da bolsa de valores, ao mesmo tempo, também deixa um monte de dúvidas no ar.

Existem muitos conceitos e detalhes mas alguns pontos são básicos para quem quer começar a dar os primeiros passos nesse mundo.

Confira os principais:

1 – O que são dividendos e juros sobre capital próprio

As empresas são obrigadas a distribuir para seus acionistas parte de seus lucros todos os anos. Como uma empresa vai fazer isso, ela própria define. A gestão de cada firma vai definir o percentual mínimo e em quantas parcelas ao longo do ano ele será distribuído. Esse valor, que costuma ser de alguns centavos por ação, pode ser pago na forma de dividendos (isento de impostos) ou juros sobre capital próprio (sujeito a tributação).

2 – A diferença entre ordinária e preferencial

Existem dois tipos de ações que cada empresa pode colocar à venda na bolsa de valores, as preferenciais e as ordinárias.

Como o próprio nome já dá uma dica, a preferencial dá preferência ao acionista na hora de receber os proventos (dividendos ou juros sobre capital próprio). Estas ações são identificadas pelas siglas PN ou pelo número 4 ao lado do símbolo da empresa (no mercado, o símbolo chama ticker). No caso da Petrobras, por exemplo, as ações preferenciais são a PETR4.

Já as ações ordinárias ficam para trás na distribuição dos proventos, porém quem tem uma ação dessa tem também direito a votar nas reuniões das empresas. Os papéis são identificados com o ON ou com o número 3. No caso da Petrobras, por exemplo, PETR3.

3 – O perfil de algumas operações básicas com ações

Ao contrário dos investimentos de renda fixa, as ações não têm um tempo mínimo pelo qual o acionista é obrigado a ficar com ela. Assim, as possibilidades são inúmeras. Algumas principais:

Longo prazo: comprar ações de grandes empresas mais sólidas para manter por alguns anos, ignorando oscilações do mercado. A ideia é recolher um lucro no final de um período e acumular algum dinheiro com dividendos ao longo do tempo. Boa técnica para complementar aposentadorias, por exemplo.

Day trade: nesse tipo de operação, o investidor compra e vende um papel no mesmo dia, aproveitando a oscilação daquele pregão (sessão de um dia na bolsa de valores) para recolher seus lucros. O extremo oposto do longo prazo.

Médio ou curto prazo: o investidor compra um papel sem a intenção de vender no mesmo dia, porém mantém-se atualizado com as notícias e oscilações para vender quando alcançar um lucro desejado.

4 – A possibilidade de aplicar via fundos

Para quem quer começar a aplicar em ações, mas precisa sentir mais segurança, existem fundos de investimentos compostos apenas por ações que podem ser uma saída. Eles são oferecidos por corretoras de valores e ajudam a minimizar os riscos dos marinheiros de primeira viagem. Nessa modalidade, alguém define o destino do seu dinheiro por você. A desvantagem é que existem taxas, como a de administração, que vão levar parte dos seus ganhos.

5 – Que impostos incidem

As ações precisam ser declaradas anualmente no seu imposto de renda e os ganhos no mercado de capitais também estão sujeitos ao pagamento de taxas, que são calculadas sobre o lucro de cada operação.

No geral, a alíquota é de 15%. No caso das operações day trade, porém, o valor de 20% sobre o lucro deve ser recolhido mensalmente.

6 – Onde encontrar informações sobre as empresas em que aplica

Existem dois tipos principais de análise na hora de escolher aplicar ou não numa empresa.

A análise técnica se baseia em números, gráficos e outros números do desempenho de um papel para tentar antecipar tendências de ganhos. É ideal para as chamadas aplicações especulativas (uma espécie de chute bem dado) ou para operações como o day trade.

A análise fundamentalista é baseada nos fundamentos de uma empresa: lucro, desempenho, setor de atuação e outros. Muito boa para quem vai aplicar no longo prazo, por exemplo.

Se você for um investidor fundamentalista (o que faz bastante sentido para quem está começando), é importante buscar informações de qualidade sobre as empresas. Para isso, existem dois meios principais.

O primeiro é o site de relações com investidores da empresa em que você vai aplicar. Todas as companhias com ações na bolsa têm um e lá estão os principais dados para começar seus estudos.

O segundo é o site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que é o órgão público que fiscaliza o mercado financeiro. As empresas são obrigadas a informar todos seus passos para a CVM, que mantém no portal as informações disponíveis para todos investidores.