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6 coisas que você precisa aprender já sobre o autoexame de mamas

Lilis Sobral
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Lilis Sobral

Neste mês ocorre o movimento global conhecido como Outubro Rosa. Durante os 31 dias, acontece ao redor do mundo uma série de ações para conscientizar a população sobre prevenção do câncer de mama e importância do diagnóstico precoce.

6 coisas que você precisa aprender já sobre o autoexame de mamas

Laço rosa é símbolo da luta contra o câncer de mama. Imagem: Pexels

Falar sobre o assunto é fundamental sempre, mas quando o mundo inteiro decide abraçar o tema unido, a causa ganha visibilidade.

O autoexame, ao lado da mamografia e do exame clínico feito por profissional de saúde, é um aliado na detecção precoce de câncer de mama. Porém, ainda existem alguns mitos, que fazem algumas mulheres se sentirem responsáveis pelo seu próprio diagnóstico.

Derrubar esses mitos é importante não só para tranquilizar quem adota a técnica, mas também para derrubar o tabu de conhecer o próprio corpo (sim, é 2017 e ele ainda existe). Conheça mais sobre o autoexame:

Precisa fazer sempre

Você não pode fazer só quando está sentindo algum tipo de desconforto ou de maneira desregrada. O autoexame precisa ser feito todos os meses, segundo institutos e associações de prevenção ao câncer. A periodicidade é importante para detectar possíveis tumores em estágios menos avançados.

Tem momento certo para fazer

Para as mulheres que menstruam, o ideal é fazer sempre após o fim da menstruação. Isso vai fazer com que o inchaço da TPM não atrapalhe sua rotina nem oculte possíveis sinais. Além disso, vira um compromisso fácil de lembrar. Para as mulheres que não menstruam, vale escolher um dia específico do mês e realizar o exame sempre nessa data para evitar esquecimentos.

Não substitui a mamografia

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, o autoexame é eficiente para detectar nódulos que tenham a partir de 2cm. Por isso, o autoexame é um aliado importante, mas não substitui a mamografia, que encontra alterações em um estágio muito mais inicial. O que torna o combate eficiente é manter a mamografia em dia e iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Nem toda alteração é alarmante

É muito comum que a mulher tenha algumas alterações no formato dos seios ao longo do período menstrual. Inchaço ou uma região mais rígida podem fazer parte dos sintomas pré-menstruais de algumas pessoas. Assim, não é preciso ter medo de tudo que encontra durante o autoexame. Só um médico pode dar um diagnóstico sobre a presença real de um nódulo ou não. Conhecer seu corpo e saber quais são as mudanças comuns e quais são suspeitas é uma prática que vem com o tempo. Por isso, se alguma alteração for encontrada, procure um médico para um exame clínico.

É preciso procurar além dos nódulos

Apalpar o seio é apenas uma parte do autoexame. Mas existem outros sintomas além de nódulos que precisam ser observados. O mais importante deles é a saída de alguma secreção na região. Além disso, alteração nas veias, no formato do seio ou do mamilo e feridas estranhas também precisam ser observadas.

Tem jeito certo de fazer

Não adianta apertar os seios sem seguir um método eficiente para a técnica. As dicas do IBCC podem ajudar nessa parte:

Em pé, durante o banho ou deitada

Levante o braço direito. Use a mão esquerda para examinar o seio direito, do braço levantado. Nessa etapa do processo, deslize os dedos em movimentos circulares por toda a mama procurando alterações. Apalpe também as axilas. Inverta os lados e repita as etapas.

No espelho

Levante os braços e observe se vê diferença no formato e tamanho. Repita o mesmo processo com os braços completamente abaixados e depois com as mãos na cintura.

Aperte delicadamente o mamilo observando possíveis secreções. Procure também alterações na pele ou feridas.