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4 alternativas para meninas ao Tinder - testadas!

Lilis Sobral
há 2 meses3.7k visualizações

Fim de semana chegando e você aí, renovando aquela esperança de conhecer gente nova, dar umas voltas com mozão...

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4 alternativas para meninas ao Tinder - testadas!

Para quem não tem mozão, o reflexo natural é abrir o Tinder, olhar por uns cinco minutos e apagar a conta de tanto desânimo pela 1.457 vez.

Se você é brasileira e não desiste nunca, tenho uma boa notícia: testei quatro alternativas ao aplicativo para você não precisar passar por isso (ou escolher pelo que quer passar).

Fiquei uma semana dando likes loucamente para fazer uma avaliação técnica sobre as diferenças de cada um dos apps. Isso mesmo: infelizmente não posso dizer onde é que vai rolar aquele crush eterno, mas posso dizer o que achei de cada uma das ferramentas tecnicamente.

Para deixar o post bem equilibrado, testei quatro opções: duas que permitem meninos e meninas e duas só para moças. Em todos os casos, o teste foi com a versão gratuita dos apps. As versões premium são pagas e oferecem mais recursos.

Vamos aos vereditos:

Happn (meninas e meninos)

O app é provavelmente a alternativa mais conhecida ao Tinder. O diferencial dele é que ali na tela de início só aparecem pessoas com quem você cruzou pela rua. De início, achei isso no mínimo “stalker”. Paranoica que sou, pensei: mas nossa, vão usar isso para sequestrar as pessoas.

Não, não vão....

O aplicativo é especialmente útil para as tímidas de plantão. Viu futurx mozão na balada e não tem coragem de ir dar um oi? Procura ali no app e use a internet como intermediária.

Para as pessoas começarem uma conversa, ambas precisam mandar um like e ele só abre a caixa de diálogo diante do match, assim como o Tinder. Também tem a opção de enviar um “charme”, com número de charmes limitados na versão gratuita. Quando você clica ali, a pessoa recebe uma notificação e é avisada que você gostou dela. Uma bela maneira de chamar a atenção.

iTunes: Gratuito, 4,5 estrelas
Google Play: Gratuito, 4,4 estrelas

Secrush (meninas e meninos)

4 alternativas para meninas ao Tinder - testadas!

Crédito: tela do meu celular

Para mim, este app é o que tem a ideia mais genial por trás do algoritmo. Ao contrário da maioria dos apps, ele não usa a geolocalização, mas sim seu “catálogo” de amigos do Facebook. Ou seja: serve para revelar aquele crush secreto pelx amigx que você queria mesmo é que fosse mozão, mas que não colabora.

Para testar o app, confesso: ROUBEI! Tomei um belo de um atalho.

Me explico: a ferramenta é nova. Pouca gente conhece. Além disso, é restrita ao seu universo de amigos. Assim, quando baixei o Secrush, apareceram só quatro pessoas ali: três meninos e uma menina.

Conclusão tive que pedir para dois desses amigos me darem um like. Comecei a mensagem assim: “oi, sumido!”

Logo que a tela abre, você tem quatro opções para classificar seus amigos: sairia, conhecer melhor, ficaria e sem interesse. Selecionei sairia para os dois. Um deles fez o mesmo e o app notificou que tínhamos uma intenção em comum. O outro selecionou conhecer melhor e o app nem se manifestou. Ou seja: na vida real, se o interesse não for exatamente o mesmo, o segredo continua bem guardado. Achei isso ruim.

Ok, match dado, fui dar um “oi” para o amigo ali pelo app. Surpresa: como só há pessoas que já são conectadas pelo Facebook, ele só permite que vocês conversem via Messenger. É estranho, mas faz sentido. Dá para passar o dia trocando mensagem sem ninguém perceber que você está falando com alguém que “conheceu” num app. Ou vai me dizer que você nunca quis ficar horas no chat do Tinder, mas não podia dar bandeira?

Como não tive muito tempo para testar a ferramenta, os amigos foram fofos o suficiente para colaborar com o próprio testemunho. Vamos às resenhas dos convidados:

Amigo 1 (o que deu match): “baixei e deletei. Achei que não ia pegar ninguém! Tem pouca gente ainda. Sabe o que falta? Opções “oi, sumida” e “manda nudes”. SECRETO, Amigo

Amigo 2 (o que não deu match): “tentei usar e não funcionou. Acho que ele anda meio “bugado” ainda. Eu tenho um Iphone 5C. Também pode ser versão do iOS, que não é a mais atual”. OCULTO, Amigo

PS: Obrigada amigos secretos pela colaboração!

iTunes: Gratuito, 2 estrelas
Google Play: Gratuito, 2 estrelas

Her (só para meninas)

4 alternativas para meninas ao Tinder - testadas!

divulgação

Tecnicamente falando, achei esse app o melhor, com os recursos mais interessantes.

Primeiro porque ele tem um lado “rede social”. Então tem uma página para importar eventos do Facebook relacionados à comunidade gay, um feed de posts e a possibilidade de pedir amizade para pessoas que você encontrar por ali. Ou seja: achou uma conhecida e quer dar um approach sem precisar mandar um logo um “like”? Pede amizade.

Outro recurso bacana é que você fica sabendo todo mundo que deu like em você mesmo antes do match, o que facilita bastante a vida na hora de chamar a atenção. A conversa, porém, só rola se as duas se interessarem.

A terceira coisa mais legal é que ele tem uma funcionalidade para evitar que aquele match fique ali dias, sem papo nenhum. Quando as duas pessoas demoram muito para começar uma conversa, o app manda umas perguntas aleatórias para puxar assunto.

O ponto negativo é que a ferramenta, inclusive as perguntas quebra-gelo, está todo em inglês.

iTunes: Gratuito, 4,5 estrelas
Google Play: Gratuito, 2,6 estrelas

Wapa (só para meninas)

4 alternativas para meninas ao Tinder - testadas!

Para mim, esse foi o pior app de todos! E por conta de um único recurso que, provavelmente, muita gente vai achar bom. No Wapa, não precisa rolar o match para a conversa começar. A foto de todo mundo aparece de uma só vez na tela. Você pode ver o perfil de quem quiser e mandar um approach sem precisar dar like (e sem precisar receber o like de volta).

O ponto positivo é que iguala as chances, digamos, e permite que todo mundo tenha uma oportunidade de conversar. Mas para mim, o ponto negativo é que clicar “gostei” já indica um filtro baseado em coisas que vocês têm em comum.

Outro ponto que achei bem ruim é que o perfil não precisa estar conectado a nenhuma rede. Ou seja: criar um perfil fake é a coisa mais fácil do mundo!

iTunes: Gratuito, 2 estrelas
Google Play: Gratuito, 3,8 estrelas

15 perguntas e respostas sobre o coletor menstrual

Lilis Sobral
há 2 meses34.4k visualizações

Depois de encarar alguma resistência, o “copinho” foi caindo no gosto das brasileiras e, mais que adeptas, ganhou um verdadeiro fã clube.

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15 perguntas e respostas sobre o coletor menstrual

Crédito: Korui

As vantagens são inúmeras: é econômico, ecológico, companheiro na hora de praticar esportes, não ocupa espaço na bolsa... e a lista pode ir longe.

Muitas mulheres têm vontade de experimentar, mas algumas perguntas ainda ficam no caminho da decisão entre fazer ou não o investimento. Aqui vão algumas respostas sinceras para colocar na balança e escolher.

1 - É caro?

Ao comprar, parece caro. Mas no médio prazo, compensa financeiramente em relação a absorventes comuns, sejam os externos ou internos. Isso porque o coletor não é descartável e dura muitos anos.

Os preços variam: de nacionais a importadas, tem marca que vende o coletor por cerca de R$ 50, mas tem também opções de R$ 100. Se pensarmos num pacote de absorvente de R$ 20 e o uso de uma embalagem por ciclo, em cinco meses até a opção mais cara já está paga.

2 - Vou me adaptar rápido?

O período de adaptação é sempre algo muito pessoal. Mas não dá para iludir ninguém: a chance de tirar o uso do coletor de letra logo de cara é muito baixa.

Como qualquer outra novidade, é uma questão de prática e hábito.

Existem muitas mulheres que levam até seis ciclos para sentir total segurança, especialmente se cada um deles for curto, com menos dias para “treinar”. A boa notícia é que, passado o período chato de ajustes, ninguém abre mão do tal copinho.

3 - Dói?

Não deveria.

Nos primeiros usos pode acontecer um desconforto sim, especialmente por conta do vácuo que se forma quando o coletor abre. Mas com o tempo, essa sensação passa. E ainda assim, é desconforto e não dor.

Há relatos de meninas que sentem cólicas ou dores na parede vaginal, mas se a escolha do modelo estiver de acordo com o corpo de quem usa, isso não deveria acontecer. Nesse caso, é preciso conversar com o ginecologista para saber se a dor é sinal de algum outro problema.

4 - Posso escolher qualquer tamanho?

Não. E isto é um ponto fundamental para ter sucesso com o uso do coletor.

A escolha passa por alguns critérios. Basicamente, é preciso avaliar a sua idade, nível de atividade sexual e se já teve filhos ou não. Para resolver esta parte, todas as marcas trazem tabelas que auxiliam na escolha.

A segunda análise é um pouco mais complexa: tem relação com a altura do colo do útero e a força pélvica. Quem prática algum exercício específico, por exemplo, pode precisar de um coletor mais “durinho” para evitar vazamentos.

5 - Quanto tempo dura?

Depende muito do material (geralmente, silicone medicinal ou TPE). Cada marca vai informar a durabilidade que ela garante. Mas em geral, o prazo de um coletor bem cuidado vai até dez anos.

6 - Preciso trocar ao longo da vida?

É bem provável.

Supondo que um coletor dure dez anos, uma menina que adota a opção aos 15 anos de idade vai ter mais tempo de ciclo e precisará trocar o copinho.

Além disso, outros fatores como a chegada de um filho, a prática de exercícios físicos ou uma mudança na frequência da atividade sexual também são fatores que podem fazer com que seja necessário um novo modelo, com tamanho e maleabilidade diferentes.

7 - Preciso esvaziar a cada quantas horas?

Depende do fluxo de cada pessoa e do tamanho escolhido do coletor. Mas uma regra é clara: não pode passar 12 horas!

8 - Como coloco o coletor?

É preciso dobrar o copinho e, uma vez lá dentro, é só soltar as extremidades que ele vai abrir sozinho e formar uma espécie de “vácuo”, garantindo que não vai sobrar nenhum espaço para vazamento. Existem diversas formas de fazer a dobra e o período de adaptação serve para testar e escolher uma.

9 – E como tiro?

A maior parte dos modelos tem uma espécie de haste ou argola que ajuda muito.

Um erro comum é usar este suporte para puxar o coletor de uma só vez. Por conta do vácuo, isto pode doer bastante.

A forma mais prática é fazer uma forcinha para empurrar o copinho para baixo e, com a ponta dos dedos, apertar o fundo dele para tirar o vácuo. Uma vez que entrou ar, pode puxar que sai rapidinho.

10 - Como limpar?

Durante o ciclo, lavar com água corrente e sabonete neutro cada vez que esvaziar.

Muitas meninas passam o dia em lugares em que o banheiro não tem uma pia dentro da cabine. Nesse caso, a limpeza pode ser feita com uma garrafinha de água ou um lenço umedecido específico para a região.

Ao final de cada ciclo, é preciso ferver numa panelinha separada só para essa função. De preferência, que seja uma panela esmaltada, pois o alumínio pode soltar substâncias que reduzem a vida útil do coletor.

Outra opção é usar um recipiente que possa ir ao micro-ondas, como um vidro de conserva grande e desinfetado. É só cobrir o coletor de água e deixar ali em potência média por cinco minutos.

Lembrando que deixar fervendo por muito tempo, seja no micro-ondas ou no fogão, pode queimar o copinho e inutiliza-lo.

11 - Posso usar sendo virgem?

Existe uma grande chance de rompimento do hímen. Embora não exista contraindicação, é preciso levar essa possibilidade em consideração e tomar uma decisão pessoal sobre ela.

12 - Posso transar usando coletor?

De maneira geral, a penetração está proibida.

Porém, existem algumas opções como o Softcup, da Prudence, que podem ser usadas durante o sexo. Nesse caso, o coletor traz uma proposta diferente, já que é descartável. A caixa com quatro unidades é vendida em farmácias.

15 perguntas e respostas sobre o coletor menstrual

13 - Dá para dormir de coletor?

Sim! Lembrando que o período máximo de uso é de 12 horas.

14 - Vou sentir ele “ali” durante o dia?

Se o coletor for bem colocado e a escolha do tamanho estiver certinha, não vai sentir nada. Talvez isso aconteça apenas no período de adaptação.

15 - Posso emprestar para uma amiga?

Não, não e não! O coletor é de uso pessoal.

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lilis.sobral
Jornalista que gosta de escrever textos como conversa na mesa de um bar.