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6 coisas que você precisa aprender já sobre o autoexame de mamas

Lilis Sobral
há 16 dias668 visualizações

Neste mês ocorre o movimento global conhecido como Outubro Rosa. Durante os 31 dias, acontecem ao redor do mundo uma série de ações para conscientizar a população sobre prevenção do câncer de mama e importância do diagnóstico precoce.

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6 coisas que você precisa aprender já sobre o autoexame de mamas

Laço rosa é símbolo da luta contra o câncer de mama. Imagem: Pexels

Falar sobre o assunto é fundamental sempre, mas quando o mundo inteiro decide abraçar o tema unido, a causa ganha visibilidade.

O autoexame, ao lado da mamografia e do exame clínico feito por profissional de saúde, é um aliado na detecção precoce de câncer de mama. Porém, ainda existem alguns mitos, que fazem algumas mulheres se sentirem responsáveis pelo seu próprio diagnóstico.

Derrubar esses mitos é importante não só para tranquilizar quem adota a técnica, mas também para derrubar o tabu de conhecer o próprio corpo (sim, é 2017 e ele ainda existe). Conheça mais sobre o autoexame:

Precisa fazer sempre

Você não pode fazer só quando está sentindo algum tipo de desconforto ou de maneira desregrada. O autoexame precisa ser feito todos os meses, segundo institutos e associações de prevenção ao câncer. A periodicidade é importante para detectar possíveis tumores em estágios menos avançados.

Tem momento certo para fazer

Para as mulheres que menstruam, o ideal é fazer sempre após o fim da menstruação. Isso vai fazer com que o inchaço da TPM não atrapalhe sua rotina nem oculte possíveis sinais. Além disso, vira um compromisso fácil de lembrar. Para as mulheres que não menstruam, vale escolher um dia específico do mês e realizar o exame sempre nessa data para evitar esquecimentos.

Não substitui a mamografia

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, o autoexame é eficiente para detectar nódulos que tenham a partir de 2cm. Por isso, o autoexame é um aliado importante, mas não substitui a mamografia, que encontra alterações em um estágio muito mais inicial. O que torna o combate eficiente é manter a mamografia em dia e iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Nem toda alteração é alarmante

É muito comum que a mulher tenha algumas alterações no formato dos seios ao longo do período menstrual. Inchaço ou uma região mais rígida podem fazer parte dos sintomas pré-menstruais de algumas pessoas. Assim, não é preciso ter medo de tudo que encontra durante o autoexame. Só um médico pode dar um diagnóstico sobre a presença real de um nódulo ou não. Conhecer seu corpo e saber quais são as mudanças comuns e quais são suspeitas é uma prática que vem com o tempo. Por isso, se alguma alteração for encontrada, procure um médico para um exame clínico.

É preciso procurar além dos nódulos

Apalpar o seio é apenas uma parte do autoexame. Mas existem outros sintomas além de nódulos que precisam ser observados. O mais importante deles é a saída de alguma secreção na região. Além disso, alteração nas veias, no formato do seio ou do mamilo e feridas estranhas também precisam ser observadas.

Tem jeito certo de fazer

Não adianta apertar os seios sem seguir um método eficiente para a técnica. As dicas do IBCC podem ajudar nessa parte:

Em pé, durante o banho ou deitada

Levante o braço direito. Use a mão esquerda para examinar o seio direito, do braço levantado. Nessa etapa do processo, deslize os dedos em movimentos circulares por toda a mama procurando alterações. Apalpe também as axilas. Inverta os lados e repita as etapas.

No espelho

Levante os braços e observe se vê diferença no formato e tamanho. Repita o mesmo processo com os braços completamente abaixados e depois com as mãos na cintura.

Aperte delicadamente o mamilo observando possíveis secreções. Procure também alterações na pele ou feridas.

Por que a decisão que abre espaço para a cura gay é um retrocesso

Lilis Sobral
há um mês1.9k visualizações

Uma decisão judicial abriu um perigoso precedente e fez o Brasil dar vários passos para trás na questão dos direitos LGBT.

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Por que a decisão que abre espaço para a cura gay é um retrocesso

Imagem: Unsplash

A Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal concedeu uma liminar que abre espaço para tratamentos psicológicos que caminham para a reversão da orientação sexual. A famosa “cura gay”.

A liminar foi concedida numa ação popular que questionava a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que orientava profissionais sobre o tema e proibia exercer qualquer terapia que tratasse a homossexualidade como patologia.

Trocando em miúdos: o CFP reafirma uma conclusão antiga da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que ser gay não é doença nem distúrbio mental (logo não tem cura cabível).

O próprio CFP disse isso numa carta aberta, explicando que querer aplicar “tratamentos” para mudar orientação sexual é uma grave violação aos direitos humanos.

Muita gente na internet se revoltou, e com razão:

Mas também se espalharam pela rede alguns comentários defendendo o suposto método.

Como às vezes tudo o que precisamos é de um pouco de informação, vale a pena desmistificar alguns discursos em defesa da cura gay que estão começando a surgir.

1- Sou eu que sei o é melhor para o meu filho

Até uma certa idade, provavelmente essa frase é verdadeira. Porém, a orientação sexual, ao contrário do que muita gente diz, não é opção. O filho de ninguém escolhe ser gay, lésbica ou bissexual. Assim, por mais que um pai e uma mãe acreditem que ser hétero é o melhor para seu filho, não cabe nem a eles, nem a ninguém, escolher isso.

E atenção para uma informação chocante: o melhor para seu filho ou sua filha é ser quem ele ou ela é, hétero ou não. Os pais que acham o melhor para um filho é ser hétero é que precisam de terapia para entender que não é a orientação que define caráter e felicidade.

2- Isso vai permitir que gays busquem terapia

Gays já podem buscar terapia. Eles deitam no mesmo divã que os héteros, encaram os mesmos terapeutas, e falam sobre os mesmo problemas da vida: família, trabalho, amores...

O que não existe é terapia para mudar orientação sexual. Isso gay nenhum pode buscar mesmo, simplesmente porque não existe. O que os LGBTs podem e devem procurar é um lugar seguro em que possam falar sobre sua sexualidade e que os ajude a assumi-la para o mundo.

3- Isso vai permitir que gays usem o plano de saúde, pois homossexualismo é doença

Primeiro que é homossexualidade. DADE, ok? Segundo que não, não é doença (a não ser que você queira discutir com a OMS).

As regras para fazer terapia com cobertura do plano continuam as mesmas para héteros, gays e simpatizantes. Geralmente são atreladas à facada que custa um plano privado (e não há quem x beneficiárix gosta de ter na cama).

4- Permitir a cura gay vai quebrar o SUS

Sim, tem gente reclamando na web que agora o dinheiro de seu suado imposto vai para pagar tratamento de gay pelo SUS. Não estou brincando. Os comentários chegaram mesmo nesse nível.

A cura gay não vai quebrar o SUS porque a cura gay não é algo possível, então não tem como entrar na lista de tratamentos financiados pelo serviço público. E todos os outros tratamentos do SUS são abertos para qualquer pessoa, independente da orientação sexual, e nossos impostos vão para todos sim. 

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lilis.sobral
Jornalista que gosta de escrever textos como conversa na mesa de um bar.