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Governo vai ampliar projeto para reduzir cesarianas desnecessárias

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Campanha Parto Adequado evitou 10 mil procedimentos desnecessários na primeira fase

Governo vai ampliar projeto para reduzir cesarianas desnecessárias

(Imagem: Unsplash)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai começar em janeiro a segunda fase de sua bem-sucedida Campanha Parto Adequado. Na ampliação do programa, mais 136 maternidades espalhadas pelo Brasil e 68 operadoras de planos de saúde toparam apoiar o projeto.

O objetivo é reduzir o número de cesarianas desnecessárias. E por desnecessária, o foco principal é o chamado parto agendado, no qual a data é escolhida sem razões médicas que justifiquem a alternativa, segundo a ANS.

De acordo com a agência, o maior risco do agendamento sem justificativa é o de o parto não respeitar os estágios de formação do bebê.

A primeira fase da campanha contou com a participação de 35 hospitais. Era só um teste para o projeto, mas em 18 meses, as instituições participantes conseguiram criar um novo modelo de assistência materno-infantil para o Brasil e evitaram juntas a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias, segundo os dados da agência.

Além do trabalho direto nos hospitais, a campanha também busca informar diretamente as mamães, especialmente com dicas nas redes sociais da ANS e outros perfis relacionados.

Por que é importante discutir o tema?

Um movimento recente vem discutindo cada vez mais a importância de adotar a cesariana apenas na hora certa. A crítica de profissionais da saúde e mães é a banalização do método de parto. Até vídeo satírico o tema virou recentemente nas mãos do grupo Porta dos Fundos:

Mas também há mães que precisam muito da cesariana e, por conta de alguma falta de informação, rechaçam a ideia até quando vira fundamental para a própria saúde e do bebê.

É importante lembrar que a cesariana, sozinha, não é a vilã. O problema é o uso indiscriminado de um procedimento invasivo. Por isso é fundamental que as futuras mamães busquem desde o início da gravidez informação até sobre a cirurgia, mesmo que não seja sua primeira opção.

Alguns problemas de saúde, por exemplo, podem tornar a cesárea mais segura. Outras situações pontuais, como uma demora no parto ou a posição do bebê, podem fazer com que a decisão pela cirurgia aconteça nos momentos finais, já durante o trabalho de parto. Por isso é tão fundamental que as mães saibam de todas as alternativas independente de suas escolhas.

A campanha da ANS quer deixar isso bem claro. A agência sugere até um roteiro de perguntas que as gestantes podem fazer desde as primeiras consultas na gravidez.

Governo vai ampliar projeto para reduzir cesarianas desnecessárias

(Imagem: Divulgação ANS)

Como sempre, a informação é a melhor amiga das gestantes e da saúde.

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