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Kate Middleton tem hiperêmese gravídica. Você sabe o que é isso?

Lilis Sobral
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Lilis Sobral

Condição, que não é comum, causa enjoos severos, desidratação e desnutrição da mãe

Kate Middleton tem hiperêmese gravídica. Você sabe o que é isso?

Quando anunciou que Kate Middleton e o príncipe William vão ter mais um bebê real, o Kensington Palace, residência oficial da família, disse que a Duquesa de Cambridge está sofrendo de “hyperemesis gravidarum” (em português, hiperêmese gravídica).

O anúncio, aliás, falou muito mais sobre a saúde de Kate do que sobre a chegada de um novo filho ou filha. O palácio disse que a mamãe real precisou cancelar compromissos para receber cuidados e descansar em casa. Disse também que a condição esteve presente nas outras duas gestações, quando Kate esperava por George e Charlotte.

Mas você sabe o que significa a tal da hiperêmese? O palácio resumiu no comunicado:

“É uma versão muito aguda do enjoo matinal, que requer hidratação extra, medicamentos e nutrientes”.

Mas vamos mais fundo nisso:

Todo mundo tem?
Não. O enjoo matinal é muito comum, afeta quase todas as mulheres durante as primeiras semanas de gravidez. A condição mais severa, porém, atinge cerca de 1% das mulheres.

As gestantes com a condição sofrem com vômito mais constante e severo. Essa é a principal diferença entre o que seria um nível normal de desconforto e enjoo matinal e uma condição que exige cuidados médicos. Os sinais costumam aparecer entre a quarta e sexta semanas de gestação, com ápice entre a nona e décima terceira.

Pode afetar o bebê?
Se não for tratada de maneira apropriada, infelizmente sim. Isso acontece porque o corpo da mãe não consegue se manter forte e nutrido o suficiente nem para suas funções convencionais de antes da gravidez. Quando ele está trabalhando por dois, a necessidade de vitaminas e hidratação aumenta. A hiperêmese pode dificultar o ganho de peso do bebê, o que afeta diretamente seu desenvolvimento. Com o cuidado médico apropriado, porém, o tratamento é bastante eficiente.

Como controlar?
Como o próprio palácio disse, a hidratação é ponto central do tratamento. Com enjoo matinal mais forte e um aumento nos episódios de vômito, aumenta muito a chance de desidratação da mãe.

A suplementação com vitaminas também é bastante recomendada, mas só o médico poderá orientar sobre como dosar esse complemento. Os medicamentos entram apenas em casos mais graves.

Precisa mudar a dieta?

Sim e essa é uma parte muito importante do tratamento. Primeiro porque é preciso dar ao corpo as vitaminas e nutrientes que ele próprio está expelindo. Segundo porque é importante priorizar alimentos que não machuquem o estômago, o que poderia aumentar a frequência e intensidade dos enjoos.

Dicas práticas
O repouso total nem sempre é recomendado ou possível. Nestes casos, é importante que a gestante esteja preparada para lidar com os sintomas.

A organização inglesa Pregnancy Sickness Support sugere ter algo para comer sempre por perto. Como a náusea pode te impedir de se alimentar de maneira regrada, existe uma chance de a fome chegar forte demais e de repente.

Eles também avisam que, às vezes, a gestante pode vomitar sem ter muitos sinais antes, como sentir náusea. Sem ter tempo de procurar um banheiro, isso vai fazer com que você precise ter na bolsa algumas coisas para emergências, como toalhas pequenas, lenços umedecidos e sacos como os oferecidos nos aviões.